Avião
Sentimentos
Minha vida é um avião em constante turbulência. Os dias vão se arrastando e eu vou sentindo cada vez mais, vou amando , odiando cada vez mais. Vai ter um momento, nessa grande confusão ,em que os meus sentimentos vão se sobrepor ao meu corpo, eles vão me consumir e eu vou ser só sentimento de corpo e alma, da cabeça aos pés.
Logo eu que não me importava , que fugia de qualquer tipo de emoção , estou sendo levada por você, e por todos a minha volta mas, principalmente por você. Porque você desperta coisas em mim, coisas que estavam adormecidas em um lugar profundo do meu ser, e a aflição de não poder te ter me consome cada dia mais, assim como quando digo que não me importo mas na verdade eu me importo sim. Quando digo que estou bem, mas na verdade ,estou tudo do seu lado menos bem. Quando digo que você é meu melhor amigo quero dizer que um mundo sem você do meu lado perderia toda a graça, e que me preocupo com você mesmo sabendo que não deveria.
Agora me diz: o que eu faço com esse monte de coisa dentro de mim, esse monte de sentimento guardado, que não posso demonstrar porque se eu fizer isso posso te perder pra sempre. Se eu me permitir a isso você não vai sentir o mesmo e sumir da minha vida. E então.. Ela está caindo, gradativamente submergindo no fundo do seu próprio oceano, sem chances de chegar a superfície. As turbulências foram fortes demais e água agora já se mistura com seus traços. No fundo já não é mais ela e sim o mar de sentimentos que a controla e a faz ficar lá, partes do que um dia foi uma garota que sentia demais e agora já não sente mais nada.
Eu era um avião,o melhor,mais bem cuidado,mais potente e luxuoso que existia.Eu era um avião que sempre estava no automático,me refiro,aprendia as lições,guardava conselhos,vivia de aventuras,mas sempre com o pé no chão.Um certo dia eu descuidei, confesso que não lembro quando foi,mas resolvi deixa-lo um pouco mais no manual e assim alguém que eu gostasse poderia dirigir.Minha atitude foi impensada,se eu tivesse o dom de adivinhar... foi com todo esmero do mundo que entreguei as chave a um piloto que mal eu conhecia,pedi que dirigisse com cuidado e experimentasse de algo completamente novo e foi aí que o pior aconteceu,ele foi para tão alto e numa atitude completamente deliberada ele bateu o meu avião a mais de 800 km por hora.O avião era eu!!!!E o que sobrou eu chamo de paixão,os destroços do avião!!
Hoje tento reencontrar o que sobrou,mas os destroços se misturam à areia e é difícil até visualizar a olho nu o que é meu e o que não é.Meu cérebro consegue às vezes juntar algumas peças,mas são tantas ainda perdidas.Livros de auto ajuda,lição de vida,palestras,todas elas são ótimas,mas não cicatrizam.Eu acredito em pouca coisa depois do que me aconteceu.Foram tantos momentos difíceis,tanto tempo perdido.Hoje não creio em sorte,tudo o que acontece de bom ou de ruim na minha vida é consequência!Hoje vivo com o pé no chão e pela lição,que jamais vou esquecer acrescento,eu perdi o avião,mas ainda posso ser um carro,e nele ninguém mais dirige além de mim!A vida é curta demais para sofrer por amor!
Nas viagens de avião, nos avisos sempre nos lembram que no caso de uma emergência que temos que colocar primeiro as máscaras de ar em nós mesmos e depois em quem estiver do nosso lado, que seja uma criança indefesa ou uma pessoa incapacitada. Parece egoísmo, mas não é: assim como dentro de um avião em dificuldades, na vida, no dia a dia, temos que tentar ficar lúcidos e fortes o suficiente para ajudar os mais fracos que nós ou aqueles que simplesmente precisam. Se pensar somente nos outros vai fenecer antes deles e não poderá ajudar em nada. No avião e na vida.
Gastar o que não tem é: se jogar de um avião em pleno vôo, sem para quedas, com a convicção que o vento vai amortecer o seu impacto com o chão!
E aquele avião caindo tem um cristão que ao invés de orar para ser salvo, ele ora à pedir que se tiver que morrer alguém ali, que seja ele.
Pois ele está bem, conhece à Deus e o aceitou, os outros ainda não!
