Âmago
POR ONDE ANDASTE?
Palavrei todos sentimentos que saíam do meu âmago
E pronunciei todas letras que vinham em minha mente.
Entoei todos hinos que invadiam o meu espírito
E dancei todos passos que excitavam meus pés.
Escalei montanhas, zanzei em todos cantos do mundo te procurando,
Mas lá não estavas.
Gritei pelo teu nome o mais alto que pude,
E podes crer que até os surdos ouviram;
Consultei adivinhos e ciganos
Mas nenhum deles soube me dizer do seu paradeiro.
Rasguei as vestes, rebolei sobre o chão
Como se de um maluco me tratasse.
Por tua causa perdi tudo que tinha
Até o meu "eu" ficou sem norte;
Era tanta dor que para suportar a tua ausência,
Só me restava a morte.
Foram tantas estações de surto
Que sobrevieram chuvas ácidas sobre os meus olhos.
Houve tempo em que já não podia mais chorar,
Pois as lágrimas já estavam escassas em mim.
Orei e jejuei mesmo sendo ateu
Nem sei o que me deu.
Afinal, por onde andaste?
No ápice da loucura sentimental e da plenitude do âmago prendeu-se e lançou o grilhão da utópica paixão ao pélago das águas, o arrastando-o pelo abismo da gélida ciumenta assim concretizando sua ambição no momento que a esplêndida vitalidade o abandonara submerso na escória sentimental.
Me faço em versos para amenizar o profundo caos desse mundo,
Meu âmago, meu eu,
A arte é fuga,
Numa realidade confusa.
Para onde eu fui na minha dor?
Desci até o mais íntimo do âmago da minha alma, me escondi no colo do meu mestre e lá me aquietei junto ao meu senhor!
AMAGO
Gosto de vasculhar teu ser
Contemplar teu corpo ardoroso
Descobrir teus desejos profundos
Contemplar teu jeito desafogado
Tudo em ti são doçuras
Gosto de perceber que pensas em mim
Contemplas minha boca afogueada
Sei que me desejas pura
Tocada apenas pela água que me banha
Que passa leve, refrescante no meu corpo
Gosto de desnudar teu ser
Contemplar teu interior serenado
Em cada canto de encantos mil
Descobrir teus recantos virgens
Nunca antes vistos por ninguém
Gosto de descortinar teu ser
Contemplo tuas mãos voluptuosas
No descampado dos teus olhos
Um mar calmo, sem ressaca interior
Capaz de revelar a pureza tua alma
Gosto de contemplar teu caminhar
Contemplo tua voz sossegada
Contemplo tuas palavras adocicadas
Contemplo tua alma vaporosa
Contemplo tudo em você.
Costumo andar pelas nuvens quando chateado,Ir até o fundo do meu âmago oceano amargo,A sopa de plástico sempre me deixa ensopado aos olhos.Olhos vermelhos do choro sem o gozo em vc ,eu sonho.”E sem você realizo o desejo real”Não ando pelas águas tenho jesus no nome,porém dos milagres eu clamo pelo nome.
Abandono
Esse sentimento que me consome
que toma conta do âmago,
Torna os sonhos impossíveis
e os amores invisíveis.
Esse sentimento que se edifica
forte em si mesmo.
Que torna o mundo salgado
e faz da terra braços quentes.
Esse sentimento que anseia
pelo seu próprio estopim.
A sensação de negligência
que parece nunca ter fim.
À tudo isso chamo de
Solidão.
Lá no âmago há uma razão que nos impulsiona a seguir os caminhos que nos levará até nossos sonhos. E o ecoar pelos caminhos desconhecidos de nós mesmo nos certificará de que é preciso continuar. Mas “algumas pessoas escutam com muita clareza suas vozes interiores e fazem suas vidas baseadas nelas. Estas pessoas são loucas ou viram lendas”. (retirado do seu livro)
ÂMAGO
Pra nunca te esquecer, me desenhei,
Em frente ao nada, pois nada encontrei,
Pra não sofrer e nunca chorar,
Resolvi ser, eu mesmo, só pra te amar.
E... num sonho de luz...
Como a lua, que vai sumindo delicadamente no céu,
O vento forte e seco vai secando as lágrimas,
Que rolam em meu rosto, deixando a saudade fluir,
Em pensamentos do passado que amargam como fel
É como uma luta do passado e presente, a me consumir.
Não vai ser em vão...
Toda minha luta, que estou a declarar,
É por você, grande amor, que venho falar,
Como jamais senti e desejei alguém assim,
Tenho certeza, que meu amigo vento, vai trazer...
VOCÊ PRA MIM!!!
Eduardo Aragão Neto
Importa ou não a direção
Quando se segue o âmago
E se aprende a ceder à vida
Importa ou não a situação
Quando se segue o coração
Frágil mesmo é a incógnita
Importa ou não a curiosidade
De se saber do outro lado
Quando nada se sabe
Importa ou não... não sei
Possuirei seu corpo até chegar em sua Alma e lhe mostrarei o caminho para ser seguido. Sua âmago será Minha e juntos seremos.
Mesmo que você não saiba, eu só queria dizer que você está entre os lugares mais belos no meu âmago.
MINHA INSPIRAÇÃO
Escrevo...
Com o âmago do meu abandono
A entrega da tua lembrança.
Em cada verso, em cada jogo de palavras,
Entôo preces ao teu louvor.
Esquecendo-me quem de fato, sou!
Esqueço da minha realidade
Para pensar somente em ti
E em tua esplendorosa santidade.
Transmuto-me no mais puro lirismo abstrato
Condensando-me nas letras, no papel, nas rimas,
Esquecendo-me lentamente, adoravelmente,
De mim mesma...
Toda palavra deve ser semeada no âmago, para que os frutos do entendimento venham a nutrir o próximo
