Bolo
O bolo da felicidade se compõe de uma massa chamada "necessidades comuns" e de uma cobertura chamada "inutilidades individuais".
Conselhos para Maria
A vida não se parece nada com um bolo,
Maria, ela não tem receita.
Então use os seus próprios ingredientes.
Misture tudo nessa grande vasilha
Que é o teu próprio corpo e vá viver,
Sem se preocupar com o ponto.
Afinal, nunca saberemos quando se está pronto
Para sair do forno.
Meu dia.
De manhã pra começar
boto o café na chaleira
faço um bolo de fubá
charque boa e macaxeira
um prato de munguzá
e o que não pode falta
é o cuscuz na cuscuzeira.
Seja triste não
Alegria é coisa boa
É feito bolo de chocolate
Canção de ninar
Nascer de um filho
Faze uma canção
Com a beleza de uma história
Aquela que te fez sorrir
Que te fez reviver o passado
Se foi triste ou alegre
Sorria
Você sobreviveu
Eramos um e dividiamos até o macarrão e o pedaço de bolo, gostavamos até do mesmo refrigerante!
Não, nem sempre o parecido é o ideal, não há nada além do já conhecido e esperado te ver esquecer de ligar o som e não prestar mais atenção na minha coreografia idiota que te fazia rir feito criança e me imitar.
Já não era mais importante acordar mais cedo e atravessar meia cidade só pra me ver com cara de sono.
Nem o meu abraço de urso te convencia mais a ficar até depois das 22h, muito menos o meu colo durante o seu sono da tarde de domingo.
Os dias de surpresas ao acordar com sua presença na minha sala passaram a acabar e quando te atendia, não ouvia mais o "minha vida" ou "meu amor", só perguntava como estavam as coisas meio desinteressadamente e nem fazia mais questão de me ouvir até o fim, sempre tinha o que fazer com mais urgência.
Até que comecei a perder a vontade de continuar tentando voltar ao que fomos um dia. Não valia mais a pena esperar e havia muita distância até quando sentava de costas para mim no sofá.
Eu me culpava, sentia estar sendo incoveniente ou inapropriada o tempo todo, mesmo quando eu ficava em silêncio.
Sempre procurava meus erros e deixava de perceber o lógico, você não conseguia mais me olhar nos olhos, havia muita coisa escondida no seu silêncio e seu olhar distante e parado revelava a preocupação de não saber como resolver a situacão.
Havia muito a se perder no risco de abrir o jogo e de mudar o que estava ruim para muito pior.
Então, eu cortei a corda e deixei seu balão subir, dizendo-te para jogar todos os pesos para fora e sumir no céu lilás.
Foi a atitude mais impulsiva e prática que tomei desde que te conheci, desconhecer-te dói ainda hoje.
Não! É a resposta a sua pergunta de hoje sobre meus sentimentos terem mudado a cerca de você, ainda te amo e por isso mesmo te quero livre.
Não! Não existe ódio, apenas tristeza e já ficou no passado, com tudo o que morreu em nós muito antes da despedida.
Eu te amo, como poderia te odiar?! Mas, não voltaremos. Eu quero transbordar felicidade e me apaixonar por um livro novo da minha vida com um capitulo sobre eu e você.
#semeadoresdesentimentos
O sentimento é tolo quando você é a cobertura do bolo, és opcional, alguns vão lhe escolher, já outros vão te fazer sofrer.
Sabe, a vida não é igual receita de bolo. Não existem ingredientes determinados, quantidades preestabelecidas, tempo de preparo ou "modo de fazer", tudo ali, anotadinho, que alguém já tenha feito e você precise apenas seguir o passo a passo.
Quem dera se fosse...
Mas não é! Não tem essa de "coloque uma Pitadinha de X coisa", ou "acrescente mais um pouquinho do ingrediente Y" para salvar/consertar a receita.
A vida, até pode ter lá suas receitas, mas elas são individuais e cabe a cada um de nós fazer seus próprios "testes".
