Alguém que Já Morreu
te quis por vários motivos, refiz um mar de sonhos de menino, mesmo já sendo adulto, observei teu trejeito como de uma forte camponésa capaz de amar ternuras q significavam muito para mim...achei relevante colocar, aquilo preenchia dentro e fora a minha paz, convidei-te para o baile, foste ali minha colombina, motivo a mais para um delírio, razão própria da minha sandice enfim...
[...] Não sei qual nome se dá a tudo isso, se é amor ou outra coisa qualquer já nem sei dizer, só sei que faz bem, só sei que me faz sorrir, sempre.
Ricardo F
Chega uma hora você para de pedir, e só agradece, por tudo, pelo que já tem. E finalmente transcende.
Sua falta me falta vida.
Sua ausência, é ausência de de risos.
Agora já não existe ponte.
Teu amor me dá asas.
Suspeito que as ondas mornas que envolviam meus movimentos, não eram do verão que já se ia, pois tu adornas o estio da estação.
No tempo, para alguns, a pergunta é: ONDE ESTÁ O ERRO? Já para outros, ela se inverte: QUAL FOI O MILAGRE? ou QUAL FOI O ACERTO? A verdade é que só A VIDA pode responder. Ela é UM SOL que abrange seu brilho a todos. Uns se deixam levar pela luz desse sol, outros preferem sombras, e assim, os caminhos vão mudando diante desse sol ao passar dos anos. Ao final, uns dirão: VALEU MUITO A PENA. Outros refletirão: EU SOBREVIVI. Essa é a vida e não há como fugir disso. Só espero dizer amanhã que tudo valeu, e valeu muito, porque agora, é indeciso, incerto... Porém, ESPERANÇOSO.
Ele me pediu se já era a hora do beijo e eu fiquei mole igual gelatina e quis largar meus materiais em cima da carteira e correr para os braços dele e beijá-lo até o deixar tonto, até minhas pernas tremerem, até a noite se tornar pequena para nós dois.
"Eu sou aquela mulher que vive além de sobreviver."
Já escalei abismos com profundidades absurdas. Já juntei meus cacos e me refis.
Já briguei comigo e com os comigos de mim; pra libertar meus próprios pensamentos.
Já gritei em silêncio; chorei no chuveiro e lavei minha alma prá recomeçar novamente.
Com tudo isso fui trocando sementes, semeando fortemente e hoje enraizada nos girassóis da minha alma; me encontro novamente!
Ora luz;
Ora escuridão;
"Só não perco esse meu jeito de encarar minha missão, estou aqui para viver e não só para sobreviver."
A vida é como uma luz;
Ora acende;
Ora apaga;
São os momentos que fazem dela; tão linda e singela.
#Autora #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 23/09/2018 às 17:20
A gente percebe que já cresceu quando perde o medo de lutar, quando passa a enxergar a face da vida sem maquiagem. A gente percebe que já cresceu quando a inocência deixa de existir dando lugar a descoberta de maldades, de soberbas, de invejas, de enganos e diversas frustrações que a vida não deixa passar. Mas é assim... Não há como fugir do que a vida é.
Essa história de ser sábio e paciente, já transcendi. Minha sabedoria me manda ir direto na jugular...
Catavento
Agora já foi
Perdeu-se no vento
Do seco relento
Na brisa de Março
Marcando o compasso
De um breve momento
Ligeiro e escasso
Como um catavento
Girando ao acaso
Na busca de um laço
Em seu movimento
Ela foi tudão, entrou com emoção
Ela fez bagunça dentro do meu coração.
Ela foi demais mas hoje já não faz,
Aquele desatino que fazia tempo atrás.
Agosto já vai embora sem deixar o tal gosto. Gosto do choro dos céus. Já andamos à muito tempo nesta arte de desgosto e renovação das águas e da esperança viva e fogo. Que venha o Setembro sem guerra. Que encha cada barragem pressa nos olhos de quem já não chora, de quem perdeu o curso do rio da vida. Que venha com a única coisa nesses dias. A chuva. de resto manteremos a mão estendida. A Deus e aos homens de arado, aqueles de gravata e da terra que desgasta.
O pai dele estudava ali perto da igreja e ele ia junto. A mãe já falecida deixara os dois no apartamentinho de aluguéis atrasados. Conforme os anos iam passando ele ia ganhando mais confiança para andar pela faculdade. Primeiro sentava no corredor onde recebia cafunés dos professores de contabilidade, depois ganhou a cantina com a televisão de som baixo, e mais pra frente o jardim. Roçando a sola do tênis nas pedras úmidas notava sempre uma luz acesa no prédio do outro lado da rua, apenas isso. Por conta de uma aula que um dia não teve, prova que o pai sorriu ao saber do adiamento, agendaram para uma tarde, uma semana mais para frente. Neste horário muitas salas ainda estavam trancadas, mas os fins dos corredores eram menos assustadores. Olhou para cima e viu dois olhos dentro de um capuz vermelho que se esconderam ao serem flagrados. Curioso, caiu os olhos para a recepção do prédio e notou enfileirados alguns seres com as mesmas roupas vermelhas que tentavam disfarçar de forma um tanto engraçada as suas entradas no grande edifício espelhado. Colocou então, pela primeira vez, os pés desacompanhados na rua e com o coração saltitando pegou a primeira escada que encontrou. Pelos degraus cruzou com uma mulher careca que carregava desequilibrando várias xícaras e louças. Subiu sem portas para sair, até que chegou ao topo. Lá os grandes encapuzados tomavam seus chás e conversavam, repetindo uma única e mesma palavra. Engatinhou por entre as pernas mas engatou em uma das sandálias e foi puxado de surpresa pela gola do casaquinho com estranha leveza. Ao ser indagado com um “glunck” teve a ideia de repetir o mesmo som. Todos da mesa ficaram pasmos. O da ponta então levantou da mesa com dificuldade e trouxe um manto exatamente do seu tamanho aos aplausos de todos. Tomaram chá com calma e depois, um a um, foram pulando lá de cima e entrando nas janelas de outros prédios mais abaixo. O menino com medo de voar desacompanhado pela primeira vez, tentou descer o máximo que pode pelas janelas, mas resvalou e foi parar no jardim do outro lado da rua. Ao ser indagado pelo pai sobre o capuz, minutos depois, com a prova feita faltando uma questão, respondeu que tinha ganhado lá em cima do prédio de um grupo de “coisos” engraçados. Com os olhos contra o sol, olharam com dificuldade para o topo. O menino feliz e o pai pela primeira vez julgando com o canto da boca as histórias do menino; desacompanhados.
Minha companheira quase nunca me fala, "eu te amo". Ela diz: já almoçou? Pegou seu casaco? Já chegou no trabalho? Só que eu escuto: eu te amo, eu te amo, eu te amo...
O tempo é rei, as vezes contra e as vezes aliado, uns fazem dele suas asas, já outros, seu próprio cadeado.
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