Frases de Banho
ÁGUA LIMPA
Contam os antigos, que se podia tomar banho nas águas dos rios sem se preocupar com a leptospirose. Imaginem que maravilha.
Beber, lavar, cozinhar, tomar banho. Tudo isso era feito com as águas do rio, que de tão limpas, eram cristalinas. Era o ponto da fofoca. Às duas horas, todas as mulheres da comunidade se reunião na beira do rio para lavarem a vasilha do café e também claro, para colocar as fofocas em dia. (Essa não é nada nova).
Mamãe ia levar a louça, sua irmã lavava e outra enjugava. Que belo trabalho conjunto. Tudo muito lindo não é?
Agora, um choque de realidade. Nosso rio hoje é tão sujo, que quando pescamos nele, os peixes que pegamos tem lodo. Imaginem a situação. E muitos reclamam que não era pra ser assim. Mas eu digo que é assim, porque esses que reclamam não quiseram que fosse assim hoje. O agora é o ponto central da vida de muitos. O futuro, a Deus pertence. Mas nós é que construímos, e o que sofremos são as consequências de nossos atos impensados.
Seria tão bom se pudéssemos saciar a sede com a água de um rio, mas não podemos, pois estas já não servem para consumo humano.
Alguns irão dizer: ----“Olha ele nos dando lição de moral. Nunca fez nada que prejudicasse o meio ambiente”.
Claro que faço, todos os dias, e varias vezes, mas é por impulso, por costume. Agora e aqueles que batem veneno nas margens de rios, que fazem desvios, que desmatam. Esses sabem que estão fazendo a coisa errada por que não sentem vergonha na cara. Pois uma bomba de veneno pode ser trocada por uma hora de capina, ou até mesmo uma roçada, um desmatamento pode ser evitado, e o desvio. Para que mudar algo que a natureza criou.
Sou permanentemente contra as práticas que mudem a estética e a física de um lugar.
Agora, o governo vendo o prejuízo de todos com a crescente desvalorização do meio ambiente, criou várias leis e projetos que defendem a natureza. Por exemplo: deve-se conter em toda propriedade, vinte por cento de área de cobertura natural. Resumindo: deve ter vinte por cento de mata. Acho errado. Deveria ter oitenta por cento de mata e vinte de cultivo. Pois alguns não têm um pé de arvore sobre suas terras e também não se intimida com as leis vigentes que defendem essa prática. Tudo porque por vários anos, esses ficaram acomodados.
A água que eu bebo hoje e bombeada de uma cacimba, mas já houve tempos que minha mãe buscava água na fonte para cozinhar. Ela não reclamava. Hoje, se faltar água na torneira, ela dá um pití e logo começa a gritar e ficar estressada. Traduzindo: ficou acomodada, como tantos outros brasileiros, que se tiver que suprir suas necessidades com água da fonte ou rio, ficam loucos e é arriscado até morrerem de sede.
Há aqueles que nunca tiveram a sensação gostosa de tomar banho de rio. Eu, mesmo sabendo dos riscos, adoro me banhar nos rios do meu lugar, porque assim eu recordo de um tempo desconhecido por mim, onde se podia beber tranquilamente um gole de água de rio sem se preocupar em tomar junto com a água umas duas ml de agrotóxico, juntamente com uns dois gramas de coco, com mais um pouco de xixi, formando assim o que chamamos superfluamente de água.
Eu gosto de chorar durante o banho, porque com toda aquela água as minhas lagrimas parecem ser insignificantes.
Tome um sorvete, deite na grama. Beije apaixonadamente. Ande descalço. Tome um banho de chuva. Fique na piscina até a noite. Durma de cabelo molhado. Descanse com a televisão ligada. Abrace os filhos. Faça um telefonema para os pais e ouça tudo o que sua mãe tem a dizer.
Qualquer que seja a sua decisão, te apoio.
-Breve lição
Banho de chuva que lava a alma
correnteza que vai seguindo seu rumo,
em frente, sai da frente... que eu to passando – Ela me diz.
A sábia natureza ensina os homens duros de coração,
a se adaptarem as situações...
A vida não para, vai seguindo – às vezes na contramão.
de mãos dadas com o tempo.
E quem é sensível de coração,
para entender o que vos falo?
Então escolha seu rumo, não fique em cima do muro.
raios que viram flashes de recordações.
Meus caros amigos,
reparem o tom que o verde tem
depois que a chuva vem...
Meu melhor amigo não sabe falar,
Mas diz muito em um só olhar
Por ironia da vida o chamam de animal.
Olhar sincero de quem muito sofreu,
Ao contrário deles, nunca causou nenhum mal.
Nos versos dessa poesia tento passar uma breve lição:
Aprendam com a natureza.
criada por Deus tem muito a oferecer
Equilibrem-se entre o sim e o não.
