Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
DESUMANO HUMANO
É deprimente pensarmos na semelhança
entre a mente humana de agora
e a mitológica Caixa de Pandora (na verdade um jarro).
Na perseverança do homem
o jarro já se via derramado
e apenas a esperança
nele ainda contida
segurava-se em cada lado.
A boca do homem
é a boca do jarro
e delas saíram
todos os tipos de escarro.
A crítica humana
quase sempre anestesiada
é demasiada desumana.
Com pouco tato
destruímos a firmeza moral de um bom caráter
por um único ato.
A hombridade
que leva anos para formar-se e consolidar-se
desfaz-se de imediato
aos olhos do humano nato.
Temos o julgamento e a condenação prontos
antes mesmo do fato
e tampouco nos pautamos
pelo sensato.
Basta uma pequena e infeliz ação
para devolvermos em pesada e desproporcional reação.
Não foi assim que Newton
o gênio
não obstante humano
nos ensinou.
Se alguém desejar perceber a distância que pode haver entre os “fatos” e o significado dos fatos, permitam que esse alguém entre no campo da discussão social. Muitas pessoas parecem supor que os fatos carregam em si o seu significado, na sua própria face.
O NADA E TUDO
Numa era de conhecimento externo, mesmo considerando entre o possível e o imaginário, ousando rasgar o tecido do nosso pensamento habitual, para encontrar algo diferente e inovador, é preciso pensar ideias, teorias, sistemas de pensamento, disciplinas, não somente pessoas, pois, o universo não se importa com nossos desejos.
Devemos buscar, não renovando o que já sabemos, mas, algo intocado que podemos achar onde se encontrar e modelar ao benefício humano, apesar de tudo o que fazemos seja uma tentativa infrutífera para criar algum tipo de permanência, algo para desafiar o esquecimento e não permitir que nossa ilusão de permanência ceda à realidade de nossa frágil existência.
Sabemos pouco do que pensamos! E, se nossa alma nos ouvisse falar as descaradas afirmações do conhecimento do nada que dizemos de modo veemente e brilhantemente apresentado como falamos para os outros, se esconderia de nós.
Podemos presumir que o cérebro, em sua complexidade, é co-dependente com a mente, mas, não cria consciência, apenas manifesta-a. Porém, não faz sentido o homem ser casual sobre a extraordinária significância de seu cérebro, que aprende a entender, falar e desenvolver linguagem e pensamento, sem indagar se a consciência pode existir além do cérebro, como nos alegados relatos de experiências fora do corpo e, em caso afirmativo, como o faz e como o sustenta?
A passagem para a eternidade escondida nos sonhos em nossa curta vida é como um sono onde a consciência das grandezas merecedoras de atenção contraem importâncias reservadas transitando de um momento para o outro sem continuidade definida.
Afirmar que o nosso cérebro é interligado para receber e reconhecer tudo, é considerado radical e contra o sentido tradicional do mundo.
Em contrapartida a hipótese do espaço como um nada vazio sem propriedades tangíveis ou intangíveis, infinito, silencioso, escuro e gelado, sem movimento e imutável, é incompreensível! Então, como é que estamos aqui, se o nada também significa nenhuma lei, o que há para evitar que algo venha do nada?
Quando o indivíduo descarta o todo de tudo o que existe e afirma o nada, se contradiz, pois, está substanciando o nada, mesmo que somente como um conceito. É possível que tudo veio do nada e o que existe é cíclico, algumas coisas transparecendo não ter inicio nem fim, outras aparentando linearidade. E assim deve ser o espaço de tempo durante o qual as coisas ocorrem e se completam tornando infinito a regularidade de vida do universo.
As perspectivas culturais consentem a ambiguidade nas definições do infinito, do zero e do nada. Contudo, a dualidade absoluta da observação do nada cria espaço e consciência, pois, não é possível delimitar o vazio e o nada das coisas existentes sem algo consciente observar tal ausência, pois, a visão é para a mente o que a dimensão representa para a geometria. Demais, o conceito do nada é algo a partir do qual nada é pensado e construído.
Versos íntimos,
Sem sensações
O sangue se derrama,
Nas entre linhas,
Julgo o que ninguém vê,
Bem como as intemperes
São as portas do destino,
Bem qual se destina tua vida,
Seja um suspiro para o futuro,
Inconsciente nesta cena,
Que se reproduz o desejo,
O sinto secreto mais profundo,
Verte até umidamente...
Sendo assim o lapso
De emoções em um parador
Extremo bem acido...
