Bairro
Me lembro da contrariedade, das conquistas de cada amizade em que pelo bairro subjuguei.
E das pequenas solenidades em família, da caricia por ver felicidade aos olhos de quem amo, sorria ao espelho dos astros em meu quarto.
Confiante deste conforto, me ampliava com a hiperatividade desta minha alma jovem.
O lar que conduziu minha infância e viu o nascer da minha amada irmã, o lar que ficou junto e deu as mãos para evitar discussões e todo o desdobrar da paixão dos meus queridos pais.
Uma amada casa brasileira.
Que fez de nossos animais membros eternos da família.
Anda ão meu bairro curtir o meu som
anda curtir e mostrar o teu dom.
anda curtir acredita irmão
se liga no som.
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Anda ão meu bairro curtir o meu som
anda curtir e mostrar o teu dom.
anda curtir acredita irmao
isto é rap de dragão.
Todo mundo sabe que minha mãe é cruzeirense, nascida no bairro barro preto, a família do lado da mãe dela, era toda cruzeirense, tendo ao tempo do palestra Itália, o João Fernandes, que era cartola e jogador. Depois veio o Nonô , jogador, nos anos 50 e nos 60, o Ildeu, que dizem foi um dos bons jogadores daqueles anos, é o que sempre ouvir dizer Ela já conhece o novo independência, mas não conhecia o mineirão e insistia que eu a levasse. Mas, sabe como é, eu sempre enrolando, mas tudo na vida tem seu dia. E teve. Joguinho horroroso e eu lá tendo que aguentar a zoação, mas ao final, tem sua recompensa, mas como sempre, alguma coisa, vai sobrar pra mim. Já na sua casa, servindo um chá com bolachas, me veio com esta: foi muito boa esta noite, mas faltou uma coisa? Pergunto e não sei por que perguntei, pois sempre vem alguma coisa, nestas indagações repentinas. Veio a resposta e numa singeleza me responde - vc deveria ter me comprado uma camisa do maior de minas! - do cruzeiro? - de quem mais! ? - e tem de ser a número 8! uai pq. - Não é possível que você não sabe. !? Respondeu - me com aquele carinho de torcida organizada. - 8 é a camisa do tostão, o único jogador do mundo que chegou perto do Pelé. Eu não sabia qu não sabia que ou tostão, jogava com a 8, sempre pensei que no cruzeiro ele era o 10 e na seleção o 9, mas quem acompanha o time há 80 anos é ela é não vou discutir. Agora, eu americano roxo e ir na sede do cruzeiro para comprar camisa e ainda por cima oficial, é muito Vandalismo e aí não dá. Resultado, vai ganhar a camisa, mas do Shopping Oi.
Se uma formiga numa cama,De um quarto,De uma casa,De uma rua,De um bairro,De uma cidade,De um estado,De um país,de um continente,Seja do oriente ou do ocidente,De um planeta,De um sistema de alguma galáxia perdida,No meio do emaranhado de uma teia cósmica de um universo em meio a tantos Universos,Que vivem se criando a cada segundo.
Perceber este fluxo.Repensará o conceito de Deus dela.
Outro dia, chamei alguns meninos e meninas do bairro, para uma tarde de recorte e colagem em fanzines. Queria saber o que é ser criança no contexto onde moramos. Como é soltar pipa na rua ou brincar na beira do córrego já que as quadras e pracinhas da vila ficam a mercê da juventude que bebem e fumam seus baseados. Em vielas, becos e escadões também não é possível brincar, pois correm o risco de atrapalhar o comércio local das drogas ilícitas. E as motocas barulhentas que sobem e descem o morro? Ora com perseguições e aborgadens mal sucedidas da Polícia que rodam a favela de noite e de dia. Este é o olhar dos meninos, porque as meninas não podem sair de casa. Suas mamães não deixam e dizem que menina têm que aprender os afazeres de casa para se tornar uma mocinha. O dia-a-dia da criança na periferia é assim: De manhã, trancada em casa sendo cuidada pela avó e a televisão, e a tarde, na escola pública cercada de grade. Mas tem aqueles que não estudam, pois não vêem graça no ensino educacional. Estes, preferem a rua. E aprendem o quê ela têm a oferecer.
Um mar de epiléticos
Você bem que podia morar do outro lado
Da calçada, da rua ou do bairro,
Para que sempre que eu quisesse te ver
Pudesse piscar os olhos e olho no olho estaria eu diante do teu ser.
