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Sabe aquele olhar incrível? Aquele que se sobressai a milhares numa multidão, que te pega de surpresa, de faz sorrir sem nem um motivo plausível, só te traz uma alegria inexplicável? Pronto, ele tem esse olhar.
Dizem que os olhos são a janela para a alma, e que um bom flerte começa com troca de olhares… Se isso é verdade a alma dela é a coisa mais linda que eu já vi, e principalmente ele é um eximio flertador!
Como pode, duas orbes verde musgo me atrairem tanto? Não! Impossível, eu sei quem eu sou! Mas não resisto àquele olhar, àquele modo como seus olhos se sincronizam com os cabelos castanhos acaju despenteados, e mais com aquele sorriso ladrão de corações!
É eu sei o histórico dele, sei que vou ser só mais uma, mas e eu resisto? Não. Eu sei que devia fugir do que me é ruim, mas não resisto quando ele fala:
“Ó anjo meu, da têz tão alva…”
Ou
“Como podem lábios terem um carmesim tão gostoso de se vislumbrar e provar…”
Ah, eu não resisto, vivo me penitenciando, dizendo pra mim mesma “Maria Clara, você tem que largar esse cafajeste o quanto antes!”, mas simplesmente eu não largo.
Acho que ele se enquadra bem na definição de sedutor: 1.Quê ou aquele que seduz; 2.Tentador: 3.Demônio sedutor.4.Atraente; 5.Fascinante: 6.Jovem sedutor; 7.Homem leviano que seduz e desonra as mulheres, abandonando-as em seguida.
Se bem que ele não é um demonio, está mais para um anjo caído… E que belo anjo! Tecnicamente ele nunca me desonrou, mas acho que meu coração não deve ter honra ao se submeter a esse tipo de relacionamento…
Ele é esse tipo de amor-amizade que não quero abandonar nunca.
Antes que você queira me penitenciar apenas por eu me envolver com esse tipo de cara, saiba ainda mais, que ele tem namorada. É agora sim você pode me jogar quantas pedras quiser.
Sabe, eu o neguei o quanto pude, disse que a vida não era assim, e que ele não precisava de mim, porém ele nunca desistiu, ele é um cafajeste que sabe ser cafajeste, e ao mesmo tempo, é a personificação do carinho na superficie terrestre.
Argh, odeio ser canceriana, tolos sentimentais do inferno. E agora esse conceito dele de amor-amizade se impregnou em mim. Ah maldita ladainha de cafajeste… E o pior é que ela se encaixa tão bem quando ele usa aquele oculos escuro tão brega… Porque o brega combina tanto com o sorriso dele? Acho que porque ele é brega… Argh, odeio ser canceriana!
“Você será o meu amor-amizade, um pouco mais do que as amizades comum, um pouco menos que o amor, pois não te quero monopolizar, e sei que você não me deseja só pra si”, ele estava absolutamente certo!
Eu posso fazer o que? Eu até já resisti algumas vezes, mas as cantadas sutis, os suspiros romanticos, as indiretas ridiculas… Todas me divertem, inflam meu ego, e cada vez mais vou me envolvendo por ele.
Não me condenem, sou só vítima desse olhar destruidor de lares… Eu já disse a ele uma vez:
“Gui, esse seu olhar, acaba comigo… É como se eu fosse alvejada por inúmeras flechas, sou destruida, e dizimada, mas do que seria se fosse envenenada ou atropelada!”
Ele deu aquela risada gostosa e rebateu:
“Isso é você falando, ou as várias doses de vodka com laranjada?”
A minha resposta foi um beijo.
Talvez eu esteja errada, mas eu aprendi com ele, que o erro só existe, quando somos julgados, e enquanto isso não acontecer, vou fazer o que quiser, pois essa vaidade em mim, exige esse olhar de conquistador barato!
Havia aquele cafajeste, que estava mudando, ele havia enjoado de uma vida de infinitos perfumes femininos diferentes, e nenhum amor, estava carente, precisa focar seu coração num sorriso e acabou conseguindo. Só que ela, era diferente de todas as anteriores, não combinava com seu gosto normal de beleza, seu jei de ser e agir, não se adaptavam bem ao que o ex-cafajeste queria de sua mulher, mas ele a aceitou mesmo assim.
Talvez por comodismo, talvez por covardia, ou preguiça, ele se amarrou à ela. No começo já sentia um carinho enorme por ela, mas ainda não era amor, ele sinceramente não acreditava no amor. Tinha sofrido demais por ele, para querer algo assim, queria só uma companheira para fazer sua vida mais agradável.
Acontece, que logo ele, quem não queria o amor de jeito nenhum, por saber a dor que este sentimento infligia, foi deixar o amor conquistar todo seu coração, antes que percebesse, antes que pudesse impedir, estava amando, e o pior ele não tinha percebido isso. Só se deu conta, quando ela se magoou, com ele, e foi o medo de perdê-la, que o fez perceber que a amava. No começo foi interessante, pois ele não sabia se deveria fugir dela, ou se deveria seguir com ela, acabou escolhendo a segunda opção, mais por comodismo, do que por escolha.
Só que, a partir daí, ele passou a entender quem ele amava, ela além de manter todas aquelas diferenças que ele aprendera a aceitar, ele agora se deparara, com uma caracteristica dela que nunca quis perceber.
Ela era tão defeituosa quanto ele, não conseguia demonstrar carinho, não por escolha, mas o passado dela, a impedia que o fizesse, pois também tinha um passado complexo o bastante, que a fizera deformada ao ponto de não conseguir demonstrar carinho pras pessoas que gostava.
Ironicamente, ou não, o destino quis que a tampa da panela daquele cafajeste, fosse um brinquedo torto. E ele percebeu isso, percebeu isso antes que estivesse envolvido o bastante naquele amor para voltar atrás, mas ele diferentemente do que sua razão falava, não quis abandonar aquele brinquedo torto, ele o quis pra si, só pra si.
Pois ele acreditava no destino, acreditava que se ela o aceitara com seus defeitos, ele também teria que aceitá-la com os defeitos dela, era o destino, uma força maior que havia juntado-os, e agora ele não se importava o quão ruim fosse não receber carinho, ele iria conseguir ter o carinho dela, já que era amor, e o amor muda tudo.