Vida, ó vida que todos aprendam essa lição.
Difícil ir pro banho, mas é mais difícil ainda sair da água quentinha que engana seu corpo do que te espera lá fora.
#Frio
Nada melhor do que estar bem consigo mesma.
Sentir-se bem após um banho quente, assistir seu programa de tv favorito, comer umas besterinhas e engordar, se achar um pouco acima do peso e queimar as calorias. Nao por uma questão de estética mas de bem próprio. Abrir a janela no meio da noite, apreciar o luar, retornar para a cama, pensar no de correr do dia, planejar o amanhã que com toda a certeza é incerto mas só valerá a pena se você acreditar que ele poderá existir e que será melhor que hoje.
"Deve ser o banho que acabei de tomar, foram as lagrimas de Clarice e Caio que cairam sobre mim. Disse a mim mesmo naquele momento" (Durante palestra em Harvard sobre o momento de inspiração para a origem desta obra prima).
O moço do metrô
Era pra ser só mais um dia comum. Despertador estridente e banho frio como método de tortura e adeus ao sono às cinco horas da manhã. Paciência e agilidade matinal - dualidade duvidosa - pra domar a jubinha de leão, deixar pra depois o café que eu não tomo e enfrentar aquele trânsito caótico da cidade maravilhosa rumo às aulas de inglês.
O fato é que o sono não é tão invencível, a cidade não é tão maravilhosa às seis horas da manhã e após enfrentar o trânsito nosso de cada dia, que parecia duas vezes pior, desisti da aula já que pelo horário, só chegaria a tempo de ouvir o "bye, bye...see you on friday!"
Aproveitei o tempo para resolver outras pendências.
Mudei de rota e dessa vez fui de metrô. Até que não estava tão cheio, tinha espaço suficiente para entrar com calma e poder virar o pescoço observando a calmaria comum e tediosa que habitava o local. Habitava, até que, para surpresa geral, chega um cidadão carioca, rompendo o silêncio dominante, cantando a música "fora da lei" em volume e tons propagáveis para todo o vagão. O cidadão comum que acordou se achando o Ed Motta, atraiu a atenção e o estranhamento de todos ali presentes.
A senhora com cara de "tô brava", lançava olhares de fúria, decerto achou um disparate a coragem e suposta má educação do rapaz. O engravatado olhou com cara de reprovação, repassando bravamente as folhas de seu jornal. O nerd afundou ainda mais a cara em seu livro de "alguma coisa chata demais" certamente sentindo vergonha pelo rapaz que, não só cantava, mas insistia nos "paradibirudubuaê" típicos do Ed.
E eu? Eu só conseguia rir. Rir dos "paradibirudubuaê", rir da naturalidade em que o rapaz levava aquela situação e principalmente da reação ao redor.
Me recordei de um episódio do programa "De cara limpa" em que o ator-humorista-músico-autor e corajoso Fernando Caruso entra no metrô vestido de mulher e dança na barra de aço, realizando uma inusitada e divertida performance de pole dance para surpresa, estranhamento e simultaneamente risada geral.
Trata-se de um programa que visa desmistificar as regras do marasmo, levando humor e descontração a locais públicos onde a tensão ou o tédio imperam, assim, na cara dura, ou conforme o nome, de cara limpa. O que é sensacional, eficaz, positivo e porquê não, construtivo em tempos de estresse coletivo e certeiro. Em tempos de correria e agitação trivial, desatenção aos detalhes cotidianos, ao que é essencial. Um momento pra sorrir, um momento pra romper com as barreiras invisíveis do silêncio, doa a quem doer, custe os olhares insatisfeitos que custarem.
Momento pra respirar leveza, diminuir o ritmo. Despir as vestes da formalidade, dos bons modos, ser quem se é quando ninguém está vendo, mas quando todos estão vendo. Coragem? Sim, e autenticidade.
Me remete a uma citação de um dos meus escritores preferidos. Luis Fernando Veríssimo disse "Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo". Eu concordo. E o moço do metrô também.
Sou como um vampiro, me alimento do sangue que outros derramaram, me banho nas lágrimas de outros, curo a minha tristeza na tristeza alheia. E não só eu, mas todos os que apreciam uma arte sad/dark.
Não quero ser só a sua cama bagunçada, seu lençol molhado, quero ser seu café da manhã, seu banho e todos os seus dias comuns por tempo indeterminado
Crianças não têm hora para brincar, mesmo que tenham que se sujar após terem tomado banho. Crianças transmitem uma beleza imensa!
Hoje ao tomar meu banho após um longo e chuvoso dia de trabalho tive a impressão de ser observado...
Tinha total convicção que não era observado por um olhar estranho...
Eu sorri ao saber que era seus pensamentos me visitando...
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Tanto assim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
