Apagar a minha Estrela
BANDEIROLAS
A cama desarrumada ficou para trás,
Minha alma enfeitada de bandeirolas;
As cortinas pastel são tão lindas,
O sabor do corpo dela ainda está em mim.
Vejo as luzes dos postes em cores,
Ela me diz que me ama, e sorri.
Seus dentes brancos são bandeirolas,
Brancas no meu mundo tumultuado.
Ela brinca com a minha unha,
Um tapinha em sua coxa outro riso,
Tudo me traz uma paz infinita.
Carros passam por nós na rua,
O temaki com conversas bobas,
Promessas de amor eterno nos sorrisos,
São bandeirolas de amor a espalhar,
A limpar este mundo tão poluído,
A aquecer os corações tão esfriados.
Bandeirolas invisíveis vibráteis,
Tudo explodindo em forma de amor.
Somos tão diferentes, mas a amo tanto,
Em comum apenas somos gente
E o importante é querer ser feliz,
Lutar pelas barreiras e se moldar.
Se dia cair dar a mão e progredir
E cada bandeirola suja que aparecer,
Troca-la por uma de amor e paz
E só assim a gente pode seguir e ser feliz
André Zanarella 23-01-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4788385
Sua falsidade é insondável...
Minha educação suplantou...
Sua hipocrisia é intragável...
Minha esperança hesitou...
Seu dualismo é notável...
Meu coração precipitou...
Seu gostar é instável...
Minha paciência esgotou...
Diferenciar-nos, se tornou palpável...
Aí que tudo embucetou.
Agora estou ficando com sono e minha cabeça pesa. Deve ser pelo excesso de remédios que tomei. Eu ainda lhe espero, querida Morte.
Você me esqueceu ou perdeu a memória?
Passou tão rápido em minha vida,
E eu que acreditava que era amor.
Da minha primavera deixa que eu cuido. Não chegue perto se for para murchar minhas flores. Gosto do que me acrescenta, dos bons perfumes, das rosas cheias de vida. Se for para não ser assim, não chegue perto, não me visite, não lembre de mim..
se quiseres minha afeição.olha em outra direção ajuda esses animais faminto vagando pelas ruas pedindo proteção assim amigo terás minha admiração.
Para vocês, meus queridos amigos inspiradores, músicos, artistas!
Minha gratidão eterna! Luz e amor!
VISITEI A MINHA ALMA
Mãos que escrevem ciberneticamente,
Instrumentos de mau hálito da morte
Grades de ferro tapam a alma
Fiz uma verdadeira revolução
Quando visitei a minha alma
Tinha-se afundado no egoísmo
O véu descortinou-se na miséria
Instalando-se na servidão da incoerência
Enraizados no corpo, na mente
Penitências às quais fique submetido
Nos porões da inconsciência
Submundo da própria ignorância
Somente através do auto perdão
Obtêm-se a luz do deslumbramento
Ouvem-se passos vazios na escuridão
Anjos perdidos, esquecidos na penumbra
Vivem nas sombras do mundo obscuro
Toque das mãos frias, abraços de gelo
Alma assombrada que jaz de recordações
Caminho de uma paixão ou de entrega.
Donde fiz uma verdadeira revolução
Quando, quando visitei a minha alma!
O vento leva a minha palavra para alguém que eu tenho certeza que vai ler, e que essa palavra pouse na hora certa! tudo que eu peço, me vem de forma leve como a brisa, nunca questiono, porque sei que o mundo conspira a meu favor sempre! então peço ao vento, leve meus pensamentos, fale sobre minhas verdades e quebre as barreiras da mentira, que não permitem a justiça enxergar o que é obvio!
A vida é preciosa,
Logo passa,
Não posso perder tempo desperdiçando a minha com alguém que vive indecisões,
Não quero ficar, quero compromisso,
Para de me enrolar
Mas minha melhor amiga é meu único amor de verdade. O único que consegui. Porque ela sempre volta pra mim. E meu coração fica calmo. E eu a amo. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora: o que é verdadeiro volta e quem tem que ficar, fica.
Não venha jogar as coisas na minha cara. Temos uma conta de amor conjunta. Sou tão seu fã. Que pagaria até mensalidade."
Minha vida é uma coleção de sentimentos, memórias e histórias que dariam um livro. E se assim fosse, eu rasgaria algumas páginas e editaria alguns dramas. Há quem goste de ler tristezas, mas o que eu quero contar é o que me faz sorrir.
Houve momentos entre nós que ainda estão gravados na minha mente, ainda sinto o calor do seu corpo as vezes suado colado ao meu, nos lençóis molhados. Sinto o sabor dos seus beijos ardentes e longos me pedindo amor. Sinto sua voz doce murmurando ao encontrar seus desejos. Sinto suas mãos pequenas delicadas deslizar pelo meu corpo ao encontro dos seus prazeres. Sinto suavemente seus gemidos, delirando ao encontrar, e realizar suas fantasias, em que eu lhe permitia toda e qualquer ousadia e domínio sobre meu ser. Hoje nesta cama vazia não tenho mais você, e realizar meus desejos, só lhe sinto, lhe vejo, lhe ouço nos meus sonhos.
Se não confesso à minha alma, a quem recorro para confessar pecados inconfessos? Quem será livre de pecados inconfessos para me escutar? Pecados: não seria tu e eu a não ter que confessar? Mas que seja: se me dá a penitência, vamos juntos pagar.
