Aprendeu
Jesus Cristo, como judeu, aprendeu a Torá e o Tanakh observando sua família, a comunidade e a sinagoga.
📖 Lucas 2:52.
Aquela menina cresceu, virou mulher e não aceita mais migalhas. Aprendeu que quem não sabe o valor da sua presença, não merece espaço na sua vida, e que a própria companhia vale muito mais do que metades.
Aquela menina cresceu, virou mulher e não aceita mais migalhas. Descobriu a força do próprio abraço, aprendeu a recomeçar em silêncio e entendeu que transbordar é a sua única medida.
Aquela menina cresceu, virou mulher e não aceita mais migalhas. Quem quiser espaço na vida dela, que aprenda a oferecer banquetes de consideração e respeito.
Aquela menina cresceu, virou mulher e não aceita mais migalhas. Deixou para trás o hábito de se diminuir para caber nos outros e hoje só aceita o que vem para somar de verdade.
Aquela menina cresceu, virou mulher e cansou de migalhas. Aprendeu o valor de viver e transbordar. Hoje, ela sabe que é imensidão de oceano: quem não souber nadar, que se afogue na própria rasa existência.
Transborde amor, aquele que nao souber nadar, que afunde sozinho...
Quem aprendeu a fazer da própria companhia um lar
não se curva às correntes da manipulação.
A solidão deixa de ser ameaça
quando a paz mora dentro do coração.
Quem não teme caminhar sozinho
escolhe permanecer apenas onde existe respeito.
Porque a verdadeira liberdade
nasce quando ninguém tem o poder
de controlar quem conhece o próprio valor.
A leveza não está na ausência de peso, mas na força inquebrável da coluna que aprendeu a suportá-lo.
Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.
As noites se tornaram longas porque carregam seu nome. O silêncio aprendeu a falar por você, e cada gole levantado era uma tentativa fracassada de apagar o que insistia em permanecer. Quando o coração sofre assim, até o tempo aprende a machucar.
Sou um grito que aprendeu a cadência da respiração. A dor continua lá, mas eu aprendi a caminhar com ela.
Sou como um canto que nasceu livre, mas aprendeu cedo o peso invisível das próprias grades, não as que se veem, mas as que se sentem no fundo da alma. Há em mim um desejo antigo de voo, desses que não pedem destino, apenas horizonte, mas que se desfazem toda vez que a lembrança me puxa de volta. Minha liberdade mora longe, talvez no tempo em que o peito ainda não conhecia o silêncio imposto pela dor. E mesmo assim, continuo cantando baixo, como quem tenta não esquecer a própria essência, ainda que tudo ao redor insista em aprisioná-la. Porque existem almas que nasceram para o céu, mas aprenderam a sobreviver dentro de gaiolas feitas de saudade.
- Tiago Scheimann
Há tristezas que não pedem consolo, apenas uma cadeira vazia e o respeito de quem aprendeu a ouvir o próprio ruído interno.
A negligência que encontrei na infância não terminou quando deixei de ser criança. Ela aprendeu a crescer comigo. Mudou de rosto, de voz, de silêncio, mas nunca deixou de caminhar ao meu lado.
Há dores que não gritam; elas se infiltram na arquitetura da alma e passam a sustentar tudo o que somos. A minha fez do afeto um território estrangeiro. Nunca aprendi a reconhecê-lo sem antes procurar a ausência que costuma vir depois.
Por isso, amar, para mim, nunca foi um gesto espontâneo. É uma travessia sobre uma ponte construída com tábuas podres. Cada passo parece anunciar uma queda.
Mas existe algo ainda mais difícil do que amar.
É permitir que alguém me ame.
Há uma parte de mim que permanece escondida, como se tivesse sido convencida, ainda menino, de que carinho sempre cobra um preço e de que toda permanência é apenas um atraso para o abandono. Quando alguém tenta atravessar essa distância, meu primeiro impulso não é abrir a porta. É procurar a saída.
Talvez a pior herança da negligência não seja a solidão.
Seja a incapacidade de acreditar que um dia alguém possa olhar para todas as minhas ruínas e, ainda assim, decidir ficar.
Porque existem infâncias que não acabam. Apenas aprendem a respirar dentro do adulto que sobreviveu.
- Tiago Scheimann
O silêncio nunca foi vazio, ele apenas aprendeu a esconder tudo aquilo que as palavras seriam pequenas demais para carregar.
0036 "Alguém é preconceituoso porque nasceu assim ou porque aprendeu a ser? Nos dois casos só depende desse Alguém!"
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"Se ainda não aprendeu, aprenda a distinguir Políticos-Que-Fazem dos Políticos-Que-Só-Discursam... Ou deixe, você, desses seus Discursos 'Politizados' (entre aspas)!"
