Coleção pessoal de Iago_Aloisio

Encontrados 9 pensamentos na coleção de Iago_Aloisio

“O sucesso não é um destino que se conquista, mas um confronto diário entre o que você é e o que insiste em se tornar — e, no absurdo dessa luta sem garantias, é a persistência que dá sentido à própria existência.”

My Devil Talk's


Hoje encarei, frente a frente,
aquilo que um dia me chamou de futuro.


Ele chegou antes de mim.
Inteiro. Limpo. Insubmisso.


O café entre nós não era bebida —
era intervalo,
era a distância exata entre quem eu fui
e o que restou de mim.


Acendi um cigarro.


Ele não suportou.
Não o cheiro —
mas o símbolo.


Disse que eu havia aprendido
a conviver com aquilo que antes me destruiria.
Que eu transformei renúncia em hábito
e cansaço em identidade.


Meus silêncios — segundo ele —
não eram profundos.
Eram covardes.


Minhas palavras,
repetições de um homem
que já se traiu tantas vezes
que começou a chamar isso de adaptação.


Ele não tinha pressa de chegar.
Tinha urgência de não se tornar eu.


E isso…
isso foi o que mais doeu.


Porque ali, diante de mim,
não estava alguém que me admirava —
mas alguém que me reconhecia
e recusava.


Olhou minha vida
como se fosse um território negociado,
cada princípio vendido em parcelas silenciosas.


Perguntei, quase implorando sem voz:
— você volta?


Ele sorriu.


Não foi gentileza.
Foi sentença.


O tipo de sorriso
de quem ainda não foi quebrado
o suficiente para aceitar menos do que é.


Pagou o café —
como quem encerra um ciclo
que eu nunca tive coragem de terminar —
e partiu.


Sem peso.
Sem dúvida.
Sem mim.


Na mesa, ficaram vestígios:
uma coragem que eu abandonei cedo demais,
um sonho que eu dobrei para caber no medo,
e uma pergunta —


crua, implacável, irreversível:


— em que momento você decidiu sobreviver
em vez de ser?


Fiquei.


E pela primeira vez,
não havia distração possível.


Apaguei o cigarro.
Mas o que queimava
não estava entre meus dedos.


E então compreendi —


o silêncio não veio me consolar.


Veio me julgar.

“Entre tantas pessoas no mundo, é dela que o meu córtex pré frontal, vulgo coração, sente falta de um jeito que não dá pra explicar. Saudades para mim tem 5 letras, um cheiro doce, sabe como se vestir e se portar.”

Carrego a dor de não estar ao lado de quem sonhei dividir meus dias, e vivo preso entre a esperança e o medo — sem saber se o destino vai nos cruzar de novo, mas tentando não me perder de mim mesmo enquanto espero.

Sinto-me como um eco perdido entre o que fui e o que se quebrou, carregando um silêncio que dói — mas ainda tentando encontrar um lugar onde eu possa respirar de novo.

⁠Ultimamente, tenho vivido no modo automático. Respiro, mas não sinto. Caminho com um vazio no peito que ninguém enxerga. É como se minha alma estivesse exausta de mim mesmo.

O silêncio da noite me envolve, mas não me acalma. Estou aqui, mas ao mesmo tempo, tão distante. É uma presença ausente, carregando um fardo que os olhos não alcançam.

Resta o vazio... quando tudo o que um dia fez sentido desaparece e só a solidão permanece.

E no final, me pergunto: quem sou agora? Porque aquele que eu era... já não existe mais.

⁠"Entre os escombros do que fomos, carrego cicatrizes que sussurram saudade, mas também a promessa de que, mesmo em ruínas, a vida sempre encontra um jeito de florescer."

⁠"No abismo do meu limbo, cada sombra sussurra a promessa de um novo amanhecer, despertando a coragem para renascer em meio à escuridão."

⁠"Sou apenas o eco de um amor desfeito, vagando entre memórias que nunca partiram, preso em um tempo que já não me reconhece."