Poderia até dançar esse jazz, quem sabe da noite fazer cartaz para avisar a saudade que ela não mais vai vencer... Mesmo diante disso eu confesso que a vontade é mar de epiléticos nadando com força nesse viver, sentir tua saudade, até que é boa, por isso te faço essa garoa de palavras que samba entre eu e você.
"Ainda que eu caminhe pelas ruas esburacadas do meu bairro, barrigudo algum impedirá que eu chegue ao ginásio."
NOBRE POBRE
"Cidade satélite, um bairro sideral. Morada de (q)uês, (n)adas e (M)arias. Lotes amplos, harém retangular. Área nobre, de reis e abacaxis. Nesse, nove quartos de dormir. Banheiros equivalentes, suítes para todos os dezoito que ali residem. Os que ali residem: condôminos. Assinantes fiéis de faixas amarelas que anunciam, mensalmente, aluguéis. Desfrutam, uma vez ao dia, de seus chuveiros mornos. Jornada nas estrelas com mais de 12 horas - desfrutando o chuveiro dos próprios poros. Suor sem racionamento. Domingo, quinta e sábado não tem água. E a desafortunada que carrega o subúrbio na sua genética, em seu extinto de sobrevivência, sempre soube o que era economizar água e choro. A esmoleira de Direitos, generosamente, se põe a exemplo. Amanhã, acordará cedo, pegará os caminhos do carma. A água voltará meio dia, mas na casa da patroa vai dar para enxaguar os olhos. 'Clarinha' - a cadelinha - vai pro banho-tosa e as crianças para a natação. Com mais três giros no terço, logo Ave Maria manda a noite e voltemos para o nosso barracão. Lugar onde o luxo é ilícito e, água, também entrou pra oração."
Eu vim de um bairro muito violento. Uma vez um cara puxou uma faca para mim. Eu percebi que ele não era profissional, a faca estava com manteiga.
Fácil é pedalar uma "bike" modelo europeu em um bairro renomado, crendo que salvará o planeta. Difícil é deslocar-se ao trabalho, da periferia para o centro, driblando a morte o tempo todo.
Bairro Cidade Nova
As margens do Rio Itajaí Mirim
Nas matas uma clareira foi aberta
Surgiu o bairro Cidade Nova
Uma exuberante descoberta
Famílias vieram de longe um lar aqui acharam
Neste ambiente paterno acolhedor
Laboriosa colmeia então formaram
E teceram um folclore multicolor
Igualdade de povo e de raças
Esperança do futuro nasceu
Respeitando credos e culturas
Foi assim que nosso bairro cresceu
Tuas escolas são templos
Abençoados por Deus
As professoras são exemplos
A segunda mãe dos filhos teus
Seu povo fiel dedicado
Sempre pronto com grande afeição
Acreditar nas nossas crianças
Que é o futuro da nossa nação
Se grandeza tens no passado
Cidade Nova é teu nome atual
Pelo grande valor dos teus filhos
Pelo brilho do teu ideal
Cidade Nova abre os braços e me abraça
É meu berço presente futuro
Teu passado é marcado na história
És meu lar o meu porto seguro
Salve bairro Cidade Nova
Teus filhos jamais esquecem de ti
É a luz que ilumina noite e dia
Este grande bairro de Itajaí
Imagino,
Onde mora futuro?
No bairro do destino?
Ou no jardim do acaso?
Cercado de muros?
Ao campo aberto?
Onde será o endereço certo?
Tão perto que nem alcanço?
Tanto que me lanço,
Danço atrás das paredes.
A procura da resposta
Pra saciar a sede.
E temo, gemo de medo,
De não saber como me comportar
Na presença desse mal estar
Parcelado sem juros,
Mas com mil juras.
Na mais pura das loucuras,
Fujo do futuro que tanto quis.
Espero a chuva pra apagar
O que foi escrito de giz.
Por mim,
No fundo do jardim
Da infância,
No auge do esconde-esconde
Os dias não encontrariam-me
E se perguntariam: Onde?
Moro num bairro da periferia de Belém e estou utilizando este meio para divulgar meus pensamentos sobre nobres sentimentos (MEUS), sendo essencialmente sinceros, pois não tenho "diário" ou amigos com quem posso compartilhar em muitos momentos, tão pouco, gostaria de obscurecer minha razão com falso julgamentos ou mero moralismo explícito. Falo especialmente de amor, família, amigos, "amada", e algum resto...
