Amor entre Almas
Fatalmente, noto que as horas entre 17:30 e 19: 30 são as piores. Explicação astrológica, mística, oracular, cabalistica, ufos, magia, inveja, raiva dissimulada, entre todos os misticismos em curso da atualidade, não sei. Sempre acontece entre essas horas, quando tenho conversas off-line, que por mais que tente explicar que a felicidade se encontra escondida dentro do coração de cada um, há uma insistência aberta ou velada, que eu seja a solução dos problemas em curso na vida das pessoas. Para alguns, minha vontade é de me teletransportar e dar um sacudida no cérebro de alguns, para ver se dá uma ordenada nos neurônios para colocar também as ideias em ordem. Como só palavras não adiantam, pois preocupados e me imaginando uma espécie de guru e mago faz-tudo, o que me sobra é ficar ansioso e frustrado, o que me leva até tomar calmantes de vez em quando. Não me preocupo com possíveis influxos negativos de pessoas que não conseguindo seu intento, possam me enviar. Sou imune à magia, já dito e confirmado por "n" esotéricos de confiança minha. O que pega mesmo são as discussões intelectuais, outras nem tanto. Imune sim, disseram alguns, mas acho que vou contratar uma benzedeira em tempo integral apenas para garantir.
Meus olhos lacrimejaram
Isso parecia tão surreal
Presa nu entre vales desertos
Eu senti medo de mim mesma
Pela metade
Acordei pela metade
entre o sonho e o real;
porém, estava você nos dois
me chamando para ver o sol,
que eu não sabia,
se aqui ou no Japão...
Bens e necessidades
Nesse tempo de crise as pessoas andam refletindo entre bens e necessidades, reaproveitando coisas da estação passada, se esforçando para economizar, colocando sua autoestima para cima sem precisar de tantos cosméticos, mas vira e mexe não estamos imunes aos erros, o erro do desperdício, da doença inevitável do consumo, do resultado de nossas más decisões.
Outra coisa sobre bens e necessidades que confunde a gente é a liberdade, a reafirmação de amor, os aprendizados com os acontecimentos, o divertimento sadio, inócuo, a fronteira entre a firmeza e o desequilíbrio, a boa aparência e juventude e o foco no casamento.
A ciência do bom viver diz que parte de nós possui inteligências arianas que rir da própria desgraça e a outra parte rir da desgraça alheia, que parte de nós conseguimos enxergar o coração do outro, outra parte não, que parte de nós acha que não vale o esforço e que tudo o que podia ter vivido já passou, outra parte luta sem saber por dependência afetiva.
É difícil adquirir um pedômetro, um padrão de beleza é sempre arbitrário, ou os abandonos são sempre injustos, ou a gente pode parar de tentar, a gente pode parar de se importar, parar de ter sentimentos, prender numa gaiola os déspotas.
A gente chega a poluir o ambiente por preguiça, a gente se arranha por sermos diferentes, a gente acredita que homens só gostam de mulheres bonitas, a gente fala só coisas bonitas para não deixar ninguém chateado, a gente curte um cara safado que fala de tudo até levar você pra cama, um estelionatário emocional.
A gente reclama de excesso de trabalho, da vida desequilibrada, agente se acha velha aos quarenta anos de idade e jovem demais para se despedir da vida aos 100, a gente morre por dentro, mas não dá o braço a torcer, a gente fala que a verdade liberta, mas vivemos de ilusões.
Um dia a gente entende que são as pequenas despesas que levam embora nosso orçamento, entende que somos todos macaquitos, que tudo que vivemos tem desdobramentos psicológicos, que sentimos inveja e até cobiçamos coisas alheias.
Ninguém precisa de títulos escolares para discutir seus argumentos, ninguém precisa de Deus como amuleto do qual me lembrava cada vez que enfrentava dificuldades ninguém precisa de posses para ser mais ou menos feliz.
Geralmente paramos de descobrir coisas novas sobre nós mesmos, a gente nem sabe que podemos ser vitoriosos sobre os nossos hábitos, a gente cria briguinha e acusa o parceiro por tudo e no fim pergunta se tá tudo bem.
A gente não dá importância ao mal-estar doméstico, na falta de atitudes adultas e descoladas, na história que se repete, na saúde perfeita até perdê-la, no relacionamento não estável. E quais nossos bens e nossas necessidades mesmo?
ENTRE.TANTOS.TODOS
ENTRE.TANTOS.OUTROS
ENTRE.TANTOS. TUS
ENTRE.TANTOS. EUS
ENTRE.TANTOS. NOIX
ENTRE.TANTOS. TUDO
Ieda Zanotti
Sonhei por poucos minutos, uma espécie de sonho que envolvia a linha tênue entre ilusão e realidade. Era exatamente qualquer instante de qualquer dia de meio século de existência.
