Asas
Depois de um tempo...
Dei asas ao tempo e ele levou o melhor de mim,
em meio a tantas manobras esquisitas do destino e piadas sem graça estou conseguindo recuperar o que um dia lá atrás foi meu maior tesouro.
Às vezes, é como se no lugar dos braços me coubessem asas indomáveis.
Desloco-me numa viagem discreta e alucinante por mundos indecifráveis.
Voo tão alto, longe e em silêncio que a maioria nem nota quando estou em outro lugar.
Vivo intensamente essa liberdade de parecer perdido para, no fim, me encontrar.
O que fazer quando se tem uma mente enxaquecosa? As vezes ela cria asas, então algo inexplicável coloca um freio.
O Criador não só me deu pernas, braços e membros.
Me deu asas nos pés pra me levarem mais longe que meus próprios sonhos.
As reflexões gritam,
eu as libero
Elas criam asas
e vão
Ouve quem quer,
filtra, abstrai
ou ignora.
Simples assim!
De flor em flor ...nasce o amor
Mais belo como o bater das asas de um beija flor.
Do jardim dos sonhos, da cor.
Na dança das bailarinas, no lago da paz, dos sorrisos de encanto.
Que no mergulhar da esperança, possa surgir das cinzas, um
novo amanhecer.
Adriana C Benedito
“Não peça permissão para voar, pois, crasso modo, as asas são suas e, a título de obtemperação, o céu é de todos que o desejarem flanar.”
Tudo que eu quero é voar nas asas de um
querubim e pousar onde minha alma possa estar cercada de amor e paz!
Não basta ter asas, e alcançar voos longos, se você estiver sozinha na imensidão do céu. Permita-me voar junto com você, e te levarei ao infinito na imensidão do céu, e encontrarás a felicidade que desejas.
Aprisionas o passarinho e esqueces .. que ele está lá tristinho querendo bater asas e voar ..e tu , hipócrita aí em liberdade .. do que te privastes? Do que te privastes?
A civilização é uma coisa vulnerável. Um capricho do destino. A qualquer hora, a batida das asas de uma borboleta pode afetar esse capricho.
ASAS DA POESIA
Escrevo com minha alma,
Mas reviso com a razão.
Os versos da minha palma
Escapam de minha mão.
Dizem mais do que eu queria,
Falam mais do que pensei;
As asas da poesia
Por que é que não cortei?
Quem dera com mil argolas
Prendê-las numas gaiolas,
Pegá-las num alçapão!...
Para conter as palavras,
Pra não voar sobre as casas,
Mas é tudo esforço vão!