Estendo o meu olhar para os céus, e logo avisto um avião; um avião muito, muito, muito longe, que chega ser um pontinho em meio a imensidão azul.
E penso: nossa, se este avião cair agora mesmo, a notícia será propagada para o mundo inteiro em poucos minutos.
Agora comparo, as notícias da batalha recorrente entre o bem e o mal no planeta terra, eis o grande conflito, somos tão pequenos, mas todos os mundos, seres celestiais e o anjos nos acompanham, sim, somos notícias!
- O avião é você
Não ache que Deus não permite o seu êxito só porque após a conquista, você viverá recaídas.
O vôo recebe autonomia para decolar, mesmo sabendo que no seu trajeto, haverá grandes turbulências, algumas até em grau severo; mas o avião segue firme o seu caminho, porquê ele tem capacidade para isso, com um caminho bem traçado, ele tem propósito e objetivo.
O piloto pode controlar o avião para que ele se desvie das turbulências, se por acaso entrar em alguma, o avião permanece firme realizando o seu melhor.
Você é semelhante a um avião, porque você foi feito para voar; e Deus é o seu piloto.
Certifique-se que você tem “conhecimento” necessário e vontade de continuar conhecendo (eis a sua capacidade) o que realmente importa e vale a pena em sua vida; descubra o seu caminho sem medo; tome riscos calculados; acredite e faça acontecer!
Do céu só cai chuva, avião e de vez em quando cocô de passarinho, se quer alguma coisa na vida deve partir pra cima e conseguir com máximo esforço, se deu errado pelo menos você tentou.
O pobre e o rico
Viajar de avião O rico vai-- O pobre fica
O rico paga as contas –e o pobre se complica
O rico tem de mais – e o pobre tem de menos
O rico compra carros – e o pobre fica querendo
O rico tem mansão - e o pobre tem um sonho
O rico tem fazenda- e o pobre tem quintal
O rico de tudo come- e o pobre passa fome
O rico é empresário – ai o pobre presta pra eles
O rico anda de carrão- e o pobre anda de latão
O rico tem casa de praia- e o pobre tem barraca
O rico deixa herança- e o pobre guarda lembranças
O rico faz penteado- e o pobre faz uma trança
Não sou contra os defensores dos animais. Sou contra disponibilizarem um avião para socorrem um pinguim e não disponibilizarem um aparelho de oxigênio para uma criança no interior do município.
AVIÃO-GIZ
Há mais labra
no teto desta cidade
y o maior risco
que há no céu é feito de avião-giz
registro de minha
perniciosa
liberdade
O universo é um cordão só todos precisam uns dos outros pra dar certo viver,Um avião pra voar precisa da manutenção do mecânico
Piloto
Que avião eu tenho que pegar pra te encontrar?
Ele precisa cair ou ir bem alto pra te encontrar?
Eu realmente queria saber.
Eu sou uma vergonha pra você?
Orgulho eu acho que não sou.
Pelo menos para mim eu sou apenas uma alma fraca.
Vagando sem rumo e com uma bússola quebrada.
Eu vim tão alto pra sentir as nuvens.
Seus abraço era parecido com as nuvens.
Só que eu não precisava subir tão alto.
Se eu não tivesse falado aquilo pra ti.
Se eu não tivesse largado sua mão.
Talvez eu ainda estaria nas nuvens .
Será se um dia minha bússola vai voltar a funcionar?
Tracemos um paralelo entre o desenvolvimento do avião e o desenvolvimento sócio-econômico das nações.
No início da aviação, as pessoas discutiam se o melhor modelo eram asas móveis ou eram asas fixas.
Depois de seguidos fracassos as asas móveis foram abandonadas e nem se falam mais nelas.
Parece incrível que no século 21 ainda estejamos discutindo sobre socialismo versus capitalismo, mesmo que o bater de asas dos países socialistas em diversas ocasiões tenha se esborrachado no chão.
É uma perda de tempo gigantesca continuar debatendo sobre ideias que comprovadamente não funcionam, enquanto as asas e turbinas do capitalismo se mostram tão superiores.
Por um sonho dito insano, e por circunstancias do Destino,
embarquei em um avião da Lufthansa, e fui parar em Kinshasa-Congo,
após uma conexão em Dakar, para ir passear na África...
E foi bom demais...
