Apelo
APELO
Permita-me, ó Pai, a sempre ser
mais sentimental e mais especial
suspirar o romantismo, possa ter
cada vez mais um querer racional
Permita-me existir no bem valer
saber reputar o cuidado essencial
e que nunca me falte aquele suster
de um afeto e abraço fundamental
Porém, que eu tenha sobriedade
no mundo da inconteste vaidade
me tutelando do que nos fascina
Zele sempre em prol da grandeza
que possa do amor a alma divina
comungar... essa maior riqueza!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05 janeiro, 2022, 16’20” – Araguri, MG
O desengano é sempre a corte de apelo último a que todo homem pelo menos uma vez na vida já recorreu. É a pedra que recebeu a visada de Adélia Prado quando diz que às vezes Deus lhe tira a poesia e, ao olhar para a pedra, vê pedra mesmo.
APELO III
Ajude-me, poética, a sempre ser
Emotivo, amoroso, tanto atento
De mim tira a sina de então ter
Um versar ausente de fomento
Ajude-me no agrado de conter
Na prosa aquele tal sentimento
Que enche de magia, de prazer
O leitor, e ao poeta o momento
E, em cada imaginação, encanto
Trazendo a sensação dum canto
Doce, do mais belo, o que fascina
Zele sempre em prol da sedução
Daquela terna inspiração divina
Acordando o amor com emoção!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Maio, 14/2022, 15’59” – Araguari, MG
Não devemos evocar a culpa, o dever e o apelo emocional com o intuito de obter algo daqueles que nos amam, pois o que é verdadeiro é feito espontaneamente.
Podemos dizer que as coisas se autorrevelam, elas contêm um apelo interno de autorrevelação e de autorrealização: "a água diz: bebe-me"; "o fruto diz: come-me"; "a mulher diz: ame-me". As coisas em si não se autocomplicam, elas simplesmente são e se exibem, cristalinamente.
Se conseguir entender o significado de 'apelo emocional', conseguirá conquistar a confiança de quem quer que seja e isso é um dos maiores bens que existe na vida.
Apelo
Oh asas do bem-te-vi
Mais fortes que meu caminhar
Levem-me daqui
Para outro lugar
Devolvam-me a liberdade
O viver com alegria
Mesmo que seja a eternidade
Ou vida com euforia
Oh asas do bem-te-vi
Levem-me com meu par
Os frutos que não colhi
Com ele quero encontrar
Um jeito de ser feliz
Em um novo olhar
Voltar a ser aprendiz
Um sonho realizar
Oh asas do bem-te-vi
Devolvam-me a vida
Tão doce como seu cantar
Para a terra pretendida
Levem o nosso encantar
Voando com seu canto
Até nosso acabar
Oh asas do bem-te-vi!
(Bia Pardini)
Apelo II
Oh bem-te-vi
Tanto lhe pedi
Leve-me daqui
Já se foi abril
Um pouco hostil
Maio é esperança
De vir a bonança
Oh bem-te-vi
Ao lado de Raví
Astro da odisséia
Sua onomatopéia
Da manhã a comover
Pode devolver-me
A alegria de viver
Oh bem-te vi !!!
(Bia Pardini)
Nada nos torna mais infelizes do que a obrigação de resistir a nosso fundo primitivo, ao apelo de nossas origens.
Faço um apelo a todos para que combatemos a cultura da burocracia enraizada em nosso país. Mesmo na pandemia, quando devemos evitar aglomerações e promover o isolamento social, vemos as mais diversas entidades privadas (bancos, em especial) e órgãos públicos burocratizando procedimentos e obrigando presença pessoal, além dos sempre inúteis reconhecimentos de firma e cópias autenticadas.
Mais difícil do que livrar o Brasil da burocracia é tirar a burocracia de dentro do brasileiro #chegadeburocracia
Apelo para a reflexão de uma frase tão nobre , tão sublime e transformadora ,mas tão banalizada nos dias atuais
Eu te amo !! Eu te amo !!
Uma frase que se inicia pela lealdade interna , e que deve ser sentida , comungada e vivivda todo o instante com amor , respeito e despreendimento , com doação e humildade , fidelidade quando dita .
A responsabilidade e compromisso de quem fala , mas também de quem ouve .
Urgente é a necessidade do forte apelo ao comunismo, a explicação clara da vida comunista: seu serviço mútuo saudável; sua grande e abrangente fraternidade; sua fuga deste pesadelo de pobreza e poder.
POEMA NÃO TENHO
Poema não tenho, para te dar a poesia
temo, gesto, ardo em fogo, peço apelo
ao coração, e aguardo pelo poético dia
de sentimento atraente, sem contê-lo
Liberto, os versos se abrem, ó alegria
escolhe o sentido, e assim escolhê-lo
dando causa, cheiro, amor e cortesia
criando canto com terno verso singelo
Agrada, a mim mesmo, ter requisitado
pois, em cada sensação, então, cortejo
sinto-me, vejo com emoção, doce hora
Afeto me apraz, e versejo, afeiçoando
sonho sonhando, nas asas do desejo
quero viver, e ter mais que um agora.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31/10/2024, 18’45” – Araguari, MG
MODO
Saudade não tenho, sem ter algo à recordação
sinto, gasto em presunção, consumo em apelo
quero ter explicação e caio em nenhuma razão
nada revivo, e o meu coração, ando a contê-lo
Inquieto, o poetizar é tão frágil em sensação
prede o meu sentimento, mas sem prendê-lo
não me dão suspiros ou muito pouca emoção
só sussurra, cânticos, tão frios como um gelo
Odeio a rima sem sentindo, apenas estando
lamento sem causa haver, lamentando vejo
o silêncio no peito, vazio de desejo, suporte
A solidão acossa, a poética vive chorando
no sentimental nem sei mais o que almejo...
E, eis o modo em que estou por vós, sorte.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 maio, 2024, 19’49” – Araguari, MG
"No momento não preciso de críticas... não apelo para que concordem comigo, tampouco vendo meu humor. Preciso apenas de companhia, uma palavra amiga e um abraço gratuito. São pequenas atitudes que me fazem ganhar o dia!"
Tempestade de gelo
No meu copo o apelo
Mar tenebroso no meu marasmo de zelo
Respiração profunda
Responde a pergunta
E eu flutuo enquanto a embarcação afunda.
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