Berço
A fé é a loucura mais íntima: uma aposta silenciosa de que o abismo guarda, no fundo, um berço e não apenas a queda.
O verdadeiro homem não faz filho. Na minha educação de berço que recebi de meu pai, o verdadeiro homem cria o filho, possibilitando-o de ser um homem bem melhor do que ele. Por isto que tantos dizem por aí que o grande pai é sempre aquele que cria.
Família é nosso berço sagrado; primeiros passos, primeiros cuidados, primeiros aprendizados, primeiros abraços, com laços eternizados.
A moral nasce no berço da razão para no final presenciar a felicidade deixar flores no túmulo do desejo
Sujeito que não honra as origens não merece ter berço. Homem assim pode até ser bom sujeito, mas sujeito muito homem, duvido que seja. Porque macho que é sujeito homem honra sua terra como quem honra pai e mãe.
Quem nasceu em berço de ouro está com a vida ganha, agora, quem não nasceu, antes do galo cantar, já levantou para trabalhar, faça sol ou faça chuva, de ressaca ou doente, terremoto ou dilúvio, se faltar na segunda-feira, está lascado como sempre.
O pobre, para ter dinheiro, trabalha de dia e de noite, fora as horas extras, o descanso só vem, quando todas as contas estão pagas. Agora ficou claro a expressão "pobre não tem um dia de paz" e nem descanso
Zoeira Galvão 😅
A Luz do Amor e da Família
Em um simples berço, nasceu a esperança, entre palhas e estrelas, brilhou a aliança, naquela noite clara, um Menino sorriu e todo o mundo, em paz, se uniu.
Jesus nasceu para nos ensinar,
Que o amor é o caminho a trilhar.
Acolher é seu dom, cuidar é seu lar,
E juntos, em família, vamos celebrar.
Oh, doce criança, tão pura e singela,
Nos mostra a verdade, sua luz tão bela, que a fé nos guie, que o amor seja lei, e que o lar seja porto, acolhida e rei.
Neste Natal, que o Menino nos inspire,
A viver em união, que nada retire.
Pois acima de tudo, nos deixou a lição:
A família é amor, é o lar, é perdão.
De mãos dadas, seguimos essa luz,
A bondade que o Menino nos conduz.
Com o coração aberto e cheio de paz,
O Natal é amor, que nunca se desfaz.
Deixando para trás...
Nunca vi nada igual.
As nuvens passavam rápido sobre o berço da imaginação,
Uma montanha rochosa com picos pontiagudos, aos seus pés enormes pinheiros,
A temperatura abaixo de zero identificava o grau de dificuldade proposto,
Eu e a minha mochila não parávamos éramos incansáveis na realização de alcançar os nossos desejos,
Uma parada repentina, entre um lince e um lobo, resolvi descer pinheiros a dentro me debatendo e freando a queda abraçando os galhos como dava,no final da colina já livre do perigo, me vi de braços abertos deitado acima de um rio congelado olhando para o céu dando várias gargalhadas,
Recomecei minha subida de onde havia perdido algum tempo me recuperando do tombo, logo estava alcançando o terceiro e último estágio de uma difícil caminhada em direção ao topo da minha própria montanha,
Daqui de cima vi muito do que antes ficava escondido entre as sombras das árvores,
Abri a minha mochila e tirei alguns retratos, com a força dos ventos todos se espalharam com a paisagem e ficaram invisíveis, retirei também um livro com poucos capítulos melancólicos e os recitei bem auto para nos abismos entre as montanhas eles encontrarem o seu devido lugar, agora estou retirando duas pedras pesadas e aqui no cume irei deixar, uma me trouxe muitas dores a outra me trouxe muitas perdas, não há melhor lugar para elas serem lapidadas e esculpidas pelo tempo,
A noite esta chegando é hora de ascender uma fogueira, amanhã sinto que será um dia lindo, pela manhã irei partir.
"Tem mulher que já nasce velha.
Desde o berço tem um olhar cansado
De fastio, entojo, má vontade, preguiça de viver.
Olha sério a tudo, não sorri, prefere chorar
Quando madura anda com as roupas largadas
Cobrindo as banhas do corpo também largado
Os indefectíveis panos de limpeza no ombro
E um olhar que vaga pela casa procurando poeira
Algo para arrumar, limpar e praguejar.
Ah, sim, tem mulher que já nasce velha odiando
onde mora, o que faz e o que é
enquanto a mente sonha uma princesa esguia
a deslizar sua graça pelos salões do mundo
A princesa que poderia ter sido - poderia, mas...
Teve sonhos, mas não apeteceu ir atrás.
Teve desejos, mas não apeteceu saciá-los.
Teve impulsos, mas não apeteceu segui-los.
Hoje morre tão velha quanto nasceu:
Existiu mas não viveu, esteve aqui, mas não marcou
Para os outros talvez uma lembrança irônica, tipo desprezo, sabe?
De uma mulher meio qualquer coisa, semblante fechado
Com rugas e banhas e umas roupas largadas
E os panos no ombro,
Procurando pela casa um pó para tirar."
(Lori Damm, 24/01/2023)
A Felicidade nos é tirada no berço
para que tenhamos que estudar
trabalhar
comprar
para termos a Felicidade
que já tínhamos.
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