-Va diga!
Ta, ta, eu não queria dizer isso, eu odeio dizer isso, você sabe disso, meu orgulho é assim, não deixa isso sair…
-Mas…
-Diga!
Droga, não faz essa cara, não essa, eu lamento, mas poxa eu tenho esse argumento, que querendo ou não pode me tornar inocente…
-Mas mô, tipo eu…
-Vai dizer não?!?
Ok, estou vencido.
-Estou errado.
-AHHHHHH! UHU! Admitiu!
Idiota, tabacuda, argh!
-Eu te odeio sabia? Porque tu não pode simplesmente admitir teu erro?
Porque admitir o erro é se sujeitar a uma condenação, coisa que me treinei pra não deixar acontecer, ora bolas!
-Porque… É…
-Idiota, eu te odeio por isso sabia?
-Tas vendo como tu é né? Eu digo o que tu quer, e mesmo assim, tu fica me tratando mal…
-Ta bom
E ainda fica com cara feia… Mas esse sorriso de vitória, tenho que confessar que é muito lindo.
-Ta olhando o que?
-Posso olhar não?
-Não é meu!
-É?
É muito linda mesmo… Sou muito sortudo.
-É!
-Não é meu.
Adoro roubar beijos!
-Eu deixei?
-E tem que deixar? Sou teu namorado.
-Idiota
Amo quando você me rouba um beijo! Sem porque, sem pra que… Amo você.
-Idiota…
-Eu te amo.
-Eu já sei.
Orgulhosa dos infernos!
Não sei se estou certa em fazer isso, mas vou ser impulsiva uma vez na vida, aproveitar o efeito da bebida, e me deixar levar pela vontade.
Enquanto meus dedos dedilham pelas cordas do violão, sinto a vergonha corar meu rosto, ainda bem que tomei aquela tequila com gosto, senão, acho que não suportaria todos os olhos voltados pra mim.
Não que eu seja tímida, você sabe que eu sou até meio extrovertida, é só que, quando eu era criança, e via o quanto minha mãe sofria por causa do amor, eu jurei a mim mesma e para os céus, que nunca cantaria sobre o amor, não sobre esse sentimento que parece ser tão bom, e sem as pessoas perceberem, despedaça seus corações. Não, eu sempre tive averssão ao amor, ele não devia existir, era algo banal, que as pessoas inventaram apenas para acreditar que o mundo tinha algo de bom.
Só que você apareceu na minha vida, uma existencia errante, um cafajeste romantico. Nunca foi o mais lindo, nem o mais inteligente, apenas o que tinha as melhores palavras, nos momentos mais oportunos. Eu te repeli, te empurrei, esnobei, e ainda continuaste aqui, por que?
Hoje eu vou cantar sobre o amor por isso, porque você é a única excessão. Você e seu jeito tão estranho, despertou algo em mim que eu sempre tive averssão!
Agora que sinto a expectativa crescer nas pessoas que observam eu terminar de afinar meu violão, também me dei conta, que talvez o amor nunca tenha me abandonado, bem no fundo da minha alma, ele sempre esteve lá, com medo, tendo esperança de que um dia eu te achasse? Peculiar… Talvez seja só o destino. O mais engraçado, é que eu fiz de tudo pra obliterá-lo, eu ergui minha cabeça, olhei pra frente, e me agarrei a solidão, não, eu nunca quis esse sentimento horrível que poderia me destruir da noite pro dia, sempre vi pessoas a minha volta venerarem o amor, sempre o achei o sentimento mais pifio que poderia existir. Eu tinha que achar um caminho em que o amor não fosse o centro das atenções, e eu encontrei, me distanciei dele, só que você apareceu, porque você sempre é a única excessão.
Sabe, eu deveria te odiar por isso, te odiar por ter destruido todos meus principios, meus gostos, meu jeito de viver, mas eu não consigo. Porque acho que te amo. E por isso estou te cantando uma música, talvez seja efeito da bebida, mas algo aqui dentro me diz que é o tão idolatrado amor.
Queria muito acreditar, que vai ser diferente, do amor que eu já vi acabar com as pessoas, mas eu sei que não vai ser, você vai me decepcionar, eu vou me fechar, machucada, chorar vários dias, e depois pensar ‘o amor é odiável’, é eu sei, sou uma garota deveras pessimista.
Você me jura que é excessão, como se soubesse o que estou pensando, talvez, só talvez, numa remota possibilidade, começo a acreditar, que o amor pode ser algo bom, que o amor pode trazer felicidade, e que você vai ver, é o meu “felizes para sempre”.
Ela vive sempre numa ilusão. Dificil é saber, se afetou seus olhos, ou seu coração.
De certo que ele não é um cara bom, mas, tecnicamente falando, a culpa é toda dela.
Veja só, ela já se decepcionou inúmeras vezes com homens, e ao fim de um relacionamento, sempre praguejava sobre homens, e seus defeitos, jurava que ficaria solteira até ter rugas, ou até encontrar um que valhesse a pena de verdade. Se hipocrisia fosse crime, ela teria pego prisão perpetua.
Não estou sendo chato, ao afirmar que não é amor, afinal, se fosse amor, todos seus atos, seriam justificáveis. Não, não.
Ela simplesmente volta a cometer os mesmos erros, ou pior, abandona as amigas, finge que tudo é normal, e dedica mais que 100% para ele. Não percebe, que homens não podem ter tudo que querem, poucos são aqueles que quando estão no poder, mantém a cabeça no lugar.
O pior, é quando sabemos que ela vai voltar a se decepcionar, o muro do castelo, que construiu de tijolo em tijolo, vai voltar a desmoronar. O principe vai parecer um bastardo, só que dessa vez, as amigas talvez, não estejam lá pra amparar, porque paciencia tem limite.
Ela é egoísta, e até certo ponto, está certa, altruísmo demais é burrice. Só que ela não tem bom-senso… È, não vai ser legal de ver, quando os contos de fadas se revelarem falsos, novamente.
Mulher que doa o coração, nada mais faz que cair numa ilusão. Já dizia o poeta.