No sonho eu era um super-homem, fazia parte de uma organização que tem como lema vidas alheias e riqueza salvar. No sonho vestia uma farda que podia ser vista a quilômetros, tinha um alaranjado extremo com uma palavra de nove letras escrita às costas, e se destacava em qualquer lugar que estivesse.
No meu sonho subia prédios em chamas para ajudar pessoas desesperadas, ao mesmo tempo em que mergulhava em rios perigosos para resgatar crianças que estendiam suas mãos. Era um pouco assustador, mesmo sendo um sonho, mas eu descia de helicópteros em locais que o acesso por terra não existe, e depois disso tudo entrava em cavernas escuras e saía de lá com pessoas em minhas costas.
Muitas coisas aconteciam simultaneamente, sabia fazer nós e não tinha medo de ser içado por apenas uma corda de um helicóptero a muitos e muitos metros de altura. No meu sonho as pessoas me olhavam com respeito e admiração, fui aplaudido quando saí, certa vez, de um buraco escuro com uma criança acolhida em meus braços.
Nos poucos minutos que meu corpo cansado dormia, imagens e mais imagens se passavam em minha mente. Recordo-me que entrava em um imenso prédio em chamas, levava equipamentos pesados, não tinha medo, sabia que Deus o transformara em esperança.
Bastava uma sirene, para que meu coração batesse mais rapidamente, e para que eu corresse o mais rápido que pudesse, podia entrar em uma ambulância, em um avião, em um caminhão com luzes por todas as partes. Podia ser médico, piloto, mergulhador, socorrista, tripulante operacional, protetor do meio ambiente, engenheiro, dentista, arquiteto, e todas as vezes que eu corria só havia um propósito: oferecer ajuda.
No meu sonho eu não escolhia quando, porque, quem, eu apenas corria o mais rápido que pudesse, e partia ao som daquela sirene, ainda que talvez não voltasse.
Pude ver que saía de casa antes do sol nascer, muitas vezes olhava minha família dormindo e pedia a Deus a oportunidade de reencontrá-los. Foram poucos minutos sonhando, mas eu tomei chuva, passei frio, fiquei extenuado pelo calor, teve instantes que eu senti dores pelo corpo inteiro, mas não me lembro de ter desistido. Crianças nasceram em meus braços, e pessoas também partiram da mesma forma, chorei de alegria e de tristeza, aprendi nas duas oportunidades.
No meu sonho eu fazia isso por décadas a fio, não sabia quantificar o número de vezes que eu fui acordado por aquela sirene. Meu sonho terminou quando a sirene tocou e eu novamente tive que correr, alguém estava precisando de mim, e.... bombeiros também sonham... (Carlos Eduardo Borges)
Eu acredito que existem dois mundos paralelos e que estamos no fenda entre eles. De que lado eu vou estar? É uma escolha minha.
O verdadeiro potencial da mente humana só e libertado quando não se faz distinção entre o certo e errado, o bem e o mal.
Viver talvez seja isso ...Ficar se equilibrando entre por enquantos, agoras e interrogações...quem sabe os sonhos sejam a nossa maior realidade, afinal as certezas moram no desconhecido...Da vida conheço apenas o que desejo e EU desejo infinitamente !!!
Há tanto entre o céu e a terra,
que até a minha simples filosofia se encerra!
Minha poesia se enterra e brota firme pelo chão,
quem enterrou minha poesia no coração,
não imaginava que ela era semente,
que alimenta-se na mente
e voltava ao coração!
Volta e brota da terra tocando os ares na imensidão!
Viver é passar por dias comuns e, na rotina, descobrir coisas novas com o que aprendemos entre um tombo e outro, entre cada batida do coração.
Existe uma grande diferença entre viver e acontecer, as pessoas inteligente geralmente optam pela segunda opção
Os dias se passam e tudo muda. Dizem que através da prática é possível chegar a perfeição. Entre tantos tropeços e quedas, hoje me sinto mais segura e firme que antes: para me derrubar, você primeiro vai ter que aprender a cair.
MÁGICOS MOMENTOS
Os nossos momentos são mágicos
No meio do meu, do teu silêncio
Entre os lábios que dormem de ternura
No teu corpo punido pelo meu
Os risos da alma gostam de fluir no ar
Do nosso desejo sentido de amar
Toca o silêncio que chora de alegria
Suores quentes no coração, na alma
Para afogar os nossos desejos de felicidade
A diferença entre o comum e o extraordinário é que para alguns o comum é extraordinário e para outros o extraordinário é comum. Só depende de qual lado do problema está. Só depende de qual lado o conhecimento está.
