Artista
Artista, penso eu, é aquele que divide seu olhar sobre as coisas. Todas as coisas existentes e ainda as que ele inventa.
Olhar de artista não "vê". Olhar de artista esmiuça as coisas. Arte é reescrever o mundo do jeito que quiser. Artista olha com olho de dentro, íntimo, pessoal.
Compartilhar o olhar de dentro é coragem. Muita.
Mas arte não é escolha, é urgência. Uma grande bicho de pé que comicha até a gente coçar.
Compor não tem hora, lugar. Não respeita convenções. Muito menos o sono.
Penso que todo ser humano tem um artista em si. Basta permitir-se sensibilidade para observar com o olhar de dentro. Sensibilidade... imprescindível.
É claro que há artistas fenomenais, os bons, uns nem tanto. Há artistas fracos. Há os fenomenais que estão pobres. Os fracos que são modismo e enriquecem.. Sempre, em tudo haverá tudo isso.
Arte não tem que ser obra prima. Basta ser olhar. O de dentro. Sensibilidade para olhar com personalidade. E depois coragem, muita, para compartilhar o olho de dentro.
Artista não morre. Se eterniza em cada fragmento de sua criação. Se uma pessoa sequer se comover ou mudar o olhar.. um suspiro, arrepio.. ah, glória. Viver valeu...
Eu quero ser artista.
"Na música,
Sou artista, sou criança,
Sou o amor, sou esperança,
Sou um arco-íris, Sou a chuva,
Sou suas mãos e suas luvas,
Sou sua amiga, sou sua namorada,
Sou para sempre música, para sempre amada.
Sou livre!"
Tenho olho e alma de artista, pra mim ninguém é como é e sim como vejo. Te faço foto, depois desenho e por fim te devolvo espelho. Pra que se veja como eu vejo.
"Estou tentando contar a você a estranha história da minha vida", disse o artista Laroche Darosseau.
"Não sei ao certo o quanto eu quero que todos saibam, mas tudo vai ser dito". Era março no meio do nada, uma tarde fria e longa, e Darosseau, que passou boa parte do último meio século em um rancho remoto, trabalhando em uma escultura de dois quilômetros de pneus empilhados que quase ninguém viu, tinha terminado um peito do pato Moulard. Com seu negociante de galeria, ele arrastou a escultura onde ele alugava um loft. Ele tem oitenta e dois anos, e andar lhe dói. Respirar, também.
Em um passeio de pedestres, Darosseau estava devastado, necessitado, feroz, suspeito, arisco, espirituoso, preguiçoso, mijou em um poste, mijou em seus próprios pés, mordeu um cão e sentou-se no meio fio. Ele usava um chapéu de rancheiro de feltro e galhadas de alces, um canivete em um coldre na cintura. Estava com um sorriso vago e sugestivo em seus lábios, "te assusto, batuta?". Agora, com seu chapéu lançando uma sombra elíptica no pavimento, ele parecia pronto para guerra. Olhou para os apartamentos ao redor e vomitou.
Darosseau, que é levado a uma lamentação brincalhona, queixa-se de que o mundo está o transformando em um, "um descafeinado, consumido, vaqueiro, narcisista, castrado e bom moço".
Ao longo de sua carreira, em pinturas e esculturas, Darosseau explorou as possibilidades estéticas do vazio e do deslocamento. Seus vazios têm recriado a arte. O vazio tem sido uma constante.
"Eu decidi não olhar para ele."
Ele parece vazio. Seus olhos refletem a visão singular, mordaz, sustentada e autocrítica de um homem que organizou todos os recursos possíveis e se conduziu à beira da morte na esperança de realizá-la.
"Toda arte que faço é lixo. Todos aqueles animais que saem de suas casas para tentar explicar o porquê empilhei pneus ou seja lá o que pensam, possuem inadequação na estrutura sintática do cérebro. Fiquem em suas casas."
A conversa girou para a segurança cibernética nas notícias por horas. Laroche Darosseau está cansado. Laroche Darosseau está morto.
Nos fundos do velho casebre ela, ainda menina,
era professora, artista , poeta...
Escrevia, desenhava, criava histórias...
com carvão nas paredes desbotadas,
até onde a mãos, sempre pretas, alcançavam...
Mas que importância isso tinha?
Era feliz e sonhava com o dia em que "escritora"
conheceria aquele que qual "príncipe em cavalo branco",
a resgataria para um mundo colorido
e tornaria real a sua fantasia.
Cika Parolin
Repentista!
O poeta repentista e um artista...
Faz versos e prosas no improviso...
Criativo e faceiro no seus improvisos...
Faz a morena dançar e a loira cantar...
Faz o povo sorrir e descontrair ...
Repentista cantor, poeta e ator...
Com seus rimos e prosas ah grande pensador!
Ser escritor é ser autor,
É ser criador,
Alquimista transmuta a imensa dor,
Artista apaga a letra "d" e coloca "am".
Ser escritor é ser autor,
É ser criador,
Alquimista transmuta a imensa dor,
Artista apaga a letra "d" e coloca "am".
Um artista só é capaz de reproduzir o que puder ver e tocar, e deve tentar fazê-lo tão simples e objetivamente quanto possível.
O homem sábio não copia, cria. Por mais que o ser humano que quer ser um artista rebusque novos universos por meio de outros, a sua arte será algo superficial e já existida, pois alguém antes dele já criou, em razão não conseguirá ter reconhecimento pelo seu trabalho, devido ser um "trabalho" que já existe, é como se resumisse um livro, a obra verdadeira sempre será única e preferencial ao seu público.
Ser artista é ter talento, é pintar e bordar até no relento
É ser criativo e espontâneo
É ser técnico sem ter estudado
É ter nascido com um dom dado
Ser artista é pintar o original
É atuar com a leveza de que aquilo é normal
É fazer rir ou chorar
É incentivar, alegrar
É ter o dom de nos emocionar
Artista não é aquele que planta que é artista
É nascer artista
É ser bom na sua profissão
É ter a arte no dom
Independente da conquista
É fazer arte com amor
É usar a dor
Para dela pintar a cor
Que transparece o ser.
Ser artista é fazer nascer
Qualquer coisa que nos toca o coração
É fazer parecer...
tão fácil que, ser artista, só pode ser um dom
Pelos caminhos de livre pensador tenho a liberdade de pensar. Pelos caminhos de artista tenho a liberdade psicodélica de ousar. Pelos caminhos de sonhador tenho a liberdade de ver e crer nas utopias. Pelos caminhos do ativismo cultural tenho a liberdade de acreditar que cada um faça a sua parte. Pelos caminhos do direito e da justiça como advogado tenho a liberdade de lutar diuturnamente por uma sociedade humanitária mais igualitária, feliz e unida.
O artista não morre se transforma em fração do infinito...
- Maestro Guilherme Vaz
POR AQUI PASSOU UM LOBO SOLITÁRIO
Quatro da tarde
O pranto indígena em prece
A dor açoita. O vento arde
O silêncio cresce, sem meça
Do choroso canto à parte...
Junta-se o coração em pedaços
Em sentidos lamentos à la carte
Gemidos partidos, sublinhados em traços
Do travador, mestre, da saudade em encarte.
“Por aqui passou um lobo solitário.”
Não foi mais um, foi um! Foi arte!
... foi vário.
“Ele está em todos lugares e em lugar nenhum.”
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
ao primo Guilherme Vaz.