Por definição. vício: 1 Defeito 2 Hábito 3 Costume condenável ou censurável 4 Uso de tóxico ou droga 5 Apego exagerado a algo, que não faz bem.
Nessa história é um pouco de cada uma das definições.
É, ele já era apaixonado, ele tinha sua metade, nos braços da namorada ele era feliz, tão feliz que quando estava ao lado dela, nunca tinha mais nada da cabeça. Mas era como se o efeito pasasse após alguma hora, é como se a namorada fosse um entorpecente, que deixava ele bem, enquanto estivesse em sua presença.
Porém, sempre que estava meio afastado dela, sempre ele sentia o seu antigo eu clamar por liberdade. O cafajeste ainda tava ali dentro, trancafiado. E eis que surgiu uma nova pessoa em sua vida. Seu sorriso era como o pólen de uma Aroeira, doce, inebriante, mas venenoso. E ele sabia que lhe fazia mal, que ele não devia voltar a cativar aquela flor, mas… Quem disse que ele conseguia. Ela nada mais era que um vício, que ele foi gostando, apesar de saber que não poderia mantê-lo do jeito que queria, ela era daquele jeito… Perfeito para ele. Mas o destino tinha demorado pra apresentá-los. Ahh como destino é cruel às vezes.
A nova atriz desse palco, sabia do compromisso dele, sabia que no fundo, ele amava sua namorada, então, apesar de querer, ela simplesmente não cedia, porém, já não podia negar, que um algo mais sentia, e aí ficava entre a cruz e a espada, entre a consciência de fazer o que é certo e vontade de fazer o que é errado, entre a sinceridade e a mentira.
O protagonista, sabia quem ele queria. Ele queria as duas, mas não se pode ter duas pessoas, ou pelo menos foi o que ele aprendeu, e ele seguia, sendo um ótimo namorado, um cafajeste deplorável, pois lá no fundo, ele ainda tinha consciência, de que, consumar o que sentia vontade, não ia ser tão prazeroso quanto parecia. E aí ele se cansou, se cansou de mendigar o carinho da flor, pois, sua consciência lhe mostrou, que ele não podia manter dois amores. E aí ele tentou ter só a amizade da flor, só que era díficil, aquele sorriso, aqueles olhos, eram tentadores demais…
“Uma pessoa não pode ser de duas! Isso não tem sentido algum”
“Claro que pode, amor nunca faz sentido… Por exemplo, quando a gente é criança, a gente é do nosso pai e da nossa mãe…”
“… Você sabe que é errado”
“Eu nunca disse que eu era o certo”
“…”
“No fim a decisão é sua”
“Você sabe o que eu decidi…”
“Então não vou mais incomodar”
“Vamos deixar de nos falar?”
“Não, acho que não”
Ele sabia que era mentira, mas era como tinha explicado pra ela, mentiras, às vezes existem para o bem.
E então, um dia, passando por uma floricultura, ele viu, um lírio, que lhe chamou a atenção, uma flor bela demais para ficar na vitrine, merecia estar no colo de uma mulher que lhe envenenara. Ele a comprou, e covardemente a enviou, junto dela, colocou uma mensagem numa das pétalas, e esperou. Era a mensagem que ela disse amar, e que recitou tantas e tantas vezes no ouvido dela, como cantada, mesmo sabendo que era errado, ele colocou lá, no lírio.
Esperou que pudesse a voltar a sentir o polén venenoso lhe deixar tonto. Mas nada aconteceu. Passaram se dias, meses, o tempo tomou tudo. Ele se casou com sua namorada, era seu destino afinal.
Um dia, o tear do destino, voltou a se mostrar cruel, ou simplesmente divertido; andando na rua, ele parou naquela mesma floricultura, para comprar um lírio para sua filha, e eis que viu uma moça um tanto quanto singular segurando a flor que fora comprar. Ele indagou.
“Você gosta de lírios?”
“É um vício que aprendi a ter quando moça…”
E sem perceber porque ele entoou.
“… olha só, o que te escrevi, é preciso força, pra sonhar e perceber, que a estrada vai Além Do Que Se Vê”
Os dois se fitaram, e ele percebeu aqueles orbes âmbar que o envenenavam, deu um sorriso gostoso e disse.
“Então ainda somos viciados nas mesmas coisas”.
Margarida realmente não sabe o que quer. Está sempre lá, quando quer estar cá, e vice-versa. Esse negócio de escolher, não é com ela, seu charme está justamente, na confusão que dá pra perceber em seus olhos de âmbar dourado.
Cabelo despenteado, vestidinho azul, seguindo na moda de Katy Perry, com seus cabelos cor de carmim ela segue chamando a atenção de inumeros pretendes, só que ela não tem pretensão sobre nenhum deles, simplesmente, porque seus desejos não podem ser atendidos, seu passado foi marcado por inúmeras desilusões. Também de três ex, e dois amigos, ela prefere não ter lembranças, simplesmente porque eles quiseram apenas ser egoístas.
Eu não sei se ela me considera um amigo, espero que sim, eu não quero nada além do seu bem, porém, acho difícil que ela um dia perceba isso, mágoa se torna trauma com tanta facilidade. Fica fantasiando que o amor é algo impossível, e que a beleza do romance está restrito as telas de cinema.
E assim, o tempo foi passando, ela se enrolando, dizendo que enquanto não achasse o certo, iria se divertindo com os errados, o problema é que ela nunca quis saber se eles eram o certo, ou o errado. Entre uma valsa e outra, ela vai mudando de ninho, pois o que mais tem medo, é de ficar sozinha. Mesmo sem querer se abrir com ninguém, pra ela o relacionamento nunca vai dar certo, tem validade.
Só que eis que aparece, um diferente, recitando cantadas de cafajeste, com uma voz rouca, esperando que ela inale seu charme. Ela se nega a admitir, diz que nada existe, que ele é ridiculo, por tentar algo tão… Sincero. Mas quem disse que ele desiste? Não, ele é apenas um louco que diz ser servo de Afrodite.
Eu desviei um pouco meu olhar, para observar minha amada dançar, e quando voltei meus olhos para Margarida, ela já estava com aquela reação lenta, toda vez que ele sussurrava em seu ouvido, ela ficava com aquele tipo especial de sorriso, mesmo sem admitir, ela já foi enlaçada pelo amor. Ele está no caminho certo.