Ósculos e amplexos,
Marcial
PASSEANDO PELA ÁFRICA
Marcial Salaverry
Lembro que em principios de 1969, decidi ir para o Congo, para tentar a chamada "melhoria de vida", além de realizar velhos sonhos. Consegui meu objetivo, pois saí da crise financeira que estava, além de realizar o velho sonho de explorar as selvas africanas, como Tarzan e Nyoka, e como lucro, vivi aventuras muito interessantes, viajando pelo interior do Congo, seja em um heroico jipe LandRover, seja em aviões mal equipados, pilotados por sabe Deus quem, sempre contando com o Dedo de Deus direcionando o caminho, pois sem a ajuda Dele, não estaria aqui contando nada...
Iniciando, vamos salientar que sem nenhuma sombra de dúvida a idéia de viver na África chega a ser assustadora, pois sempre fica a impressão dos filmes de Tarzan, do Fantasma, feras sedentas de sangue, antropófagos, e outras coisas mais, e com esses pensamentos soturnos, ao desembarcar no aeroporto de Dakar, fiquei com a nítida impressão de que meus piores temores se confirmavam. Cheguei à meia noite. Uma escuridão de meter medo e pelo caminho do aeroporto até a cidade passei por vielas escuras, cheia de tipos mal-encarados. Ao descer da perua, no hotel, assustei-me mais ainda, com o tamanho do senegalês que estava dormindo na portaria, cerca de 2 metros de altura e carrancudo, e isto me preocupou. Ao entrar no quarto para passar à noite, pois prosseguiria viagem no dia seguinte para Kinshasa-Congo, tomei um cuidado que se revelou ridículo pela manhã: - barricadei a porta do quarto com os móveis disponíveis, acreditando assim estar protegido talvez, de um possível ataque e só então após este exercício muscular e emocional me senti tranquilo o suficiente, para me deitar e passar a noite.
Tinha um dia livre em Dakar. A conexão para Kinshasa seria só no final da noite. Passeando pela cidade, vi que meus temores haviam sido ridículos, pois estava em uma cidade como qualquer outra do mundo, com os mesmos problemas que encontramos em qualquer grande cidade brasileira, cheia de gente circulando pelas ruas, carros em profusão, proporcionando um trânsito super caótico. A finalidade principal, dessa minha parada em Dakar, era conseguir o visto para desembarcar em Kinshasa, pois o Brasil não tinha relações diplomáticas com o Congo, e não havia nenhuma Embaixada, nem cá, nem lá... Sendo essa finalidade, dirigi-me à Embaixada do Congo. O funcionário, responsável pelos vistos, admirou-se profundamente de que um brasileiro desejasse ir ao Congo. Para acalmar sua desconfiança, determinou que um assessor me acompanhasse à Embaixada do Brasil, para que meu passaporte fosse autenticado como brasileiro de fato. Esta precaução se justificava porque, naquela época, havia muito trânsito de mercenários procurando os países africanos recém libertados, e que ainda apresentavam problemas, e o Congo era um destes, e era para lá que eu seguia. Muito romântico, sem sombra de dúvida. Dirimidas as dúvidas, só tive que tentar explicar ao Cônsul do Brasil, que espécie de doido era eu. Obtido o tal visto, preparei-me para a fase final da viagem: Destino Kinshasa. No desembarque, pude constatar que havia muita similaridade com as coisas do Brasil, pois, para liberação rápida de minha bagagem, bastou uma gorgetinha para o funcionário alfandegário e eis a bagagem prontamente liberada, sem sequer ser examinada. Muito familiar, sem duvida.
Dessa vez, pude ter uma boa visão do que me aguardava, pois cheguei durante o dia, e assim, apreciei convenientemente a paisagem da capital congolesa. A entrada da cidade era assustadora, passava bem no meio da “Cité”, como era chamado o bairro predominantemente congolês. Em tudo e por tudo semelhante a uma imensa favela, o que me levou a perguntar ao meu amigo Paiva, se toda a cidade era assim, sendo que ele em resposta limitou-se a sorrir.
