Aprendeu
“Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”
Quem precisa ser visto ainda não aprendeu a descansar em Deus.
Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.
Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.
Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.
E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.
Feito de Teixo
Feito de teixo,
não dobra fácil.
Aprendeu cedo a ser madeira firme
enquanto o mundo testava o peso.
Carrega flechas que não disparou,
dores que não nasceram nele,
mas que aceitou guardar
pra ninguém sangrar ao redor.
É arqueiro que vigia em silêncio,
olhos atentos mesmo quando cansam, corpo erguido no
meio do colapso
— não por heroísmo,
mas porque alguém precisa ficar.
Quando tudo racha,
vira apoio.
Quando todos falam,
escuta.
E quem encosta
sente segurança
sem saber por quê.
O erro foi aprender a ser muralha
antes de aprender a pedir abrigo.
Confundiu força com solidão,
resistência com fechamento.
Mas ainda permanece de pé.
Marcado.
Mais denso.
Inteiro.
Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.
Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.
Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.
Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.
Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.
A leveza não está na ausência de peso, mas na força inquebrável da coluna que aprendeu a suportá-lo.
Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.
As noites se tornaram longas porque carregam seu nome. O silêncio aprendeu a falar por você, e cada gole levantado era uma tentativa fracassada de apagar o que insistia em permanecer. Quando o coração sofre assim, até o tempo aprende a machucar.
Sou um grito que aprendeu a cadência da respiração. A dor continua lá, mas eu aprendi a caminhar com ela.
Sou como um canto que nasceu livre, mas aprendeu cedo o peso invisível das próprias grades, não as que se veem, mas as que se sentem no fundo da alma. Há em mim um desejo antigo de voo, desses que não pedem destino, apenas horizonte, mas que se desfazem toda vez que a lembrança me puxa de volta. Minha liberdade mora longe, talvez no tempo em que o peito ainda não conhecia o silêncio imposto pela dor. E mesmo assim, continuo cantando baixo, como quem tenta não esquecer a própria essência, ainda que tudo ao redor insista em aprisioná-la. Porque existem almas que nasceram para o céu, mas aprenderam a sobreviver dentro de gaiolas feitas de saudade.
- Tiago Scheimann
Há tristezas que não pedem consolo, apenas uma cadeira vazia e o respeito de quem aprendeu a ouvir o próprio ruído interno.
Cacos de barro só não têm valor para quem não aprendeu a valorizar as pequenas coisas, mas para um Oleiro, cacos podem valer mais que o próprio ouro.
Não sei quanto tempo durou o discipulado de Elias com Eliseu, mas sei que ele aprendeu bem, porque, na primeira oportunidade que teve, Eliseu abriu o Rio Jordão, assim como seu professor Elias fez.
"Alguém é preconceituoso porque nasceu assim ou porque aprendeu a ser? Nos dois casos só depende desse Alguém!"
Frase Minha 0036, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