Sobre a língua dormente,
Tremula entre tantos...
Sejam o ultimo sentimento...
Algoz puro atroz...
Venha suas lagrimas de prazer,
Grite sem que ninguém compreenda...
Podem te tirar tudo meu irmão, mas o seu conhecimento e o seu aprendizado conquistado entre glórias e derrotas, você levará consigo para sempre. Deus é conosco!
"Confiança Zero! É assim que o relacionamento entre o meu Eu, e o seu Eu ocorre. E não é culpa nossa!"
ESCURIDÃO
Perdido na escuridão da minha própria mente
perambulo entre meus infinitos pensamentos.
Nada vejo e nada ouço, mas sinto a presença.
E assim vagueio, desprovido de sofrimento.
Mesmo que inerte em tal febril momento
anseio um alento para esta travessia.
Em vão, procuro sua cálida alegria.
Sequer uma centelha de esperança.
Nada alcança ou acalma esta alma.
Caminho sem destino certo
e desconheço se está perto.
Tudo parece assim distante
e ainda foge num instante.
As palavras se consomem.
Os versos somem.
Chego, enfim
a este fim.
Tão longe do mundo e tão perto de tudo minha alma a desfilar entre enormes rochas. Escrevo para viver não vivo para escrever. Navego no mar da minha própria solidão individual.
Corri entre campos de vegetação secas com o meu amontoado coração repleto de liberdade e paixão. Vivendo livre pela a estrada como um andarilho... como um simples e mortal vagabundo. Cujo a alma entreguei a Deus.
Dos momentos belos passando livre pela natureza ficou como uma tatuagem mística marcada na alma. Não teria como esquecer momentos belos de sinceridade que tanto me agradava.
A estrada me proporcionava uma enorme liberdade que me impulsionava cada vez mais em viver. E entre uma curva ou outra me sentia cada vez mais como as correntezas de um grande riacho.
PALESTINAMOR
Queremos la pAz
Uamor habitado
Quieremos
la seguridad de la vida
Humana entre ela mundo
Um dia a mais será um dia a menos aproveite bem seu momento pq entre um dia a mais e um a menos nunca se sabe qual será o último
Não se engane, tenho entre familiares atitudes que me enojam e entre amigos, por mais loucos que sejam, qualidades que me inspiram a ser alguém melhor. Nem sempre o laço é saudável.
Entre todas as belezas da terra
Me encantei pelo teu mar
Sei que quando distante estiver
Minha memória te alcançará
Verás o meu riso
Em um frevo de alegria
Verás o tamanho da minha saudade
Verás a emoção em meu rosto, correr
Recife entre todas as beleza
Eu escolho você.
Florestas, mares montanhas...
Entre nós levantaram-se tantos obstáculos!
Mas cá estamos:
Sobreviventes do sentimento que não mede distâncias,
muito menos o cruel passar do tempo!
Da mata escura, das pedras removidas,
das águas que pretendiam nos afogar
restou o nosso imensurável afeto,
eterno como as nossas almas.
Cika Parolin
A diferença entre ler uma crônica esportiva e um paper sobre quantificações do efeito Helmholtz–Kohlrausch?
O texto técnico é maçante. Não porque o assunto não seja interessante, mas porque o pesquisador não possui uma linguagem acessível para comunicar suas ideias. Ou porque o trabalho está ininteligível, indecifrável, impenetrável. Quem melhor do que o Kant para explicar suas ideias? Qualquer professor de filosofia do ensino médio ou escritor de "filosofia-no-bolso". Talvez não TODO PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO.
Difícil é escrever fluido e cirúrgico, empático e simples sem deixar a exatidão. Difícil é ser um Darwin. Sua escrita é quase inigualável para despertar ideias em pessoas que estão envolvidas com a ciência e que exercem o esforço adequado para envolvê-las. Embora um texto intrincado não seja sinônimo de complexo. Sempre há uma tentação de justificar a própria incapacidade de entender algo afirmando que não é possível entender.
Na entrada de uma antiga cidadezinha, na divisa entre a Itália e a Suíça, há uma placa com os dizeres que em português corresponde a : " Nada a temer, se praticas o bem".
Não lembro mais o nome da cidade, mas tal pensamento passou a me acompanhar. Diante de um receio qualquer
pergunto-me se ele provém de algo ruim que eu possa ter feito.
Caso a resposta seja "não", imediatamente afasto-o da minha mente e sigo em paz.
Cika Parolin
