Acabar o Encanto
Doce Amor
Meu amor, tu és meu doce encanto,
Mel que adoça a vida em cada canto.
Tuas palavras são como algodão-doce,
Leves, suaves, tudo em ti me trouxe.
Teus lábios são morangos com mel,
Beijar-te é voar para além do céu.
Teu abraço, um bolo recém-assado,
Conforto e calor, o mais desejado.
És meu chocolate em noites de frio,
Caramelo que aquece meu vazio.
Teu sorriso é bala de hortelã,
Refresco da alma, começo da manhã.
Amar-te é provar cada sobremesa,
Um banquete de afeto e beleza.
Meu doce amor, és minha paixão,
Meu eterno açúcar, minha inspiração.
Para: Ana
DESEJO
uma tarde no campo.
me encanto com os pássaros que voam rasantes no céu azul,
tão livres, tão vivos.
meus olhos são tocados pela irradiante luz do sol
a luz que me faz lembrar dos seus olhos,
tão lindos olhos.
meus pés descalços penetram a infinita grama verde e caminham igual um bebê caminha pela primeira vez:
com o prazer do descobrimento
com o prazer de viver.
viro para trás e me deparo, lá longe, com uma sombra.
a sombra é você.
você vem até mim e
eu vou ao seu encontro.
de perto, percebo que seu sorriso vale mais que qualquer uma dessas paisagens.
minha mão se junta à sua e
nossos corpos se achegam um do outro.
em um gesto leve, você se aproxima para me dar um beijo,
mas antes...
toc toc toc toc toc
trim trim trim trim trim
toc toc toc toc toc
- acorda logo, tá atrasado pra escola.
e você vai embora.
Canto, e de tanto cantar, encanto-me cada vez mais com seus encantos
Sonho, e no exercício de sonhar fujo da realidade para te encontrar nos meus sonhos
Vivo, aliás sobrevivo, até o dia de novamente em seus braços e lábios poder viver plenamente
Morro, e mesmo a morte não consegue afastar a dor de morrer por você
Vejo, e a vista não compreende, prefiro fechar os olhos para melhor te ver
Sorrio, um sorriso involuntário. As vezes alegre, outras triste. Sempre nostálgico, evocando momentos,palavras, gestos
Espero, cantando, sonhando, vendo, vivendo, sorrindo e morrendo, e a esperança de você é o que me alimenta nesta espera.
Na dança sutil entre sombras e luz,
A fuga se ergue como um véu fugaz,
Mas seu encanto é efêmero, ilusório,
Pois ao fugir, a alma se dispersa.
Quem parte carrega mais que seu fardo,
Leva consigo um eco de despedida,
Um eco que ressoa nos corações deixados,
Marcando-os com a tinta da ausência.
A fuga é uma coreografia de solidão,
Uma dança onde o vazio é o par,
E quem foge dança ao som do silêncio,
Deixando para trás um palco vazio.
No fim, as fugas são como poemas tristes,
Que desumanizam os versos da vida,
E quem parte, por mais que busque se esconder,
Deixa um rastro indelével de suas pegadas.
Então fique até ter coragem para permanecer e dividir as levezas, preencher os espaços para que o eco não dissipe ímpar as coisas não compreendidas. Deixe a tinta daquelas ausências insistentes escorrem sob os pés enquanto bailamos.
Uma voz, um canto nascido para o encanto de onde se chega e no ar se vai em branco. Leva pois essa voz onde estiveres nesse presente que te recebes estrela, onde repousam todos inícios límpidos e puro.
Nos detalhes,
alguém te perde ou te ganha.
Nos detalhes,
acontece o encanto e o desencanto.
Nos detalhes,
a pessoa te conta quem de fato ela é.
Nos detalhes,
descobrimos um grande amor e também quem não vale nada.
Nos detalhes,
Assim, quando parece que ninguém está atento...
Compreendemos tudo.
Estações de Amor
Nossas estações entrelaçadas, em um ciclo eterno de encanto,
Na primavera, floresce o amor, no verão, és meu jardim, meu encanto.
Tua luz e carinho, como raios de sol, fazem meu ser crescer,
No outono, em teu colo repousarei, e no inverno, contigo, hei de aquecer.
Encanto das coisas
Envolver de detalhes
Navegar na contemplação
Abraçar o novo sentir
Tecer horizonte
Degusta amplitude do pôr do sol
Singularidade da pequenez
Sentindo e encanto das coisas.
