Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
E o tic tac do relógio do tempo bate em compasso com as batidas do coração que pulsa entre um suspiro e outro num corpo cuja alma é oscilante como o vento.
O ENIGMA DA RECONSTRUÇÃO
(Versão Luz)
Entre fases e eclipses, o que não se vê, floresce na penumbra.
Coleciono silêncios e as versões que eclodem e agora emito,
Nessa reconstrução que transmuta fuligem em velocidade:
Meteoros que não ferem, mas iluminam o que há em mim.
Intuições sussurram — melodias raras — até que o enigma se decifre
Em versos e retroversos que volitam
No campo estelar do meu próprio infinito.
Lu Lena / 2026
O ENIGMA DA RECONSTRUÇÃO
Entre fases e eclipses, as sementes germinam no escuro.
Coleciono silêncios macerados em cascas retorcidas no caminho.
Nesta reconstrução, que transmuta uma densidade veloz a alma meio atônita,
Observa da dimensão os meteoros dos planetas distantes que não ferem,
mas iluminam o que não tem fim.
Intuições sussurram notas musicais e raras em minha mente confusa e abstrata
até que o enigma se decifre em versos flutuantes
que buscam uma aterrissagem plana
nesse campo estelar do infinito que tento encontrar dentro de mim.
Carrego com mão trêmula a lanterna da luz do tempo
que me faz renascer a cada suspiro.
Á NÓS...
Entre atalhos e os reversos
Com essa taça de vinho tinto…
Nesse embarque sem regresso…
… vou sussurrando ao teu ouvido…
fragmentos de meus versos…
TRAGA MEUS SONHOS...
A porta está encostada
E não precisa bater…
Entre…
e traga todos os sonhos
que não consegui viver…
Por que?
-São meus e voce os levou
sem nada dizer…
CAMINHO...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
no caminho vou deixando cicatrizes
e marcas dos meus pés descalços...
Tudo que é expresso através de gestos, olhares e palavras, entre presságios e enredos vem sempre a tona em mim que vou decifrando no âmago de minha alma os enigmas da vida que são esses mistérios e segredos que instintivamente reconheço em ti e se fundem em nós.
Anestesiada da vida (alma) e num corpo em estado de dormência fico oscilante entre um teto e um chão (sina).
E a serpente traiçoeira e indigesta ainda desliza entre a humanidade que caminha entre os escombros das maçãs podres e envenenadas que proliferam pela Terra...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
atalhos e reversos do sepulcro...
as marcas dos meus pés descalços...
suor misturado com o sangue rubro
Prossigo no caminho do manto sacro...
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
ECOS DO TEU NOME...
Grito à ti que existo mas no abismo desse silêncio entre nós dois só escuto os ecos ensurdecedor do teu nome…
ENQUANTO ISSO...
Às vezes a alma que habita dentro de nós, tem preguiça de acordar…
e entre um bocejo e outro a gente vai vendo a vida passar….
CHÃO E CÉU
(A plenitude de uma caminhada entre dois mundos)
Só pelo simples fato de poder ter vivido, caminhando às vezes com um pé no chão e uma mão no céu, já valeria a pena fechar os olhos e adormecer na eternidade.
Lu Lena / 2026
O PESO DO SER
(Entre o ruído e a desconexão)
Dentro de mim ouço ruídos pesados como chumbo. São nesses gritos, que ecoam um som metálico e se arrastam por dentro da consciência, que o mundo lá fora se apaga. Eles ocupam os espaços onde antes "por lapsos de instantes habitava o meu silêncio".
É uma gravidade particular; cada pensamento que surge não flutua, ele cai, sólido e frio, exigindo um esforço absurdo para ser levantado novamente. Tento traduzir o que dizem essas batidas surdas, mas o chumbo não fala, ele apenas me desconecta, impedindo que eu esqueça o peso de estar aqui.
Viver e conviver assim não é drama; é um estado de suspensão onde não há compreensão, apenas o peso de ser. E mais nada.
Lu Lena /2026
Expectativa versus realidade.
Todos nós em algum momento vivemos este dilema entre o que se sonha e o que se realiza.
Sabemos que os sonhos alimentam nossas esperanças e nos impulsionam para algo além de nossas perspectivas.
No entanto vivemos em uma realidade em que quase nada funciona ao nosso sabor e vontade.
Saber dosar o sonho e a realidade, o desejo e a realização, não é tarefa fácil.
Trabalharmos nossos sonhos para que eles se concretizem, exige muita determinação, coragem e, em alguns casos desapego.
Não há conquistas sem renúncias. Se quer algo em suas mãos, com certeza terá que abrir sua mão de algo que já possui.
A física elementar diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, com a nossa vida não é diferente, para o novo entrar, necessário é desapegar do velho.
Assim, mantenha seus sonhos, mas, acima de tudo mantenha os pés no chão.
Lembre que o caminhar lhe ensina que enquanto um pé está no chão (realidade) o outro está no ar (sonhos).
Ambos são complementares e necessários.
Viva essa dualidade, aproveite, isso faz parte de você.
Pense, reflita.
Paz e bem.
PRECISO DIZER QUE TE AMO
Eles viviam assim, cada um na sua casa. Havia uma ponte entre eles.
Eles viviam um sonho, cada um com a sua asa.
Havia respeito entre eles.
Ele tinha medo que ela não suportasse seu mau humor matinal. Ela não queria ele a visse de cara amassada.
Ela ansiava por uma vida nova. Ele ainda remoía as lembranças de uma vida passada.
Ele, distante, sorria enquanto seu olhar a procurava. Ela, insegura, temia os rumos que a vida anunciava.
Ela, incrível e linda, tentava fugir, mas já não dava. Ele, apaixonado, escrevia esta carta para dizer o quanto a amava.
