Amores e Desamores
Na fantasia do outro
no olhar que legitime
no perfeito da imperfeição
nos encontramos...
E nos perdemos de tanto amor.
Para depois,
num soprar inexplicável,
com cruel banalidade.
escorregadio,
despidos de sentimentos,
tiramos a roupagem,
a fantasia,
e sofremos...
E nos perdemos de tanto desamor.
Um homem pode não amar a mesma mulher toda a vida, pois, o violinista para tocar a mesma musica pode trocar de violino, um violino mais bonito, um violino de outra cor, um violino com acabamentos melhorados, rudimentares, modernos, seja.
De Oliveira
Caro De Oliveira, quantas coisas joguei no lixo? Quantas lembranças tornaram-se pesadelos para mim? TODAS as que me trazem você. Cada toque,olhar,sorriso, sussurro, beijo,ligação,traição... você tornou-se meu pior pesadelos só pelo simples fato de ser meu grande sonho.
Sou exagerada, intensa, dramática, faço "tempestade-em-copo-d'água" e se você não aguenta alguém assim em sua vida, faça o imenso favor de nem cogitar a possibilidade de abrir a porta pensando em me deixar entrar pra ver no que vai dar. Dá que você sai ileso e eu vou me trancando cada vez mais pro mundo.
PEQUENO POEMA COM DOIS SENTIDOS
Eu não te quero mais
E sinto ser uma grande mentira quando digo:
Você é a pessoa mais importante do mundo
Desenhei você no meu coração
Moldei você em minha alma
Foi tudo em vão
Nunca mais direi pra mim que
Eu te amo, te quero muito
Isto tudo já chega, me basta
Desisto desta idéia absurda
Não adianta ficar afirmando isso
Só me resta ser muito sincero
Éra o que tinha pra dizer neste instante
Eu não te quero mais
(agora leia de baixo para cima)
By Paulo Del Ribeiro
Eu me preocupo, eu penso, eu me lembro. De você, de nós, de tudo. As vezes tenho vontade de te perguntar “como esta?” “Como vai a família?” Só que isso seria o mesmo que assumir que esta tudo bem entre nós, que não existem mais magoas, e que o caminho está livre caso queira voltar. Mas as coisas continuam iguais, as mágoas ainda estão aqui, e o caminho pra voltar?! Você perdeu. Esse desamor já me doeu tanto, já me fez morrer em vida, definhar em tristeza me acabar em solidão. Mas estou me refazendo e a cada dia que passa dói menos. O final de um grande amor, não acaba com ele, acaba com duas pessoas, longe o bastante uma da outra e por muito tempo na companhia de outros corações.
A humanidade encontra-se em evolução contínua, e isto inclui voltar atrás, inclui enxergar além daquilo que se pode ver, e inclui pensar.
"Dessonhe" se for necessário. Sonhe novamente, e "dessonhe".
"Dessonhar" não é para qualquer um. "Dessonhar" pede coragem de admitir que aquele sonho não tem mais o porquê de ser sonhado. Então, "dessonhe", se for o caso.
Que graça teria a vida, se não fosse pelos sonhos, e "dessonhos"? Pelos amores e desamores, pelas curas e pelas dores?
Relacionamentos sempre são conturbados eu sei,
Mas, logo ela,
Que me dizia que eu nunca soube o que é ter um relacionamento normal, me fazer o tal...
Não sei,
Não sei o que esperar da vida,
Rasga,
Feito feridas,
Abertas,
Nunca há cicatrização,
Nem vitimismo,
Incidem,
Revivem,
Em outras histórias,
Os mesmos lamentos,
Do dia em que te pedi em casamento,
E você não aceitou ser amada.
Toda poeta tem um cemitério particular, dos poemas compostos, vividos (ou não), desvalidos, arquivados, esquecidos. Quando vividos, eram alegres, lidos, compartilhados, admirados, entregues, para então serem guardados… Certas poesias têm amor, desamor, dor(sua causa mortis). Começam com um encanto, para morrer num desencanto. Ao contrário de qualquer outro fim, a poesia é teimosa, inquieta, sagaz. Ao mínimo sinal de chuva e luz, desperta-se das profundezas de seu estado, e renasce ainda mais bela e florida, para ser entregue a novos amores, novas vidas. Assim, a imortal poesia teima em eternizar-se, ate que haja um último ser capaz de amar, ou os dois últimos seres da Terra. Só assim, como não houver nenhum coração para habitar, dar-se-á por satisfeita e findará, eternamente morrerá.
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos ,dilemas.
Mas eu cheguei tão perto de te ter por perto morena
Você se foi com seu decreto noite de deserto, inserta.
Caiam lágrimas do teto, chovendo nos meus verso sinceros
Você levou a alegria a vida que eu queria contigo
Dois filhos e também dois netos, talvez até bisnetos… seriam
Será que um dia o vento volta e trás de volta, céu lindo
estrelas vão estar lá fora sorrindo pela porta, anjinho
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério, serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos, dilemas.
Eu sei que eu estava perto de te ter por perto, menina.
"Quando as pessoas não te derem valor aprenda que os seus valores não podem ser medidos por alguém que não sabe te valorizar".
Você era uma ótima marinheira e eu era apenas uma barca furada. Juntos atravessamos vários oceanos. Mas uma hora você pulou, e sem ninguém no comando: eu afundei.
Mas cá entre nós...
Ainda existe vida no fundo do mar
Ela ainda tem medo de amar, pois, o coração dela ainda está calejado, sufocado… Em cacos.
Ela tem deixado de acreditar no amor, por medo de sofrer mais uma vez, por medo de mergulhar mais uma vez em pessoas rasas e vazias.
Ela sempre foi intensa, sempre foi uma poesia difícil de ser lida e muitas vezes mal interpretada.
Ela acredita que não exista mais quem a entenda.
Ela perdeu a esperança no amor, no amar
Preenche-me de ti
Não tenho do que seja meu,
Quando do teu vive a me rodear.
Confusos sentimentos me assaltam a alma:
E dos equilíbrios,
Tão puros e eternos...
Efêmeros desejos,
Não sabem mais em pé ficar.
Então, deita-te tu em mim.
Recolhe-me!
Preenche-me de ti.
Vigia-me!
Sufoca o desamor de dor.
Sorrateiramente, ganha-se cor,
Faz-me flor sem pudor.
Do que seja meu, em tu, morada se cria.
Pondera-se a razão de não se ter solução,
Nesta risca de amor, em teu ardor,
Desequilibra e esfria,
O que de por clemência,
E vingança anistia,
Meu corpo por ti ardia.
Desconcertado
Ando desconcertado
com uns tropeços ai
do meu coração.
Ando tentando não errar os passos dados
tentando não trocar
os pés pelas mãos.
Ando dando passos errados
desconcertado
em meu próprio refrão.
Perdido nas lembranças
de outros tempos
lembranças de um antigo amor.
Ando minguado
choroso
feito eu só!
Paro as vezes ao lado dela...
Relembro os doces desejos meus
pretendidos ao auscultar sua voz.
Morro nos versos poéticos, ora lidos...
Revivo nos segundos que estou só!
Caminho desconcertado pela vida.
Na rua da casa dela, nem passo mais.
Lembra-me as flores no muro
dos beijos, dos abraços, do fim.
Tens o que precisa: o meu número está na sua agenda; meu endereço na fotografia de sua memória; a minha cama arrumada à sua espera; e o meu coração, esse não me pertence mais... O perdi quando te encontrei.
Se a vontade vier, venha!
Se não, não!