A moral, é que o amor acerta até quem tem aversão a ele. Margarida nunca soube dançar, mas agora ela começa a gostar de valsar. Agora vou me calar, e voltar a ver minha amada dançar.
-O amor nasce, sem anunciar sua presença, ele cresce, sem mostrar sua verdadeira face, se fantasiando de amizade, admiração, paixão ou atração, e aí, quando chega a hora da verdade, quando se depara com a saudade, ele inflige dor, uma dor que só é gerada por amor.
É como um parasita, que entra sem ser convidado, se alimenta sem ter permissão, e vai ficando por ali. E como todo parasita, chega uma hora, que ele começa a destruir seu hospedeiro. Pelo menos ele normalmente é assim, só que a mágica do amor, está justamente nisso.
Ele tem a habilidade única, de transformar seu hospedeiro, em uma pessoa melhor, normalmente, ele é como qualquer doença, que só destrói, mas em casos raros, ele só faz o bem, quando a saudade vem, ele torna tudo mais bonito.
-Mas o amor acaba machucando. e a saudade que vem desse tipo de amor, dói. e dói muito.
-Claro, mas, às vezes, em casos raros, o amor não gera dor, gera cor, traz alegria, e a saudade, se torna nostalgia.
-Mas sabe o que é pior? É quando sente nostalgia de algo que não te fez bem. Se bem que a nostalgia me traz os melhores momentos.
-Nostalgia por definição é algo bom; Saudades por definição é algo que nos faz falta. Saudade ou é agonia, ou é nostalgia.
Ele era AQUELE cara. Todo mundo gostava ou simpativa com Lilo, ele sempre estava sorrindo, conversando sobre todos os assuntos, dando bons conselhos, enfim um dos caras mais populares que existem. Talvez por carisma, talvez por manipulação mesmo, ele tinha muitos amigos e amigas, e tinha uma namorada.
“Mulher namora quando gosta de um homem, ou quando está carente. Homem namora quando uma mulher gosta dele, ou quando precisa tirar uma fama ruim.” Dito e feito, ele conheceu Celah, aquela menina bonita, e acima da média, que lhe custou um tanto de insistência. Ele precisava desfazer o boato de que era um cafajeste, e afinal ela gostava dele e tava carente. Então… Porque não?
Ah, Celah, ela era feliz. Lilo era tudo que ela precisava ter. Ele era carinhoso, atensioso, dava presentes, e criava declarações sempre que possível, não deixava o namoro cair na rotina, era ciumento quando tinha que ser, e arrumava uma briguinha vez por outra, nada anormal. Ela amava ele.
Bem, digamos que Lilo gostava dela, mas acho, que não era amor. Não o mesmo amor, ele vivia soltando cantadas a cada esquina, não que traisse ela, pelo menos ele pensava “eu só faço flertar, trair nunca!”. E seguia com sua vida, sem perceber que já estava iniciando um erro que todo homem costuma a cometer.
Anel de compromisso, juras de amor eterno, Celah estava no paraiso. Só que Lilo não, o namoro estava bem demais, só que ele precisava trair, pra se sentir superior, e o fez quando teve oportunidade.
Ele nunca teve um motivo pra trair. Isso porque traição nunca tem motivo. “Trair não tem motivo, justicativa ou causa. Trair é oportunidade”. Foi isso que Lilo colocou em sua mente, e seguiu em frente como a maioria dos homens indiferentes.
Celah, nunca soube disso, na verdade, de uma hora pra outra, ele decidiu ir embora, não precisava dela, e as juras de amor ficaram ao vento. Ela não podia acreditar, não queria acreditar, mesmo depois de três anos, que ele, Lilo, seu namorado, seu melhor amigo, o homem que lhe fez ver o mundo cheio de cores, não iria mais voltar.
Pobre Celah, ela aprendeu a amar, uma pessoa que vulgarizou o verbo amar.
Eis, que depois de várias cervejas, vários copos de gummy, e meio litro de vodka com sprite eu estava conversando com uma menina perfeitinha. Não, é sério, ela era perfeita, e eu fiquei louco pra ficar com ela, porém (talvez por eu estar meio grog), eu disse a ela “só vou ficar contigo daqui há mais ou menos um mês, quando eu resolver minhas pendências amorosas e tu também”, ela sorriu corada e concordou.
A noite foi madrugando e a gente lá conversando, era incrível como a gente sempre tinha um novo papo! As opiniões eram iguais, estava tudo perfeito, só que ai ela teve que ir embora, e eu como galanteador nato, que cumpre as promessas que fez, na hora da despedida dei apenas um selinho nela, me segurando com minha força máxima! (até hoje me surpreendo como eu consegui me segurar nesse dia).
Ela foi embora, e o lugar que deixou vago entre eu e minha vodka foi ocupado por uma amiga minha que estava bêbada e sem seu namorado, ela se sentou e começamos a conversar. Só que ai chegaram as amigas dela, a única importante é Bella (esse não era o nome dela, mas vou chamá-la assim, porque foi como eu chamei ela durante à noite, ou quase isso).
Bella estava bêbada e implicando comigo. Começou a me desafiar, a fazer coisas, e de repente, bebeu minha vodka! Ora bolas, como ela pode beber minha vodka? Eu queria ficar embriagado e a única bebida da festa era a minha vodka! Que garota mais incoveniente! Eu fiquei muito irritado, mas aí eu comecei a olhar pra ela melhor, ela era… Lindinha até demais, tão linda que me fez esquecer daquela outra com quem eu tinha passado a noite conversando…
-Você está me molhando se não percebeu… – eu avisei a ela quando Bella me levou para a chuva.
-Quem mandou você me morder? - ela respondeu divertida.
-Eu vou te derrubar na chuva, sua feia – eu disse sei sorrir.
-Não vai nada. E eu não me chamo feia - ela amarrou a cara para mim. Então eu fiz o improvável e a peguei no colo, levei a até a chuva, e depois dei um rodo clássico nela. (…)
-Seu idiota! – ela conseguiu me pegar depois de corrermos a festa inteira (bêbados felizes são assim mesmo)
-Você duvidou, não tenho culpa que você é gorda.
