Apego
A que ponto o ser humano chega. Confundir amor com apego já virou coisa banal. Mesmo sabendo que não é amor, já não faz mas nem sentido mudar a concepção.
Que eu tenha sempre esse apego pelas minhas vontades, meus princípios e minha liberdade. Para que eu nunca me torne apenas mais um.
Sem aperreio.
Por essa terra tenho apego
a água é pouca mas se tem
meu lugar, meu aconchego
meu sertão me faz tão bem
eu daqui não peço arrego
e nem troco esse sossego
pelo estresse de ninguém.
Hoje me apego mais em Deus porque quando eu mais precisei era ele que estava do meu lado, me protegendo e iluminando a minha caminhada.
Outono da vida
Outono de uma vida, quase a um
passo do inverno.
A todo instante apego-me a
primavera vivida.
Após um verão ditoso,resta um
outono cinzento, que caminha a
passos morosos e certos, para o
fim de uma fase, de um tempo.
Também no amor se tem aquele que
viveu o outono e sem tréguas, procura
uma primavera linda, em flor.
Só que no amor existe um tempo curto
e ágil, tornando o outono da vida,
mais triste, mais lento, mais frágil.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
ouro negro
por que tanto apego
a esse tal ouro negro?
é necessidade meu nego!
é o velho cara, escaravelho
a chafurdar no bolso alheio.
mais conhecido por petróleo
ou preto óleo, petrificando
o coração da humanidade.
é a mais pura verdade.
está na fazenda
produzindo
renda.
na
rua
negra,
asfáltica,
no seu copo,
polímeros mil.
poluindo céu anil.
até parando o Brasil.
nas Arábias, morticínio,
vaticínio, falso tirocínio.
o verde amarelo enegreceu
ao céu do meu Brasil varonil.
desculpe petróleo, você não
tem culpa, a culpa
está esculpida
na vida
política
do país
a qual
avulta
seu valor
em benefício
particular, é o tal
corrupto a desfalcar
o patrimônio: Petrobrás.
à mesa do povo vai faltar
à do corrupto vai fartar,
é o bem louvando o mal,
ignorância humana
a tripudiar o lar
do mais fraco,
enfim é o
povo pato
que de fato o
pato vai pagar.
de novo. porém,
o problema é mais
sério, eis o mistério.
chegou a hora de votar,
“e agora José”, como diria
o poeta Carlos, eis a sinuca
de bico, não dá pra
se ver adiante,
será que vai
continuar
como
era
agora
no tempo
de outrora
ou no tempo de Dante?
fala sério; esse monastério
permanece desde o tempo degredado
do império, é o Brasil enriquecendo
o mundo imundo, está ouvindo,
seu José Raymundo?
eis o gigante adormecido
a continuar dormindo.
agora você vai dizer
que o escrevente
não é patriota,
quiçá, idiota.
certamente não é salvador da pátria,
somente tem um porém, já que foi
tachado de anti patriota, não vota
em ninguém, desculpe a chacota.
graças a Deus ele tem mais de setenta,
não é obrigado a votar, muito obrigado
a esse país democrático onde se é
obrigado a votar. quem quiser
entender, entenda ou
aprenda como se
nota e vota.
anote.
note
nó
a
m
é
m
!
jbcampos
"Elas são assim, uma mistura de fogo e gelo.
Apego e desprendimento. Luxuria e candura. Aspereza e mansuetude. Distração e foco. Maturidade e imprudência. Ambição e abnegação.
Elas são fusão de todo oposto possível e se os opostos se atraem, elas são imã."
Iasmin Borges
A forma que desejo é sem apego,
quando realizo é por paixão,
quando "amo", vou alem...
para que sintam esse amor sem pensar em mim.
Foi na simplicidade do seu jeito e de seu sorriso encantador que encontrei meu apego... E na timidez do seu abraço e de seu perfume acolhedor encontrei o meu abrigo.
Nada de apego tudo de desapego. Para trás poder deixar tudo aquilo que nunca foi meu. Para buscar por verdade... para buscar por pura verdade; sinceridade. E viver perdido em plena natureza. Ter de lá as estradas. Ter de teto as estrelas. Ter de teto o azul do céu; o branco das nuvens. E de parede as montanhas... de parede somente as montanhas. As vezes verdes e outras vezes simplesmente brancas. Eu estava livre. Livre como sempre fui. Livre como nasci para ser. Livre como sempre sonhei. Um grande homem. Um indomável leão das montanhas. Um puma a caminhar sobre as montanhas que tanto prazer lhe trazia. Que de coração e com tanto amor eu recebia.
Tudo que é nosso há de vir e se foi, volta. E resto é o que não vem e nem volta. O apego faz da distância algo cruel. Há todo tipo de apego na jornada. Pelo andar, surgem os fascínios.
E um monte deles são molestadores de alma que no disfarce da beleza, lançam feitiços sobre o corpo sensível aos encantos, mesmo sendo sedento de cegueira.
Entorpecido pelo encanto que me cega do corpo à alma, posso tropeçar e cair várias vezes. E, não obstante, também tem a queda do bem, ainda que incrivelmente dolorosa e confundida como uma das maiores desgraças, tem a mania de me distanciar daquilo que me desviava de quem eu sou. Do que sou.
E de fato, certas ''perdas'' me livrou daquilo que me desviava de quem eu sou.
— Icaro Fonseca
