Absurdo
Perdido no mundo um forasteiro do absurdo
Sem rumo e sem resposta, como milhares a sua volta
Sentindo o horror em que o mundo se tornou
Sem chance de aposta, ele vai embora
Diante do absurdo da existência,
vivo, luto, sobrevivo,
me desfaço, me refaço,
sorrio, celebro — me calo, respiro.
Eu acho que tive um déjà-vu, ou algo assim. Vocês podem achar isso um tanto absurdo, mas, ontem à noite, eu sonhei. Sonhei exatamente com isso: a luz estava piscando. Houve um barulhão e, de repente, tudo ficou escuro.
Era como se fosse o fim do mundo. Eu não sei! Só ficou escuro e nunca mais ficou claro.
Tive um sentimento muito estranho, um alívio porque tudo havia acabado. Como se, de repente, estivesse livre de tudo. Nenhum desejo, nenhuma obrigação, apenas escuridão infinita.
Sem ontem, nem hoje, nem amanhã.
(Hannah)
É absurdo para o evolucionista reclamar que é impensável para um Deus inegavelmente impensável fazer tudo do nada, e então fingir que é mais pensável que o nada se transforme em tudo.
Sentimentos e emoções como produtos da evolução:
É um absurdo dizer que os nossos sentimentos e emoções não foram selecionados pela evolução, porque não existe nada em excesso, a mais, "sobrando", talvez com raríssimas exceções, pertencendo às nossas estruturas e funções, sendo a vida emocional e sentimental de nós humanos riquíssimas em detalhes e muito importante para nós.
Pode parecer absurdo, mas se queremos, insistimos ou cobramos demais, exageramos.
O excesso é o que passa da medida, o que excede os padrões que consideramos ideais ou normais, é o exagero.
Quando nos entregamos demais, sem reciprocidade, corremos o risco de não fazer falta.
Embora isso não devesse ser aplicado nos relacionamentos, a falta ou escassez é o que gera a necessidade.
Então, no relacionamento a atenção, o afeto, o carinho, o ciúme ou a cobrança precisam de equilíbrio entre a escassez e o excesso, entre o amor pelo outro e por nós mesmos.
A soma do ABSURDO multiplicado pela falta de NOÇÃO, dividido pela RAZÃO é igual o resultado da COMÉDIA.
Por mais absurdo que seja, siga sempre a sua intuição. Ela é o sussurro da sua alma. Apure os seus ouvidos.
É um absurdo ver influenciadores desvalorizando o estudo, como se os resultados financeiros imediatos fossem tudo na vida.
pulando de estrela em estrela
meu pensamento errante
perseguiu pelo véu da noite
o sonho absurdo
da livre Lua cativar...
Tudo o que eu queria ser
Ver, crescer
trabalhar para acontecer
O absurdo, o caos
traz a você
o amargor de se perder
Amar traz infinitas felicidades
mas é o amar em toda sua integralidade
se machucar traz cicatrizes impagáveis
O tempo não volta
e para viver um amor de verdade
deverá sanar sua maldade
para a pessoa mais especial
você, divindade!
Eu te chamaria de meu bem
visto que sua existência
me faz um bem absurdo
eu poderia te chamar de meu amor
poderia também te chamar de vida
meu tudo, anjo, docinho...
pois você e a personificação dessas coisas todas, mais continuarei te chamando pelo seu nome e tão bonito.
Todos nós, e particularmente vós mulheres, devemos viver sozinhos todo o absurdo da existência, a fim de voltar à própria vida; e não se pode crer em outra coisa.
Ode à Loucura
Oh loucura, tu que danças no limite do absurdo,
Desvendando mistérios que a razão não alcança
Tu que desafia as convenções, libertando o ser
Erguendo o véu do desconhecido, revelando a essência
Loucura que inebria o espírito, guia dos incompreendidos
Arrepia a pele, pirueta na mente, dança na alma
Desperta a rebeldia, sussurra segredos ocultos
Desafia o status quo, rompe as amarras da normalidade
Insanas as fronteiras, dilacerando as correntes impostas
Desperta a paixão selvagem, queimando como fogo intenso
Distorce a realidade, desenha novos horizontes
Oh, loucura, musa dos poetas e artistas, tua genialidade é incomparável
Loucura, que semeia risos no terreno do absurdo
Ergue os cacos dos sonhos partidos, recria utopias
Guardiã dos desencaixados, pintando em cores vivas
Um universo paralelo, onde a lucidez se despe de máscaras
Em teus braços, encontramos a liberdade de ser quem somos
Explorar as profundezas do ser, desvendar as sombras
Oh, loucura, enigma misterioso e encantador
Brinde-nos com tua poesia caótica, tua arte desvairada, insana e maravilhosa.
O MORTO HABITUADO
Não são leves os laços
do absurdo exercício:
o homem lado a lado
com seu laçado ritmo.
muito menos cumprido
do que dependurado,
plataforma do umbigo
ao pescoço do hábito.
Mas ao engravatado
qual o conforto vindo
provar que o inimigo
não inventou o laço?
Por outro lado, fausto
do que secreto visgo
se o absurdo do ato
costuma ser tranquilo?
Discreto e convencido,
como não dar o laço,
rebento do risível
com o bem comportado?
Conhecer o ridículo
quando se chama exato,
isento de impossível
e impossibilitado?
Demasiado antigo,
já não é bem um trato:
vertical compromisso,
enforca-se o enforcado.
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