-Meu nome não é gorda! – ela olhou para mim e me mordeu no pescoço, depois disso eu fui e tasquei um beijo nela.
A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos.
Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem.
É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis.
O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim.
Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.
Eu te conheço faz tempo,
E desde sempre, gostei do teu jeito de ser,
De sorrir, conversar,
Seu jeito de olhar o céu, encarar um estranho,
E gostar de viver;
Sei lá, sempre gostei.
A gente nunca se aproximou,
Mas sempre se deu bem,
Tinha aquela possibilidade de ir além,
Só que nunca tentamos.
E aí, do nada, eis que me apareces toda intrometida,
Querendo falar da tua vida,
Mergulhando de vez na minha;
Só podia ser mesmo uma diabinha.
Você, Eduarda Menezes,
Que nem sempre é forte o bastante,
Pra mim é verde, às vezes, muitas vezes!
Como uma fruta que ainda não é madura,
Uma diabinha que veste verde,
Pois ainda não está pronta para o mundo,
E mesmo assim vai com tudo,
Pois não quer perder nem o segundo,
A chance de aproveitar sua vida.
Como uma autentica escorpiana,
Gosta de um carinho e de um ombro amigo,
Impulsiva e emotiva, sempre insegura;
Surgisse mais na minha rotina mais incoveniente que uma conjutivite,
Folgada, contagiosa, e que não deixa em paz,
Mas eu simplesmente tomei gosto por isso; vai entender.
Meu tipo preferido de amiga,
Pra aconselhar, instruir e fazer sorrir.
Pode parecer meio artificial,
Porém, eu garanto que não é, gosto de muito de ti, assim, de graça.
Sei bem que quando o ano chegar ao final,
A gente pode nem dar manutenção nessa nova amizade,
Mas sei lá, eu gostei tanto, que senti vontade de demonstrar,
Que tou aqui sempre, pra você me aperriar.
É sério, cada vez mais, gosto um tanto assim de você,
Já que num mundo cheio de pseudo-anjos,
Nada mais confiável que uma diabinha insegura não é verdade?
Pois bem, serei seu advogado e conselheiro,
E espero que não só por agora,
Que seja uma dessas amizades pra todas as horas,
Que você simplesmente não vá embora.
Simplesmente porque me apeguei a você,
Não quero abrir mão de convencer a aloprar,
Nem de acordar contigo ligando pra me aperriar.
É sério, te quero como uma amiga,
Por muito tempo,
Como um pacto que se faz com uma diabinha,
Você será uma amiga, bem minha.
Sempre estive a procura, talvez por ser inocente demais, talvez por ser carente demais; eu realmente não sei o motivo principal dessa vontade toda existir em mim; a vontade de ter um Amor, mas não um amor qualquer, um Amor com A maiúsculo, daqueles muito mais empolgante que o da novela das 8, muito mais feliz que o romance-tragédia vencedor de 11 oscar’s... Um Amor pra dizer que vivi nesse mundo sabe? Talvez essa seja uma das raízes do desejo, quando era criança li que um homem precisa fazer três coisas na vida: “Achar um amor, plantar uma árvore e escrever um livro”... É, acho que é isso mesmo; ou talvez foi só destino ter te achado, gosto das duas alternativas.
Eu pelejei muito, até te achar, e até confesso, que antes de ti, já havia encontrado um sentimento forte o bastante para eu achar que era amor, mas não foi amor de verdade; não, foi uma obsessão. Um Romance de criança, que cativou meu coração recém-destruído. E só agora, só depois de te conhecer, te ter, te perder, achar que te tinha, achar que não te tinha, e finalmente te ter de verdade, e aí sim, eu entendi o que realmente significava essa palavra de quatro letras, e tantas definições...
Seu sorriso foi algo muito peculiar, que se impregnou no lóbulo esquerdo do meu cérebro, devastando memórias mais importantes, e menos galantes. Me apaixonei por ele, e mais tarde, o tempo veio me dizer, que estava amando a portadora desse sorriso tão... Sem definição, já que o infinito não se define.
Cata-vento, Sol, Dengo, Feiticeira. Você renasceu em tantas definições diferentes aos meus olhos e lábios, que a infinidade de sensações que você trouxe a minha vida, tornou meus orbes límpidos o bastante para ver que até chegar a você, minha trajetória foi de um preto-e-branco tão entediante quanto os classificados de obituário.
Enquanto sua nuca emanava um perfume digno de luar, fui aceitando que já tinha sido vencido, derrotado, e cá estava acorrentado, ao seu jeito, cheio de camadas, que me fascinava cada vez mais, como se o tear do destino estivesse me mostrando o melhor livro que eu jamais acabaria de ler, caso fugisse como sempre fugi. Não, com você eu segui em frente, me arrisquei, e decidi que se havia um tipo de mulher para mim, esse tipo era você.
Como já te repeti tantas vezes, é impossível explicar de verdade o que é o amor, é como uma fotografia de uma fogueira, você sabe que é uma lareira acesa, mas não chega nem a 10% da sensação de ver uma de verdade; de sentir o calor, o aconchego. Bem, essa comparação, sendo tão boa, ainda assim não demonstra a verdadeira distancia das minhas belas palavras quando tento explicar o que sinto por ti, é algo imensurável.
Eu li tantos romances, criei tantos personagens; a maioria baseados em mim, tentando imaginar como seria, quando eu encontrasse um amor de verdade, e todos eles, não passam de fantasmas velados, quase sem nenhuma semelhança quando comparado ao que achei em você.
O jeito como você dança, me abraça, me toca; me enfeitiça, e me faz pensar que eu finalmente posso ser eu mesmo, que na verdade, eu posso ser o que eu quiser, porque te tenho comigo; porque conquistei algo que é meu, só meu. E como egoísta que sou, só quero você pra mim, sem mais.
Pra você, guardei toda essa vontade, e um pouco mais. Guardei a esperança, de ter em você um ponto de felicidade indefinível, e como tudo que a vida me deu, você não foi aquilo que eu esperava, foi muito mais. Muito de um mais, que nem o infinito chega a beirar nele.
