Amor Iludido
O amor é ilusão
E o sofrimento
E o rancor
E o ódio
E a maldade
E tudo de ruim
Que existe nesse mundo,
E a morte de quem
Estava vivo
E o apocalipse
Dá nova e velho época,
O amor só existe
Para nós matar,
Nós matar de forma
Mais dolorosa que
Se pode pensar.
As mulheres eram um pé no saco com força. Os caras eram babacas ao extremo. O amor uma ilusão vivida por aqueles que tinham sorte. Um escritor precisava se conservar, precisava de um bom vinho, precisava da solidão e de uma musa tão especial quanto ela. O resto eram coisas vazias, sem almas, um desperdício de tempo e de energia.
Muitas delas são frias mas não por falta de Amor, é por ilusões, decepções, alto defesa, falta de reciprocidade e rancor.
Que toda ilusão, vire verdade.
Que toda solidão, vire paz, amor e tranquilidade.
Que toda poesia, vire realidade.
E, que todo pensador possa merecer o drama que faz de verdade.
O amor é uma ilusão, sob a qual a vida se sustenta e ganha sentido.
Sem essa ilusão a vida torna-se uma desilusão absurda e mortal.
Ele é uma ilusão tão boa e forte que faz a vida valer a pena.
Sem tal ilusão, nada faz sentido.
O amor já é em si algo sem explicação, e se ganhar sentido ou explicação, perde - se o melhor dessa maravilhosa ilusão.
Perdemos a essência
A ignorância predomina
Ilusão virou febre, coisa que só fere
Amor é raro, quem tem é felizardo
O veneno,
amor perfeito,
sentimento e delírio,
ilusão em maquina,
olho para espelho...
o vejo está destorcido...
uma dose pequena alivia a dor,
aumenta o desespero e angustia...
torna se o destino desejado,
entretanto o vicio e obsessão
são companhia ideal
para as noites que se dissipam
no ar de desilusões que cobre o coração...
ao mesmo tempo se dá o alivio que tudo é um momento.
POEMA TRISTE
Poema triste de amor
Por tantos mares navegados
Numa profunda ilusão
Passado que brota vida
Num futuro sem razão
Que nasce no chão
E deixou-se levar
De coerente riso
Ou de coração quente
Pelos dedos caminham
Ou perdem-se no tempo
Num destino de alguém
Entre novos passos
Na covardia do homem
De um olhar ao relento
Num desejo silencioso
Nas águas de penas
Entre o rio e o mar
Gaivotas que voam
Nas palavras escritas
Num triste poema ou não
De um grande amor.
O amor é um ilusionista que com os seus truques nos enfeitiça, imaginamos o inexistente e nosso genial inconsciente os recria, tal qual nossos sentidos os imagina.
TROVA - 137
Quantos amores, outrora!
Iludi, fui iludido...
Mas felicidade mora
Só no amor correspondido.
Uma grande ilusão
Foi esse nosso amor
E aquele adeus inexistente
Causou uma grande dor
Você querendo curtição
Eu querendo te amar
Você era como um passarinho
Ficou, mas precisava voar
Você se foi
E contigo levou meu coração
Pensava que era paixão
Mas era sonho, pura ilusão
Voe meu passarinho
Foi pra longe e me deixou
Que tu encontre um novo ninho
E me deixe aqui com minha dor
