Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
#Quem me #dera
Tentei fugir das sombras que me perseguiam, mas desisti...
Entre bares, nos fundos dos copos, tentei te encontrar.
Todo o amor que nos prendera desfez-se como asas de cera...
Quem me dera...
Quem me dera...
E por vezes as noites me cobrem de angústia...
Tortura-me os dias...
Vivendo sem no entanto ...
Esquecer-me desse encanto...
Que perdi...
Hoje...
Na esquina de cada rua...
Sem ti...
Vagando...
Eu sou...
Tal como a lua...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poeta
Caminhei pelas ruas e calçadas...
Entre dias e madrugadas...
Lua em companhia...
Noites quentes...
Noites enluaradas...
Estradas prateadas...
Conheci salões cinzentos...
De muitos risos...
Poucos alentos...
Muitas loucuras...
Tantas tolas fantasias...
E no espanto do menino...
Em que tudo descortinava ...
Pude ver algumas monstruosidades...
De mentes inacabadas...
Almas vazias...
Grandes gargalhadas...
Bocas úmidas...
Que taças e copos tudo absorvia...
Perdi querendo encontrar...
O que nunca esteve por lá...
Nada contava nem tinha nome...
Eras de breu...
E o réu era eu...
Era tão fácil ser feliz ...
Mentirosas propostas ouvi...
E no sabor do vinho me corrompi ...
Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...
Sem estar...
Em ruas que ficaram para trás no tempo...
Sem estar ...
Esperança que aprendi com as ruínas...
Triste e lamentável fado...
Hoje...
Paz cultuo...
Na lembrança desse banco...
Aqui sentado...
Sandro Paschoal Nogueira
Ao invés de abraços apertados,
uma sequência de emojis variados...
Entre os anseios de uma poesia,
você me dava likes,
gravava vídeos.
Eu te dava bom dia,
até quando não tinha bateria...
Por meio de frases esparsas
nos tornamos amigos:
tínhamos nossos códigos,
nossos artigos preferidos
nossos abrigos.
Mas foi só isso.
Sem entrega (ou por cautela)
nossos sonhos,
sem brilho,
foram ofuscados pela tela.
Se sentes esse vazio no peito, essa sensação de estar avulso e flutuante não entre na sintonia...leia um livro, escute uma música, aprecie a natureza, respire fundo e caminhe sem rumo e observe os detalhes que encontrares nesse caminho, podem parecer bobos e fúteis mas são canalizadores dessa energia que momentaneamente suga tua alma... pois a vida é feita de sinalizações entre percursos de nossa caminhada evolutiva, então prossiga e não desista e dobre a próxima esquina...
Entre uma pausa no passado vou refletindo no hoje e fico aguardando respostas num futuro oscilante...
No teu caminho surgirão muitas pedras e entre elas ervas daninhas que obstruíram tua passagem, mas ao invés de te preocupares em retirar as pedras, tente tirar a ervas daninhas primeiro, verás que o trajeto ficará mais limpo e mais leve (retirando esses resíduos de mágoa e ressentimentos) o corpo ficará tão leve que tua alma volitará sobre as pedras.
Entre reclamar das adversidades da vida e sorrir pra elas, prefira sorrir e quando sepultarem seu corpo no lápide, ou mesmo que sejam fagulhas de cinzas no ar, seu sorriso ainda continuará fluindo energia no cosmo, assim como o esplendor de uma aurora boreal, porque a reclamação só fará a terra pesar como pedra sobre nossas almas...
Tudo vem e tudo vai mas tudo passa... mesmo que as vezes burlamos por atalhos entre encontros e desencontros, a verdade será sempre o caminho que te levará à luz.
A vida vai te dar aquilo que tu acertasses lá, portanto, segue nesse malabarismo entre erros e acertos nessa linha oscilatória (destino) e conforme a tua procrastinação em aceitar essa sina, o vento soprará tua leniência ao tempo...E enquanto o sopro da vida suspira em ti... Corra, que ainda há tempo.
Tudo na vida tem um ponto final, mas é impressionante como nossa cabeça gira por entre as reticências.
É nesse olhar distante que eu vejo o tudo e o nada e entre um suspiro e outro a vida (as vezes) nesse mundo parece ser tão perto...
Uns com muito outros com pouco e alguns com nada entre esse percurso no céu e na Terra o corpo segue com esse vazio
na alma...
Não entre em sintonia com a voz que grita, mantenha a mansuetude em teus argumentos, lembre-se que é no silêncio que anjos enviados de Deus sussurram aos teus ouvidos...
Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer
e aí me pergunto: - Palavras pra quê?
Entre sorrisos soltos, gargalhadas escrachadas e lágrimas que as vezes nos fazem naufragar num oceano tempestivo de sentimentos e emoções, saibam que a cada amanhecer o arco íris desponta naquele porto onde cada barco parte sem destino certo e alguns se perdem em cada arrebentação, cuja bússola para encontrar o caminho de volta é o que cada pescador usa como farol em seus sonhos e... também como você usa.
Não pense com a cabeça, pense com o ser. Não entre na sintonia, saia da frequência. Não te desespere, mantenha a calma e respire fundo. Por mais difícil que possa parecer o problema que te aflige, saiba que ele é passageiro, assim como a folha de outono que é trazida com o sopro do vento e ornamenta o chão que pisas, também é levada para longe para que o teu novo amanhecer receba a luz do sol para que continues nessa jornada sem olhar para trás. Te posicione como uma águia que renasce das cinzas, pois a tua fé sempre virá com mais força em ti e tuas lágimas não secaram, apenas escoaram para o teu coração para que ele possa flutuar mais leve em teu peito e não doa tanto quanto suspiras.
E ela pediu licença para buscar a existência que partiu...e entre um suspiro profundo e outro que chora a dor da saudade da alma que não retorna deixando essa lacuna dentro de mim nesse corpo vazio que não acho inicio, meio e fim.
