Amor de Alma
Não aguarde descoberta tardia, ó alma amiga,
Tudo que carece está em teu seio,
Amar com fervor a quem te pertence é a prece,
Só a quem te ama, te entregas, em desvelo refeio.
Preciso encontrá-la, logo. Sei que está pertinho, mas nossa alma está apressada... o tempo que nos resta tem sede de amor.
Às vezes você rende-se tanto à alguém que, não lhe sobra mais do que tua própria alma... Despida.
Jamais sujeite-se por alguém, pois uma vez tua alma nua, despida de quaisquer preceitos, âmago ou juízo, nenhuma "veste", apego, afeto, promessa ou declaração perpetrada devolverá tua MORAL.
Entregue-se, ame-se, depois ao outro.
Flávia Abib
Eu preferia que as pessoas fossem feitas de palavras,
Aparência,
Oxida,
A Alma não,
Mostre-se intrínsecamente,
Para que eu te veja,
E mantenha-se,
Para que eu não me arrependa.
Senhor, preciso de fé para não me curvar!
Deus meu, se atenta pra minha alma que clama pelo seu amor.
"Meu coração, minha alma, meus pensamentos, sendo eles intangível, foram tocados por um simples "eu te amo" seu."
Cansei da coleira.
Nasci de alma livre.
Minha alma e livra dela eu faço meu prazer.
Meu prazer sempre foi ser submissa a ter dono.
Sinto prazer em servir a quem sabe, de mim tirar meu melhor.
Seja meu Dom ,meu Sr. Serei sua ,o seu brinquedo, De coleira serei sua.
O Sr. Não se perca em seu Dom.
Não tente castigar e machucar minha alma ,que é tão livre quanto meu desejo de estar com o Sr.
Tua coleira não prende minha alma.
Está alma nasceu livre ,quer gosta ser submissa, o que Sr, não percebeu cada chicotada de dor que me dava prazer ,também fortalecida minha alma , hoje é livre forte.
Alma tão forte de ser livre que nenhuma coleira e capas me segura.
Tu foi cruel e perdeu o Dom.
Não soube reconhecer a escrava que tinha ,não soube reconhecer os desejos medos e prazeres, não soube reconhecer seu limite de até onde um Dom pode chegar.
Não quero mais sua coleira,não quero mais seu cheiro nem ouvir suas ordem.
Sou alma livre forte.
Te usei para onde hoje estou.
Sou uma Felina, e os felinos que escolhe quem vai servir.
08.02.22 .a:.d.:T. M3squ1n1 sub.
O que me ganha,
São as idéias,
Enquanto o físico se deteriora,
Oxida,
A Alma se aviva,
Criativa as palavras,
Despe em versos,
Se acalora,
Palavras inexistentes,
Tornam-se livres,
Liberto-as,
Que se dane o Aurélio,
Que é físico,
Sou um composto de Alma esculpido em versos.
Um desejo pulsante em minha alma cresce de forma efervescente. Esse desejo é atiçado pelo Vosso Amor que me deixa inquieto e sedento pelas Águas de Seu Rio, me levando ao mergulho completo neste Rio incandescente. A beleza é definida nas águas correntes desse Rio que por onde passam levam cura e vida.
Por isso Pai me envolva e me submerge ao profundo de Sua Presença.
Crenças da alma perdida...
Doces delírios...
Clamor que se define...
Paradigmas que morrem...
Em atos que terminam...
Voz que defere o silêncio...
INQUIETO SONHO
Quando n’alma do cerrado andei perdido
Desencontros, os encontros e mudanças
A voz do querer sussurrava-me ao ouvido
- O afeto só é bem se existem confianças
Esperanças, e no muito esperar, cansas
E, assim, só o alcanças, sem ser temido
Onde a paixão lhe traz boas lembranças
E o haver o vínculo não lhe é proibido
Todavia, quando o olhar se faz perto
Tornando o incerto em um algo certo
Nessa vaga de encontro me desponho
E, se me proponho a este doce carinho
É porque no peito a afeição eu alinho
E no ter, o amor, é um inquieto sonho
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23/10/2020, 09’50” – Triângulo Mineiro
Deserto
Atravesso desertos fora de mim.
