Atores
Os atores (o coração e os olhos) vencidos pelo cansaço das cenas deste dia... declaram tempo para o novo dia... os olhos se fecham, sós.
Contendo o choro
Somos chamados de atores.
Melodiando a dor
Cantores, musicistas, compositores.
Ao expressar como figura rancores
Desenhistas, pintores.
E ainda há quem diga que dor não é arte?
Eu admiro muitos atores-atrizes, amo algumas bandas e filmes, mas nem por isso saiu por ai falando disso pra todo mundo. Não vejo necessidade de provar nada pra ninguém, ou de comentar sobre meus gostos com pessoas que não vão entender e que até não entendem do assunto. Gosto do que gosto, mas para mim gostar não significa 'que o mundo saiba'.
MINHA FRASE 0513
O que é pior? O público não saber separar personagens dos atores ou atores nao conseguirem se desgarrar dos personagens?
"A vida é um palco com os mesmos personagens...Só muda os atores.
Em nossas vidas contracenamos com vários...
Os aplausos são as cenas boas da vida e as vaias são as decepções.Sendo que o último o texto é árduo, mas vc decora com o aprendizado"
Mas a verdade é que todos nós - sem exceção - somos atores nesse teatro chamado vida. Algumas pessoas usam esse dom para enganar as outras. Já outras, usufruem dessa dádiva colocando um sorriso no rosto na tentativa de esconder uma dor, uma frustração ou uma decepção. A grande questão não é saber se realmente somos atores, mas sim que tipo de atores nós somos.
"No palco da vida somos os nossos próprios roteiristas. Somos atores, atrizes e diretores. Mas, nas mãos de Deus, somos apenas meros figurantes, buscando encontrar a cada dia, através da simplicidade, um lugar ao sol."
O mundo está cheio de atores. Alguns fingindo o que não são, ofuscando o caminho de quem não interpreta.
A peça perfeita
Há tantos atores
Em todos os lugares do mundo
Bons ou ruins…
E você era um ator…
Você entrou na minha vida com sua peça
Me envolveu no seu elenco
Me enrolou com seu script
Me conquistou com suas falas
Me fez dançar conforme sua coreografia
Você sabia o que fazia
Eu já não sabia mais o que era real e o que era atuação…
Estávamos em mais uma de suas peças…
Eu era a princesa que precisava de um beijo para se livrar da maldição
E você o príncipe que tinha o famoso beijo
O príncipe beija a princesa
A maldição acaba
A plateia se levanta esperando para aplaudir o felizes para sempre…
Mas o príncipe larga a mão da princesa
E vai para trás das cortinas
A princesa não esperava por isso
Nada disso estava no script
Naquele momento eu me senti a Julieta
E você era o Romeu
As famílias não queriam a união
Mas, nós teimosos, continuamos
Era tudo igual a história de Shakespeare
Mas a história de repente começa a sair dos trilhos
Romeu não morre, ele vai embora com outra
Julieta morre, mas não com o punhal
Ela sangra internamente
Seu coração se fragmenta...
As cortinas se fecham
Mas você continua a atuar
Mas com outra pessoa em meu antigo lugar
Você atuou tão bem
Eu pensei que era a protagonista da sua peça
Mas eu era apenas a substituta
Eu não passava de uma secundária no seu grande teatro…
Eu era descartável para você
Meus atos acabaram naquele momento…
Juntamente com meu coração...
Raros são o atores e atrizes que na vida real não diferem nada dos personagens que interpretam nas telas.
A Coxia
Palco vazio.
Atores na coxia.
Começa a peça,
Donde antes não havia.
Primeira cena. Na ribalta se exibiam.
Atores interpretando. Plateia, aplaudia.
Sonhos. Queremos sonhos. E por peça isso acontecia.
Fecham-se as cortinas. Todos juntos na coxia.
Uma apertava o vestido. Outro, o script relia.
abrisse e as cortinas. E no palco subiam.
A plateia fascinada. Nenhum barulho faziam.
E a peça prosseguia. Quando o cair da lona.
Toda berlinda aparecia.
Se o que era caixa. Ribalta. Não se sabia.
Misturava-se tudo coxia, araras, atores roupas e bijuterias.
E o povo nada entendia.
Sonhos , precisamos de sonhos. Era o que queriam.
E o canastra. Que sempre queria aparecer.
Improvisou um texto. Para a peça socorrer.
E chamava também a plateia, para o teatro vir fazer.
Se subia no palco, tanta gente. Como nunca se viu.
Em certo momento? Não sabia. O que era coxia,
Caixa, plateia ou rouparia.
Todo mundo falando, todo mundo reclamando , todo mundo improvisando.
E ninguém mais se ouvia.
E da plateia se ouvia. Os sonhos, cadê os sonhos?
E pouca coisa de bom se fazia.
Fecham-se as cortinas.
E os atores saiam. A plateia não via.
E teatro esvaziou.
Era muita realidade encenar. E repetidos fatos para sonhar.
E a peça, divida. Só duas partes encenou.
A parte por detrás da coxia. E a parte, onde toda a plateia via.
Não entendendo nada. Foram o teatro esvaziando.
E o sonhos. Queremos sonhar.
O teatro estava fechado, para nova coxia arrumar.
Marcos fereS
SOB AS LUZES DA RIBALTA
Sob as luzes da ribalta, nos afãs
dos espetáculos trágicos,
atores e artistas cênicos
aguardam para se exibir aos fãs.
A orquestra marca o compasso
bem atrás dos bastidores,
é aflição dos gladiadores
que se ataviam com embaraço.
Para não perderem a sua forma
eles se aquecem, relaxam
o plexo braquial e rezam
para não caírem da plataforma
elevada na gávea dos trapézios;
outros retraem os braços;
mascaram-se de palhaços
para se exibirem de gaudérios.
No entanto, as luzes da ribalta
que iluminaram o tablado,
ao terminar o seu reinado,
apagam-se no final e nada falta
para encerrar o triste panorama
que abruma o palco vazio.
Cessa então todo o desafio
que perfez o final de um drama.
Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018
Tratar atos de delinquentes como se fossem atores de atos lícitos, é uma irresponsabilidade jornalística.
Somos ótimos atores
Por fora tranquila, até parece que nada te abala, mas é só observar mais de perto que veremos um lado totalmente contrário.
Somos ótimos atores, fingimos estarmos felizes, faremos o possível para que não percebam nossas mágoas, nossos problemas, nossas reais vidas. ♡
A vida é um cenário de idas e vindas, com elencos rotativos, de dramas e comédias, onde atores e atrizes, num papel real, constantemente entram e/ou saem de cena, mas o espetáculo nunca se finda.
Alertando...
Deus não precisa de atores; mas, de testemunhas amém?
Pense nisso...
Pr. Valdemar Fontoura