Pode parecer mentira, mas eu guardei isso tudo pra ti, não sou idiota ao ponto de afirmar que sabia que seria para ti, da pra entender? Eu guardei bem, para uma pessoa especial, mas não sabia que existiria uma pessoa na minha vida que tornaria isso que guardei real. Ficou confuso né? Acho que toda vez que tento falar sobre essa palavra de quatro letras, me atrapalho todo. Foi tentando te explicar, e sempre achando que a explicação era fraca demais para o que eu sentia, acabei por perceber, que explicação nenhuma isso requer. Como Nando Reis diz em sua música “Se o coração bater forte e arder, No fogo o gelo vai queimar”; e queimou. Todo o gelo acumulado por anos de atrofia sensitiva derreteu ao resplandecer do seu sorriso. Esse mesmo sorriso, que tem uma grandeza muito maior que a dais infinitas constelações que contemplamos durante a noite; tem um brilho muito mais áureo que o da Lua, na noite mais linda e romântica; tem muito mais calor que o sol pode transmitir no dia mais quente. E sempre me pego, sem aviso, admirando-o, achando, por mais estranho que pareça, uma parte nova, que me faz te amar cada vez mais.
A cada mudança no ciclo da lua, tento de novo e de novo, percorrer todo teu corpo, para decorar cada sinal, imperfeição, cicatriz, cílio, cravo, ou qualquer outro detalhe, insignificante para os outros, que me façam poder ter certeza que guardei todo o seu ser na minha memória. Mas é impossível, pois em todos os poucos segundos tentando te fotografar com os olhos, me perco admirando um detalhe tão normal, e que pra mim é perfeito, por mais idiota que isso possa parecer. E você pergunta ‘o que é você tava olhando?’ e eu respondo ‘Você’. É tão difícil de entender, que quando o assunto é você, existe muito mais que dê pra me saciar?
O Tempo às vezes passa tão rápido, e às vezes tão devagar, que pensando na teoria física, entendi que quando o assunto é o nosso amor, o tempo deixa de ser constante, ele se torna uma variável, totalmente dependente do nosso amor, assim como todas as minhas ações. Por isso eu sei que é amor; que o que sinto, vejo, inalo, presencio, abraço, acaricio e tenho tomando todo meu ser é a definição mais exata para a palavra Amor. Assim como me sinto eriçar cada célula do meu corpo quando meus lábios beijam tua pela, quando sinto o contato teu em mim, quando deixamos de ser dois, quando nos tornamos um só; quando somos mais que Deuses, quando tornamos o amor simples, quando tiramos o ‘s’ do nós, e assim ficamos só o ‘nó’, juntos. E por mais breve que esse momento seja, é mais eterno que mil nascimento de estrelas, que um milhão de arco-íris percorrendo o céu.
Eu sempre soube que você tinha o manual de instruções pra me ter, e só agora entendo porque você o tem, é porque você nasceu para ser minha, e eu para ser seu, e nós para sermos um nó, sem mais, sem menos. Sem precisar explicar, apenas amar. Pois gelo nenhum sobrará, enquanto o sol lhe iluminar.
Só há Um jeito de dizer, o que une nós Dois, em Três palavras, que define essa palavra de Quatro letras: Eu te amo. E isso, será pra sempre.
-Você é responsável pelo que cativa. – foram minhas palavras mais covardes, ao seu pé do ouvido – eu me apaixonei por você. Pelo seu jeito de sorrir, pelo seu jeito de contar uma história, e pelos trejeitos efusivos que você demonstra pra qualquer um. Mais, acima de tudo, me apaixonei pelo seu abraço, que me traz sensações oscilantes entre o que é certo e o que é errado; entre a possibilidade e o arrependimento...
-Eu... – você tentou balbuciar algo em resposta, mas foi calada pelo encontro dos nossos olhares.
-Só quero um beijo para saber o que estou perdendo. – e sem esperar por resposta, meus lábios lhe roubaram qualquer reação.
Eu sabia que ia ser assim. Desde o momento que te quis. É egoísmo demais querer ter para si uma pessoa que ama? Acho que sim, quando seu coração já não lhe pertence mais.
Provavelmente, acontecerá conosco o que acontece com todos os amores. O tempo passa, a onda quebra contra o cais, a maré vira, a maresia voa. Tudo enferruja.
-Chega... – você suspirou finalmente se livrando do beijo como um alguém que volta a respirar depois de quase se afogar. Porém, sua expressão não era de alivio, era de dor. Uma expressão de agonia por ter parado algo que muito provavelmente estava sendo avassalador.
-Eu...
-Não precisa dizer nada – seus olhos fugiam dos meus, assim como seu corpo recuava. Havia muita confusão naquele momento.
Esse jogo de flerte e cantadas que começamos só podia dar nisso. Sem nenhum vencedor, apenas perdedores. Eu nunca ouvi falar de ninguém que jogou com o amor e venceu, acho que essa é minha sina. Tenho de confessar que não sou tão perdedor, pois, pelo menos uma parte do meu coração continuará feliz por não deixar de pertencer a ela.
Talvez essa seja a verdadeira resposta não? Você vai perder independente da estratégia que definir. Não peço desculpas, pois não me arrependo do que fiz. Só lamento por ser um só, e não poder ser tão seu, quanto sou dela. Não poder ser para você, nada mais que um amor de possibilidades. Um amor, que não se transformar em algo áureo.
-Tem certeza? – foram minhas palavras tentando reverter palavras que machucaram.
-Tenho. Está tudo bem – não sei se você lembra, mas eu conheço cada um dos seus sete tipos de sorrir. E esse é aquele sorriso falso, que não transparece nada além de uma magoa fria.
-Então tudo bem – eu retribui com um sorriso opaco.
O tempo passou mais uma vez. Só que dessa vez, sem viradas na maré. Apenas a constante maresia corroendo nosso amor. E se foi. Nosso amor enferrujar-se-ia.
Então, sem escolhas, lamento, e me vou. Uma lástima pelo adeus. Mas a despedida será melhor do que nuances de um amor oxidado; caindo aos pedaços.
Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe.
Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos.
Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu?
Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz.
E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.