Não encontro oásis no recôndito de minha alma.
Deserto incerto...
Nada é proporcional.
Miragens de mim.
Desejo intencional.
Deste-me um beijo.
Disseste-me adeus.
Gosto amargo e seco.
Tempestade de areia.
Uma serpente serpenteia.
Grito em silêncio.
Ecos num vazio amargurado...
Tudo desajustado.
Oásis embaciado.
Coração de Leão.
Sorria meu bem,
Sei que é difícil,
Mas, podemos ir além,
A alma de artista,
Excêntrica, como nós,
Grita, arde, berra,
Ecoa dentro do peito como alma cativa,
Não se limita em si,
Embora de fora é incompreendida,
Não se sinta aflita,
Minha linda,
Minha querida,
Te vejo além do castanho dos seus olhos,
Vejo seu coração,
Que ressoa como linda canção,
Saindo do teu âmago,
Diafragma,
Coração,
Entre suas cordas vocais,
Lindo instrumento se faz,
Alma de artista meu bem,
Sei que podemos ir além,
A arte é uma fuga,
E também é prisão,
De uma mente sem limites,
Sem freio,
Que não se cala, fala,
mais do que a própria voz,
Mais do que o próprio peito pode suportar,
Nas fotos,
Nos poemas,
Nos sons,
Num mundo que não é nosso,
Ele não nos contém,
Não nós compreende,
Ouviremos juntas o concerto desse nosso novo tom,
Ainda que no silêncio de nossos corpos,
Misturado com nossas mentes barulhentas,
Sem pressa, medo ou julgamento,
Segurando nas mãos,
No colo, entre os dedos,
No entrelaçar dos corpos nus,
Nessa dança, onde nenhuma de nós se cansa,
Nesse diálogo sem falas,
Que abram alas,
Que nosso amor ressoe na avenida da vida,
Nesse carnaval sem máscaras, sem rua, sem pudor,
Secando todas as lágrimas contidas nos cantos que fomos deixadas nessa vida,
Chegou a nossa vez, nossa vez de ser feliz.
Com os olhos que brilha no infinito
Carregando na alma a esperança
Se dedica ao sonho tão bonito
Carregando um sorriso de criança
Com ternura persista no caminho
Que teus sonhos se abram como flor
Que Deus te guarde com carinho
E proteja teus sonhos de amor
Chegou nossa hora de sermos felizes de verdade. Estou fisicamente exausto, mas tenho a alma fortalecida por te ter comigo. Mas também, estou com as pernas fortes para correr mais de quilômetros ao teu lado, se preciso!
Tropecei feio. Esfolei o coração, rasguei a alma e fiquei sem um risquinho de força. Pensei em desistir, achei que a felicidade não estava no meu destino e que a minha sina era morrer sozinha, sem nenhum sonho realizado, sem nenhuma história bonita para contar. Tentei me esconder do mundo, joguei no lixo a esperança que sobrou e os planos que guardava na gaveta. Foram duas semanas e três dias mergulhada em mágoas, deitada em um lençol encharcado de lágrimas calejadas, com um coração gritando de dor. Já não suportava tanta angústia, eu morreria de tristeza se naquela manhã o sol não me beijasse a face, se o azul do céu não me revelasse o quanto eu estava perdendo, se a menina do prédio ao lado não desenhasse com os dedos um coração singelo e se o carteiro não deixasse debaixo da porta aquela frase que me fez renascer, querer viver e colocar a felicidade no porvir: Menina, a cana só dá açúcar depois de passar por grandes apertos.
"Doce melodia ao bater de assas da noite
perdida entre utopias e devaneios
Alma dançante, flauteado ritmado
Em pleno silenciamento de bocas
resplandece de repente teu sorriso
Já não se pode respirar, frente a ti
já não se pode respirar sem ti
Cabeça funciona pouco
coração trabalha dobrado
Quero estar ao teu lado
sob embalos compassados e lençóis amassados
Minta-me a verdade, preciso entrar neste passo
Mesmo quando não acontece, acontesse
mesmo quando não se tem, se tem demais
Sentimento florescente, sem a chuva morre
E logo ouve-se o chorar dos violinos, e então silêncio
Quando se acaba a música, se acaba o amor"
