Aprendeu
“Não é frio quem não se apega fácil; é sábio, pois aprendeu que sentimento sem reciprocidade é desperdício.”
Existem pessoas que só percebem o seu valor quando descobrem que você aprendeu a viver sem esperar o valor dado por elas.
Cacos de barro só não têm valor para quem não aprendeu a valorizar as pequenas coisas, mas para um Oleiro, cacos podem valer mais que o próprio ouro.
Não sei quanto tempo durou o discipulado de Elias com Eliseu, mas sei que ele aprendeu bem, porque, na primeira oportunidade que teve, Eliseu abriu o Rio Jordão, assim como seu professor Elias fez.
O Prédio que Aprendeu a Escutar possui um núcleo narrativo suficientemente abrangente para dialogar com diferentes campos. O mesmo romance pode interessar a alguém que estuda Direito, a um profissional de RH, a um contador, a um administrador ou a um leitor de ficção psicológica.
Toda pasta possui um conteúdo; algumas carregam também uma história. O Prédio que Aprendeu a Escutar percebe essa segunda camada.
O Prédio que Aprendeu a Escutar sugere que algumas instituições são grandes máquinas de lembrar aquilo que as pessoas tentam esquecer.
O Prédio que Aprendeu a Escutar faz do arquivo uma espécie de memória material daquilo que os indivíduos não conseguiram elaborar.
Quando a dor vira protocolo, alguma coisa humana fica pelo caminho. O Prédio que Aprendeu a Escutar percorre esse caminho.
Arquivar não significa necessariamente esquecer. O Prédio que Aprendeu a Escutar transforma o arquivo em prova de permanência.
O Prédio que Aprendeu a Escutar mostra que a burocracia possui uma linguagem para tudo, menos para aquilo que dói sem formulário.
O Prédio que Aprendeu a Escutar pergunta o que acontece quando sentimentos precisam caber em campos administrativos.
O Prédio que Aprendeu a Escutar entende que o horário oficial de saída nem sempre coincide com o horário em que alguém realmente consegue ir embora.
O Prédio que Aprendeu a Escutar mostra que existem jornadas que terminam no relógio e continuam na memória.
O Prédio que Aprendeu a Escutar transforma documentos antigos em espelhos de pessoas contemporâneas.