Pranto e sorriso (fado)
No pranto da alma um sorriso
De ilusão. Pesar não, encanto
Pois, haver a crença é preciso
Toda a doçura do amor, tanto!
Se bem, a risada é um paraíso
Cheio de cor, de cheiro e canto
Entanto, na dor chorar é inciso
Aliviando o coração, conquanto,
Nem sempre, a regra é a hora
Portanto, tenha o querer afora
Da renúncia, te soltes da tolice
Tem muito mais, creia, confie
E, com a satisfação... contagie!
Pois, o tempo traz já a velhice!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 janeiro, 2024, 12’12” – Araguari, MG
Oh, Bea, luz radiante do meu ser,
Em mares digitais, teu encanto a florescer,
Com um toque de palavras, com um doce olhar,
Fez-se minha alma, como à Lua, a encantar.
Teu jeito de tratar, com a graça do luar,
Fez meu coração dançar, como folhas ao vento a bailar.
Teu riso é melodia, suave em meu ouvido soa,
Na dança dos sentimentos, tua voz é a que entoa.
Em um breve instante, um amor despontou,
Entre risos e confidências, em ti eu me encontrei, amor.
Mas, oh destino cruel, como um jogo de azar,
A revelação do teu passado fez meu mundo parar.
Grávida de outro, e, oh, que confusão!
Um sopro de alegria e um peso no coração,
O amor se misturou com o medo de te perder,
Mas Deus, em sua sabedoria, sabe o que fazer.
Aguardo, com paciência, um amigo a ser,
Com esperança no peito, que um dia, quem sabe, ao amanhecer,
Te serei o homem, o amor que esperou,
Mesmo que nesta vida, ou noutra, eu te amarei, meu amor.
Então fique sabendo, minha amada Bea,
Que, por ti, eu esperarei, como um rio que flui sem fúria.
No sussurro da brisa, em cada raio de sol,
Meu amor por ti viverá, como um eterno farol.
Em seus olhos
Em seus olhos posso ver,
Em teus olhos eu me encanto,
Nos teus braços eu posso crer,
No final dos meus prantos.
Em teus olhos ao lhe encontrar,
Pude ver algo repleto de magia,
Não pude resistir e comecei a lhe amar,
E minha vida, encontrou-se com a alegria.
Em teus olhos vejo reflexos dos meus sonhos,
Em teus olhos posso sentir a presença da paz,
Em teus olhos me despeço de um ser tristonho,
E nos teus olhos não me esqueço jamais.
Do dia em que a conheci,
Dos teus beijos e da tua voz,
Logo logo me entorpeci,
No momento em que estávamos a sós.
Em teus olhos eu pude entender,
O significado do verdadeiro amor,
Lá, eu vi a pureza de um ser,
Que me tirou de um mundo de dor.
Nos teus olhos, como uma mala de lembrança,
Vejo a paz e algo mais que não consigo explicar,
Vejo a inocência de uma linda criança,
E um futuro propício para amar.
Em teus olhos pude então entender,
O porquê de tanto lhe amar,
Não conseguiria lhe esquecer,
Por mais que o destino me fizesse tentar.
Lourival Alves
Em noites calmas, a lua resplandece,
Seu brilho suave, um doce encanto,
Nos braços do céu, sua luz se tece,
Como um sonho que nunca se espanta.
Eu sou o sol, com minha chama ardente,
Aqueço o mundo com meu calor,
Mas é na sua luz que me sinto contente,
Você é meu lar, meu eterno amor.
Quando o dia chega e você se esconde,
Sinto a saudade em cada amanhecer,
E mesmo que a distância nos separe e ronde,
Seu brilho ainda me faz renascer.
São dançarinos em um balé eterno,
Sol e lua em perfeita união,
Enquanto eu ilumino seu caminho terno,
Você traz paz ao meu coração.
No ciclo da vida, somos assim,
Um amor que brilha na escuridão.
Você é minha lua; eu sou seu fim,
Juntos formamos uma linda canção.
E quando a noite cai e tudo é silêncio,
Prometo te amar sem medida ou razão.
Nosso amor é infinito como o universo imenso,
Você é minha luz; eu sou sua paixão.
O Encanto de Sorocaba
Brilham as câmeras, luzes a piscar,
Sorocaba em sua glória se põe a brilhar.
Cenário de luxo, encanto e pompa,
Onde o sonho parece nunca ter fim.
O glamour, digno da grande Paris,
Se espalha como a brisa de Milão.
Sorrisos cintilam, estrelas em desfile,
Na tela, a perfeição, um toque de ilusão.