Na vida, o ingrediente errado que você adicionar, vai, sim, estragar o resultado. O ideal é que se tenha muito cuidado com a escolha dos "ingredientes", é não insistir em ficar por aí, procurando algum componente milagroso, que seja capaz de salvar a "receita" que desandou. É que, na vida, algumas vezes você até vai conseguir "salvar" alguma "receita" que, por ventura, tenha desandado, mas antes de tentar isso, é conveniente que se pergunte: vale a pena? Compensa mesmo insistir nisso? Ou seria mais razoável mudar o foco, começar do zero e escolher outros ingredientes, outro produto final?
As vezes, optar por outra receita é a melhor opção. É claro que você vai precisar começar do zero, vai precisar escolher novos ingredientes e a forma de preparo também vai mudar, mas são as escolhas, o empenho e o tempo de dedicação que vão dar origem a um produto exclusivamente preparado por você, a sua receita! E quer saber mais? Essa receita só serve para você, viu? Bem, quanto a minha, eu ainda sigo testando, selecionando ingredientes, observando as receitas de outras pessoas, tentando descobrir o meu modo e tempo de preparo. Fiz algumas receitas que desandaram e consegui salvar, mas também ja desisti de outras, mesmo antes de começar. Não valiam a pena, não daria certo... Ah, mas também tive algumas que me surpreenderam, pois apesar da simplicidade e da aparência, possuíam um sabor inigualável.
Então, é isso, cada um de nós é responsável por testar variações em busca de sua "receita de vida ideal", por isso, escolha bem seus ingredientes e tenha cautela com o tempo e modo de preparo. O resultado da sua receita (seja ele qual for) depende disso!
Mesa posta, caneta de ouro. Faca e queijo aos amigos do Rei. Ao não privilegiado, massa de bolo frito... Se não amassar, não come!
SOBRE O ESCREVER ERRADO:
" Se eu QUERO fazer um bolo e não sei, eu NÃO FAÇO.
Mas, se eu PRECISO fazer um bolo e não sei, VOU PROCURAR a receita com quem sabe".
Não houve bolo nos meus vinte anos, nesse dia optei por estar na rua a assistir ao desenvolvimento da revolução dos cravos (o que fascina um jovem na mudança de comportamentos e liberdade). Foi a minha melhor prenda que recebi nesse dia.
Após 43 anos volvidos de altos e baixos, com mudanças de esquerda e direita, valeu a pena e é maravilhosa esta data, pelo que ergo o meu punho e grito “VIVA O 25 DE ABRIL”!
A empregada doméstica carregava o bolo de aniversário do filho mais velho da patroa. Em um momento de desequilíbrio, no tropeço do descuido, leva um tombo e o bolo se espatifa no chão. Com as sapatilhas sujas de glacê, compra uma passagem para Córrego do Bom Jesus.
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Lhe ocorre um momento privilegiado de um descortinamento interior como se o céu se abrisse e a uma iluminação elevadora da consciência onde você se afasta de uma vida mecanizada como de quem é responsável por fazer todo o serviço da casa, abrir as toalhas de banho para secar, levar o lixo para fora, desinfetar o banheiro e outras coisinhas domésticas para, assim, irromper numa luminância de clara batida. Ao imaginar o rosto do menino de aniversário que não haverá bolo, ela sente que toda a fragmentariedade do sujeito e a problemática existencial é dissolvida. Toda tensão psicológica dos intervalos dissonantes e do sabor de xarope que a palavra próclise causa na boca dissipa.
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Pós dispifania, a vida do personagem nunca mais será a mesma. Ela não terá um final feliz. Não terá um processo completo. Um incômodo desejo de ser vividamente uma presença que não estará lá. E de não voltar para casa.
O bolo é pequeno se repartido igualmente à todos, e se faz atuante a lei natural... Quem pode mais come mais... Os homens não são todos iguais... Seus interesses são variados, e muitos não estão dispostos à lutar duramente por uma riqueza material... Para muitos a vida oferece o suficiente, não deixando o indivíduo à míngua... Para outros ter demais, é compensação dos limites do seu próprio ser. As aparências enganam, bem como os conceitos sociais... A mediocridade contempla todos! Vida urbana pode ser algo bom e simples, ou bom e sofisticado.... Não há formula, para a felicidade!!
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