Estava fazendo um balanço de tudo que aconteceu na minha vida nos últimos dois anos, e por incrível que pareça só consigo pensar uma coisa: que minha vida passou a ter graça depois que te coloquei nela. Isso é exagero? Talvez fosse se meu dia não melhorasse totalmente toda vez que escuto um ‘eu te amo’.
Nos momentos mais estranhos, em que eu estou pensando a toa, eu acabo sendo levado a pensar em chocolate e calor. É que eu me lembro dos seus olhos e do seu beijo. Quando eu deito minha cabeça no travesseiro eu penso em futuro, em família, e muito mais muito amor.
Você já pensou no quanto tudo mudou em dois anos. Quem diria que dois anos à frente eu estaria tão responsável, tão menos irredutível, tão mais sorridente, tão menos egoísta, tão... Feliz. É, em dois anos muita coisa mudou. Nós tivemos tudo para dar errado, e mesmo assim continuamos a dar mais certo do que tudo que eu conheço. Simplesmente porque somos chatos demais para desistir, e acabamos conseguindo que tudo desse certo não é?
Pois é, já são dois anos de muita coisa acontecendo. E eu só tenho a te agradecer. Pelo seu amor, pelo seu carinho. Pelas brigas também. Por tudo. Porque você simplesmente me faz um bem imensurável. Faz-me querer ser uma boa pessoa, só para te fazer feliz. Faz-me acreditar que a vida é mesmo algo bom de viver.
Pensando melhor, quando eu olho para esses dois anos, só consigo ter memórias boas de tudo que a gente vivenciou. Porque você sempre esteve ao meu lado, mesmo sem querer em algumas ocasiões.
Você já pensou no que o futuro reserva para o nosso amor? Nós poderemos estar agarradinhos num cinema qualquer, sem estarmos enjoados daquelas comédias românticas que só nos fazem ter certeza que nosso amor é muito melhor que aqueles que são produzidos em hollywood. E quando sairmos para esticar as pernas pelas ruas, o sol vai brilhar em você, e em mim; seus olhos vão ficar mais achocolatados ainda, e vamos sorrir, apenas por existirmos um ao lado do outro.
Posso ver como tudo vai acontecer em cada detalhe. Eu vou te roubar um beijo, e você vai protestar, mas vai esquecer rapidamente, porque vou te mostrar uma nuvem com um formato de um avião. Vai haver sol e nuvens brancas em todos nossos dias, porque eu estarei contando minhas piadas idiotas, e você estará gargalhando delas como sempre.
Nós também vamos nos lembrar quando costumávamos a discutir por causa que eu roubei um pedaço do seu sanduíche, e sorrir bastante, pois era isso que nos divertia naquela época. Vamos poder ficar até tarde na varanda, numa noite quente bebendo vinho, nos divertindo, e bebendo. Só rindo. Isso porque nesses dois últimos anos aprendemos a apreciar a companhia um do outro mais do que qualquer coisa. E na nossa cabeça só vai ficar ecoando uma palavra: Amor, Amor, Amor.
Pode ser meio fantasioso, mas é tudo o que vem na minha mente quando olho pro seu sorriso; Que o futuro que nos aguarda é tão melhor do que o presente que temos agora; E olha que é impossível superar a felicidade que sinto agora.
Acabei de lembrar, quando eu te ver da próxima vez eu vou dizer "Eu nunca fui tão feliz quanto estou agora", e você vai sorrir e responder "É, eu nunca pensei que poderia ser tão feliz quanto eu sou quando estou com você" Tudo vai ser Amor. Carinho e chamego. Algumas brigas, e beliscões. Beijos e mordidas. Mas principalmente amor. Por toda a eternidade.
E quando os meus dias cinzas chegarem, você vai estar lá para me animar, dizer que é besteira minha e me mandar sorrir e te beijar; como fez nos últimos dois anos. Quem sabe até, você consiga finalmente extingui-los da minha vida. Não sei se você notou, mas eles são tão raros ultimamente, isso porque dois anos atrás minha vida era cinza, agora só alguns dias perdidos são assim. Tal igual eu vou estar aqui o tempo todo para te dar dengo, me apaixonar mais ainda pelo se risinho de tão apaixonado, e pelo seu bico cheio de mimo. É, do passado ao futuro vai ser só Amor, Amor,, Amor.
Infelizmente, tenho que te dizer que pode ser também, que daqui a dois anos, a gente nem se encontre mais. Pode ser que a gente nem se conheça mais. A gente pode não se dar bem. Talvez a gente só se estranhe e se perca. Mas independente do caminho que tomemos, sempre vai existir amor. Aonde você for, vai ter amor. Todo esse amor que eu carrego por você.
Hmm. Sinceramente, do jeito que sou insistente, duvido que você algum dia consiga fugir desse meu amor todo. Então esquece essa possibilidade de não existir pra mim. Pois te quero muito mais que o infinito anseia por um fim. Então que esses dois anos sejam ínfimos em comparação a eternidade que quero passar junto com você.
Lembre-se do que meu ‘eu te amo carrega’ e sorria, porque nossos dois anos transbordam de Amor, Amor, Amor.
Foi fácil como respirar, viciante como se coçar. Terminou mais rápido do que a vontade poderia suportar. A Primavera se foi, em seu lugar se instalou um calor tão gostoso de aproveitar.
As palavras se perderam, os olhares diziam tudo. Só que as definições de tudo, nada e infinito não pareciam significar qualquer coisa perante aquela ponte que se instalou entre os dois olhares.
Isabel respirou fundo e se levantou. Daniel sorriu, e a seguiu. Eles até trocaram palavras, mas elas pareciam não ter significado algum para aqueles dois corações aturdidos que palpitavam descompasadamente, em suas respectivas carapaças.
O tempo passou, a intensidade aumentou. Eles sabiam que aquilo que consumaram era proibido, porém não conseguiam evitar um mal tão desejoso como aquele. O calor que ela sentia dos braços dele; a tranquilidade que ele sentia ao conversar com ela. Era o verão tornando todos os dias, melhores que os outros.
-Você não vai me querer, eu esou te avisando - ele comentou numa conversa qualquer, enquanto ela lhe afagava os cabelos, tentando fazê-lo sorrir.