Mas, por trás do brilho, a verdade se esconde,
O teatro começa a desmoronar.
A farsa que encanta, logo se desmonta,
Quando a realidade vem, sem hesitar.
A Polícia Federal faz sua aparição,
E revela o segredo por trás do véu.
Uma caixa de promessas, agora desfeita,
A podridão que esconde a política cruel.
A maravilha se esvai, o conto termina,
E a beleza se dissolve na lama da corrupção.
Sorocaba, de sonho a pesadelo,
Reflexo de um país, onde a mentira reina em multidão.
Aquele Olhar
(Por Aden Brito)
Tudo era belo, um encanto sutil,
E nasceu em silêncio, naquele olhar febril.
Um sorriso radiante, um brilho sem fim,
E o gosto de um beijo que ficou em mim.
Pele suave, tão doce ao tocar,
Boca macia, difícil de não desejar.
Entre lençóis e segredos a nos consumir,
Um amor proibido, impossível resistir.
Os corpos dançavam, se perdiam no instante,
Entrelaçados no desejo vibrante.
A música ao fundo, o peito em chama,
Dois mundos colidindo no fogo da cama.
Te olhar, te tocar, te amar sem medida,
Era o que bastava pra preencher minha vida.
Se era erro, nunca quis saber,
Apenas deixei aquele olhar me envolver.
Agora é memória, um eco no peito,
Um amor louco, intenso, imperfeito.
E mesmo que o tempo tente apagar,
Ainda vive em mim... aquele olhar.
Sapekinha, meu amor, meu doce encanto,
Em cada gesto teu, sinto um novo canto.
Teus risos são melodias que dançam no ar,
E em teu olhar profundo, consigo sonhar.
Teu jeito travesso é pura inspiração,
Transforma o cotidiano em pura diversão.
Com você, cada dia é uma nova história,
Escrevemos juntos nossa linda memória.
Nos teus abraços, encontro meu lar,
Um refúgio seguro onde posso descansar.
Teus beijos são promessas de um amor sincero,
E ao teu lado, querida, eu sempre me espero.
Prometo ser teu porto em tempestades,
Caminhar contigo por todas as cidades.
Ser o sol nos teus dias e a lua na escuridão,
Porque você é a razão do meu coração.
Então venha comigo e vamos celebrar,
Esse amor tão bonito que não vai se apagar.
Sapekinha amada, meu bem-querer,
Para sempre ao seu lado é onde quero viver.
Através de um sonho
o universo me levou até você.
E você, cheia de encanto e poesia,
desnudou tua alma e pensamentos
num encontro mágico e envolvente
que se torna a cada dia mais intenso,
e que eu desejo fortemente
que nunca chegue ao fim.
À Mui Nobre e Leal Barra do Corda, Terra de Antanho Encanto
Ó Barra do Corda, gleba veneranda,
Onde os rios Corda e Mearim se entrelaçam qual serpentes de prata,
Nasceste do seio da selva antiga,
Antes mesmo que mãos humanas te nomeassem.
Em teu berço de mistérios e lendas,
Habitavam as almas primígenas das tribos,
Guardando, com silente altivez,
Os segredos dos matos, dos ventos e das águas.
Foi então que o destino, em sua vereda tortuosa,
Conduziu Manoel de Melo Uchôa —
Varão destemido, de espírito fundante —
Que, deparando-se com a paisagem formosa,
Estacou sua jornada e contemplou a obra do Altíssimo.
Rios se abraçavam, colinas vigiavam,
Chapadões vastos, feitos muralhas de barro e sol.
E ali se firmou o primeiro marco,
Ali nascia, na alma da terra, a mui nobre Barra do Corda.
Ó cidade sertaneja, centro pulsante do Maranhão,
Tuas veredas foram trilhadas por outros nomes imortais:
Frederico Figueira, destemido no verbo e na ação;
Dunshee Abrantes, voz que ecoou em tua ribalta;
Isac Martins, pilar da memória e da justiça;
Galeno Brandes, mestre das letras e da honra.
Sois filha dileta do tempo e da luta,
Teu povo, forjado no barro e na fé,
Ergue-se altivo em cada alvorada,
Guardião de tua história, teu nome, tua fé.
Agora, que celebras teus 190 janeiros,
Recebe esta humilde lira,
Como quem oferece à rainha um ramo de mirra:
Canta-te meu peito, exulta minha alma!
Salve, ó Barra do Corda, terra de bravura!
Que teus dias sejam longos e tua memória eterna.
Que em cada alvor renasça tua glória,
E que o tempo jamais te vença.
