Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Não há fronteiras entre espírito e matéria, alma e corpo. O ímpeto psíquico é um instinto magicamente racional, que poucos reconhecem.
Noite entre os dedos
... Essa desordem recocheteada - fica lembrada,
nessas sólidas vãs passadas, desérticos tempos,
do meu rosto petrificado, nós, deflagrado par...
- Aleijo-me Nínféia esbelta em purpúreos beijos,
faz-de-conta - faz de represas alongas,
dum giro o tempo... não mais,
por menos que lhe espere... deixar-me-á sós...
... Vista de longe não lhe alcança, alças teu vôo,
levarei... sim, vosso beijo Solar e Estelar,
entres um eclipsar... noite - dia e amar,
não disfarço o olhar - no pluralizar o pensar,
sigo sem singularizar... um sujeito a vos abraçar...
O Evangelho é a única mensagem no mundo, onde o Deus do homem venho e habitou entre eles, e depois fez morada dentro deles.
Sortilégio
Seduceme entre blue grass
Enredame entre armas brancas
Cativar -me sorrir verde
Sorria para entre lábios vermelhos
Eu vejo muito, mas tão pouco de pena
Eu vejo pouco e se contentar com nada
Eu não tenho nada e eu quero tudo
O paciente dorme e acorda
Sua paisagem é minha fronteira
Muitas vezes eu não vi
Andar através do fogo e punição
e entre areia eu perdi
O pensamento nos engana
Quanto mais você esquecer mais memorável
Os mais tiros mais cry
Quanto mais você ama , mais você sofre
Talvez sentindo transformou em obsessão
Mel que caiu para o final de costume
É por isso que nós nos tornamos tão louco
O que é que nos torna tão sã
Vai ser a fonte que brilha fora de sua boca
Será feliz que nós gostamos o lamento
Será que vamos buscar uma razão onde a razão não
Será o feitiço que me deixou e foi para você .
Fundos
Entre o que já foi e o que ainda é,
Eu vejo através das janelas os horizonte que escondem os esforços feitos por aqueles que ainda hoje não estão dentro.
Assim continuam admirando pelo lado de fora.
Navegar é meu canto, meu refúgio...entre pedras e areias naufrago de encontro as ondas, sou levada pelo vento, carregada pelo som da madrugada até a imensidão do mar.
Entre na vida de um ser com a certeza que permanecera de forma positiva ou negativa para o resto de sua vida.
O ser humano só tem um cérebro para que não haja dissensão entre uma mente e outra, pois caso isto ocorresse o corpo inteiro seria destruído.
Parabéns amigo pela curiosidade boa que teve em observar tal fato tão costumeiro entre os zangões e nem sempre observado por nós humanos. Abraços fraternais.
Teu olhar vem em mim como vinho e desabrocha feito mar...entre um e outro nasce o riso, a alegria...deságua a paixão, água corrente banha meu corpo, trás teu cheiro e me carrega para jardins, flores...cheiro teu, invade meus poros, minha pele, suave, quente !
Bom dia...bom dia...bom dia!!!
Aqui [entre tantas outras...]
Tem galinhas na porta
Tem couve e cebolinha na horta
Tem gansos na represa
Tem leite quentinho na mesa
Tem celular no bolso de cada um
Tem pão de queijo para o desjejum..
E se a gente for lá embaixo
Tem um pequeno riacho...
mel - ((*_*))
Somos a certeza do que não queremos, a dúvida pelo caminho a seguir, o talvez que pende entre o sim e o não, mudando de acordo com o vento. Somos a conformidade dos dias cinzas, o corpo acolhido na cama, o cansaço tardio do tempo em que a vida cabia numa mochila. Somos uma mala remendada e bagunçada, remexida, precavida. Somos a leveza esquecida, a impulsividade amarrada, a risada contida, a paixão amornada.
Somos nós com a nossa melhor companhia, sem o medo da solidão, confortáveis com a própria presença. Passamos a nos entender mais e nos aceitar melhor. Percebemos que verdadeiros amigos são poucos e que amores verdadeiros são raros. Não entendemos como fomos tão tolos e tão felizes, e porquê a sabedoria tem que vir de mãos dadas com a melancolia.
Somos a nostalgia daquilo que fomos, a saudade do que foi vivido e sentido, a lamentação da entrega cega, a dor latente da queda. O pensamento de que teríamos feito tudo diferente e exatamente do mesmo jeito. O arrependimento pelo que fizemos ou não, os porquês sem resposta, o tempo perdido. A falta de tempo que não deu tempo para nada. O vazio que ficou.
Somos a perspicácia adquirida depois de alguns golpes. A malícia extenuante que prefere mil vezes ceder o seu lugar à singeleza da boa fé. O agradecimento por ainda ter um bocado de lisura no meio de tanta desconfiança. Somos o faro aguçado e as unhas felinas, precavidos ao bote, antecipando o movimento suspeito. E nos convencemos de que somos melhores assim, mais fortes e preparados para as bordoadas, quando, na verdade, queríamos mesmo é voltar à época da credulidade e ingenuidade.
Somos uma constante metamorfose e a permanência da criança de antigamente. A casca se molda enquanto a essência persevera. O que somos é diferente do que nos tornamos, mesmo que o lado de fora influencie o de dentro. Mudamos a nossa forma de enxergar o mundo, o outro e nós mesmos. Modificamos o olhar sobre tantas coisas sem que deixemos de sentir cada uma delas. Os sentimentos perduram, enquanto a necessidade de ter razões para eles perde o sentido.
Somos o passo mais firme, a decisão coerente, a prudência sentimental, a disponibilidade laboral. Somos a necessidade de fazer parte de um grupo e a total falta de vontade de pertencer a um meio. Somos o duelo entre a soltura e a prisão. Não gostamos quando nos prendem, mas não admitimos quando nos soltam. Somos carentes da profundidade e dependentes da superficialidade.
Somos uma mistura do tudo e do nada que nos identifica e nos assemelha. Viver é isso. É um somatório de momentos, uma coleção de emoções, uma constante construção do ser. No fim das contas o importante é permitir-se. Por isso somos o que somos; o resultado daquilo que fomos e o rascunho do que um dia seremos.
Por quanto tempo terei de vida, vanglorio-me, porém disfarço entre os punhos os anos, dum perdido eu em julgo a desfilar-me entre impiedosos olhares...
O VELHO DA BANDEIRA
Colori a minha linda bandeira
De papoilas vermelhas no verde campo
Entre o trigo, a cevada e o centeio
Feita da mais pura seda já vista algum dia
Vejo a partir da minha janela um velho
De olhos enrugados com pedaços do céu
Com o coração aberto ao longo inverno
Talvez à espera do quente verão
Tarde em silêncio, misturada de oração
Caminhada alegre, tocando o chão
Oprimido, anda nas tramas do seu corpo
Cronologia alinhada de uma metáfora fragmentada
Dignidade presumida de um vendaval
Terapia de discursos roubados em sonhos de liberdade
Incontrolável sentença, na sua débil resistência.
"Em um namoro/casamento deve haver tolerância entre ambos os lados, lembrar todo dia ao amanhecer que o amor deve prevalecer sobre qualquer coisa ruim que aconteça."