-Por que não iria querer?
-Não sei, eu sou defeituoso; quebrado, um brinquedo torto - ele se levantou e a olhou nos olhos - e uma hora vou te machucar.
-Pois que você tente, tenho uma proteção muito forte para isso.
-É sério - ele alisou a bochecha dela com um indicador - eu queimo todos com o gelo que meu coração libera.
-Que eu derreta então. - os olhos dela o encararam firmemente - não vou ceder.
-Você...
-É, eu nunca vou deixá-lo ir.
Assim como a chuva passa, os dias cinzas dele se foram. E o sol voltou a brilhar para os dois. Foi só uma chuva de verão; foi o que ela disse para si mesma.
-Não mais - ela protestou quando ele lhe roubou um terceiro beijo.
-Só mais um - ele insistiu se aproximando.
-Não.
-Você é teimosa.
-Olha quem fala - ela se afastou sorrindo - hora de ir.
-Ok - ele a seguiu e quando chegaram a escada, aproveitou da sua altura avantajada, colocou-a em um degrau mais alto e ainda assim ficou meia cabeça acima dela.
-Me solta - ela alertou quando viu que os braços dele prendiam sua cintura.
-Só com um beijo.
-Não vou dar.
-Então eu roubo - e ele o fez.
A tenacidade que ela teve de tentar impedi-lo, se desfez no momento que a voracidade controlou sua língua, e todos seus sentidos. Ele só aproveitou, e se perdeu naquela imensidão de sensações distintas.
Só que o tempo nunca para de girar, e aos poucos, rotinas distintas começaram a afastá-los. Ela se manteve como estava, imutável. Às vezes conseguindo resistir a ele, às vezes cedendo. Só que ele não conseguiu o mesmo.
Um coração deformado, tem a infeliz tendencia de oscilar vez ou outra, e ela não acreditava que isso pudesse acontecer.
-Não dá mais. - ele concluiu após várias explicações confusas, após desculpas pífias e distorções de situações.
-Eu não sei porque você está fazendo isso - ela engoliu o amargo que se formava na garganta. Era tão ruim de sentir aquilo. Ela sempre esperou aquilo; mas era tão pior.
-Porque eu sou assim. Eu te avisei, lembra?
-Não precisa ser assim.
-Precisa. Não aguento mais. Eu sou o egoísta. Eu que te quero pra mim, sem aceitar que você não é um brinquedo, eu que...
-Dan.
-É melhor assim, Isabel.
-Não me chama assim...
-Não dá mais pra você ser a 'bel'. É sério. Eu me vou. Uma lástima. Mas me vou.
E assim que ele desapareceu, ela sentiu tudo esfriar, e percebeu que algumas coisas caíam ao seu redor. Mas não tinha certeza do que realmente eram; As folhas flutuando no ar, avisando a todos da chegada do Outono, ou os pedaços do seu coração trincado, que caía junto com as lágrimas que prometera nunca mais derramar.
Sinto tanta falta do seu abraço; e percebo o quão triste sou, ao viver perdendo meus atalhos para fugas; o quão triste sou por ter perdido você.
Deveria ser uma coisa boa, pra vê se eu aprendo a me controlar; deveria... Mas não é.
Isso porque tem uma parte de mim (uma das tantas que ainda não conheço), que não tem rédeas; é uma zona do meu coração que não tem acesso a nenhum pingo de razão... Eu até já tentei mapeá-la, refletir... Mas a única coisa que consegui, foi ver meu coração ulular.
Por isso fico aqui, lhe vendo florescer, sem poder fugir de mim e me perder em você.
Nós continuamos conversando,
Mas sinceramente,
Eu não tenho ideia do que está acontecendo,
Ainda somos amigos?
Existe uma magóa que você não admite,
E isso me incomoda bastante,
Como um colibri,
Pairando no ar.
Percebo que você está me evitando,
Mas sinceramente,
Não é de hoje que isso vem acontecendo,
Faz tempo que você não é mais a mesma comigo,
E nosso sorriso, você não mais permite,
Como se o que a gente já teve fosse irrelevante,
Algo que eu fechei assim que abri,
Que você nunca deixou respirar.
O problema é que sempre lhe vejo,
Sou fisgado pelo encanto do seu olhar,
Me pego saudoso do seu beijo...
Não sei mais o que esperar.
Só me resta esperar que esse desejo,
De alguma forma consiga me deixar,
Que o gosto voraz do seu beijo,
Minha memória consiga apagar.
Se mantendo sempre na sua,
Foi essa a primeira impressão,
Que tive sobre você.
Não que você não se manifestasse,
É só que sempre guardou sua onião,
Para aqueles que você confia.
Demorou bastante,
Mas hoje, posso me achar um tanto importante,
Por ser um dos poucos,
Que tem o lisogeio de lhe aconselhar.
Não sei quando comecei a lhe admirar,
Numa hora você era apenas uma amiga da namorada,
Na outra, era um dos meus maiores pontos de apoio.
Pra desabafar, sorrir, ou conversar.
Sem um fluxo muito constante,
Pois, assim como você,
Sou de câncer, e sei que não é qualquer um,
Que merece nossos conselhos.
Somos cautelosos por natureza,
Não queremos inteligencia, carisma ou beleza,
Apenas um colo que nos proteja,
Uns poucos alguém para chamarmos de abrigo.
Acho que por isso que me orgulho tanto,
De ser, talvez, seu melhor amigo.
E comos carangueijos que somos,
Quando encontramos nossa concha,
Não largamos tão rapidamente,
Queremos mantê-la, no mínimo, pra um eternamente.
Por isso, pra você Malu,
Guardo um carinho gigante,
Que está sempre aqui, constante,
Um espaço só seu,
Assim como sei que tenho o meu,
Em você.
Que todos os seus desejos,
Sejam mais que desejos, e se tornem realidade,
Pois, se a alguém que merece a felicidade,
É você, minha concha protetora.
E não se esqueça, nem duvide em momento algum,
A recíproca é verdadeira,
Quando precisar, é só chamar,
Farei de tudo para lhe apoiar,
Independente do certo e do errado,
Vou proteger você, de qualquer coisa que lhe entristecer.