Quando começamos a entrar na cidade propriamente dita, entendi a razão de seu sorriso. Kinshasa era uma cidade como outra qualquer, podendo-se compará-la a, digamos, Cubatão, largas avenidas, arranha-céus e trânsito, muito trânsito, com péssimos motoristas, que não tinham a mínima consideração pelas leis de trânsito, o que me fez sentir quase em casa. Depois, as coisas normais. A adaptação ao modus-vivendi foi rápida. Os problemas com o idioma oficial falado no Congo, o francês, foram rapidamente superados, com o chamado Curso de Aprendizado de Idiomas, que qualquer pessoa que tenha a intenção de viver fora de seu país de origem deve fazer, ou seja, aprender as primeiras noções antes de viajar, e o resto, aprender no dia a dia à custa de muitas mancadas.
Logo na primeira semana, já comecei a circular pela cidade, dirigindo um veículo pertencente a meu empregador, Leon Hasson e Freres, dando início às minhas funções de vendedor numa cidade que não conhecia, mal falando a língua, enfim, fui eu quem procurou aquilo e tinha que me virar para não dar com os burros n’água. Os problemas raciais eram em parte resolvidos quando eu me identificava como brasileiro e prontamente associado com Pelé.. Sim nosso grande Pelé me quebrou grandes galhos. Sua figura era tão adorada, não só no Congo, como em toda a África, que sempre funcionou como abre-barreiras. Para que se possa ter uma idéia, posso contar um dos episódios em que usei a identificação “pelesistica”. Foi quando, inadvertidamente, passei entre dois soldados que patrulhavam as ruas. Fiquei sabendo que “cortar” uma patrulha era quase crime hediondo, e então, os soldados queriam me deter, porém quando, em meu francês macarrônico, consegui me identificar como brasileiro, e lhes mostrei meu passaporte para provar minha identidade, foi que eles arreganharam os dentes num esgar de sorriso, dizendo “Ah!!! Brasileiro!... Conterrâneo de Pelé!... No Brasil não existe racismo, acreditamos que não foi por mal... mas nunca mais faça isso”. Logicamente, além de me apadrinhar com o Pelé, também precisei pagar uma cervejinha para os zelosos soldados para que assim o “terrível” crime fosse esquecido.
Após alguns meses, consegui o visto de entrada para minha família, e prontamente remeti a papelada para o Brasil, para que minha esposa e meus 2 filhos pudessem entrar no Congo, acompanhando-me no que todo o restante da família chamava de “a grande loucura”... e quem duvidava disso? Bem, para que meus familiares tivessem uma bela recepção, aconteceu o inesperado. Justamente naquele dia 12/06/69, os estudantes congoleses resolveram fazer uma revolução. Maravilha! A chegada do avião estava marcada para as 16 hs. e, até a hora do almoço, ninguém podia sair às ruas, o aeroporto estava fechado. - E agora, José? Estava com os nervos em frangalhos, sem saber o que poderia acontecer, se o avião iria aterrizar ou não, enfim, uma crucial expectativa. Exatamente às 14 hs. fiquei sabendo que a direção da firma conseguira obter a informação de que o avião aterrizaria, e conseguira também uma escolta para que eu pudesse receber minha família. Consegui respirar novamente. Durante o trajeto até o aeroporto, foi fácil constatar o porque da escolta, pois ainda se escutavam tiros aqui e acolá, barricadas por toda a parte, e soldados, centenas deles, milhares até, procurando encontrar os “malditos rebeldes”. Ao desembarque, tudo normal. As gorjetas de hábito, e pronto. Pude, enfim, abraçar e beijar esposa e filhos.
Agora, durante nossa viagem de volta, nunca mais vou esquecer a expressão dos olhos dos heróis recém chegados, apreciando a movimentação toda. Só não houve mais tiros, pois a revolta já fora sufocada. A chegada ao lar marcaria um novo episódio em nossa vida. Muitas surpresas nos esperavam, e aventuras quase ficcionais.
Enfim, foi assim o começo da vida de um brasileiro no Congo durante 3 anos, e agora lembrando e relembrando, agradeço ao Amigão, ter este LINDO DIA, tantos foram os perigos vividos, que Ele me ajudou a superar, e ainda estou podendo contar a história, que mais parece estória...Tem mais coisas por vir no porvir...
A infância logo passa,
feito avião de papel,
voa rápido no céu.
Brinque e de tudo faça,
pois logo perde a graça.
Solte pipa e peão,
com papel faça avião.
Essa fase passará,
um dia só haverá
lembranças no coração.
Chapéu e bota, coroa, sim
Chamego daqui, chamego dali
É bom, bom demais
Um avião, uma viagem
Um amorzinho é bom demais!
