Abismo
Sempre fui uma construtora de pontes.
Construo pontes, à beira de abismo escuro, quando alguém não tem saída para seus problemas, eu lhe estendo as mãos para que ele atravesse a ponte, que construí.
Eu construo pontes com poesia e muita música. As lâmpadas, que coloco sobre as pontes, são para iluminar o caminho, ligando muitas amizades, que vão surgir.
As pontes, que construo, nunca vão permanecer escuras e silenciosas. Poderá não haver lua, mas haverá muitas estrelas, iluminando a ponte, para que eu possa ver o rosto de quem vem atravessando a ponte, em minha direção.
Sempre haverá música, poesia e uma mão estendida. Assim, poderemos abraçar quem está vindo em sentido contrário, muitas lâmpadas, muita luz, sendo a ponte curta ou comprida!(DO LIVRO "ATRAVESSANDO PONTES").
Oh abismo movel
Que usando nossos pes
Deambula de les-a-les
A espalhar teu fel.
Oh prazer que nos ameaca
Praga que nos desgraca
Tu que te moves sereno
No perfeito corpo veneno
Oh vazio que nos pariste
Tu que outrora nos cuspiste
Por que hoje nos engole
Na barriga do prazer mole?
Oh ardente fogo de enxofre
Por ti o homem sofre
Noite e madrugada adentro
Procurando o teu epicentro
Oh segredo indescurtinavel
Oh mare inavegavel
Que ganhamos de ti afinal
Alem desta dor infernal?
Oh fonte de ais eternos!
Os homens sao todos subalternos
Por causa do fogo escondido
Entre as pernas deste ser desinibido
Oh profundo abismo movel
Que usas nossos proprios pes
Para deambular de les-a-les
Espalhando teu amargo fel
Oh praga que nos ameaca.
Prazer que na cama nos desgraca
Tu que te moves sereno
Transportando mortifero veneno
Oh vazio que nos pariste
Tu que na imundice nos cuspiste
Por que vem e nos engoles
Na barriga das paixoes moles
Oh ardente fogo de enxofre
Por ti o homem chora e sofre
Para ganhar o sofrimento
E o divino julgamento.
Se me estenderes uma das mãos pra me livrar da queda no abismo, ainda me sobrara uma para me agarrar as pedras e nos segurar caso voce tambem venha a se escorregar.
Descer ao abismo das lamentações
Subir a escada das emoções
Sintetizar os erros
Mergulhar no rio do amor
Dormir na cama da afeição
Acordar em delírios
Nos braços da ilusão(Azevedo Silva)
Quem é escravo de pensamentos ilusórios cultiva as expectativas que lhe encaminharão ao abismo da frustração.
Qdo a vida te arrancou de mim,
Senti q estava num abismo enorme,
Senti uma dor tão profunda,
Uma dor, q ainda me consome
As vezes eu sinto como se estivesse em um abismo.. quando fecho meus olhos eu posso sentir cada respiração, e aos poucos eu não sinto-a mais, é quando eu sumo desse mundo que meus olhos presenciam e minha alma se conforta em um mar de espinhos.. mas vive feliz, sem aquele mal que vivia a atormentar, próximo dela mas uma vez volta a respirar quando é assim ela abre os olhos e volta a sonhar..
Esse novo mundo,essa nova geração que aprendeu a viver no abismo do “foda-se" do “sem coração” ou até mesmo do “pouco me importo”.Não consigo ser assim eu sinto demais, sou intensa demais.Poderia muito bem não dá bola para você e ficar com aquele meu vizinho que dá em cima de mim todos os dias nas manhãs que nos esbarramos no elevador do prédio, mas não... Sou comprometida com os meus sentimentos, com os meus pudores e meu coração !
Alma perdida
Esquecida de dor
Condenada num abismo
De um desdém atroz.
Por que?
Não sei!
Quiçá o destino
Seja ou foi egoísta
Presa, sentenciada
A um amor cruel!
Fiel de ódio
Onde nós dois morremos
De um desdém cruel!
Memória
A memória que desnuda profunda
Mas sobressalta e flutua
Na boca do abismo do esquecimento.
Esquecimento
O esquecimento que sôfrego
Enlaça um combate
Que ao menos almeja um empate
Mas que falha e se cobre
Com o véu de maia do perdão.
Perdão
O perdão que martiriza a alma
Que internaliza a ferida
Ao tentar apagá-la
Mas que não cumpre sua promessa.
Promessa
A promessa criadora de elos,
Passível a traições tal como Eros,
Que busca manter o acordo
Mas não controla a revolta,
Do que dentro pulsa latente,
Memória.
No profundo abismo onde ninguém podia me escutar, falei com o silêncio. Rios de lágrimas correram de meus olhos, antes que de eu começar a falar. Esta era a minha situação. Os problemas sufocaram a minha vida em uma cisterna, meus inimigos jogaram pedras sobre mim. Meus olhos, deteriorados de tanto chorar, mal conseguiam se mover. Minha alma estava abatida dentro de mim, ela quer o refrigério.
Eu me afoguei em minhas próprias lágrimas. Me condenei por não ter buscado a paz e o refrigério que minh'alma pedia. Achei que nunca iria sair do abismo, da cisterna coberta de pedras e lágrimas.
Subo todos os dias um degrau até o céu.
A maldita gravidade não permite minha queda,
No abismo do universo.
Cismo em cismar com versos e etiquetas,
Uma imensidão de sala solar, no bairro Astral.
E eu aqui trancado na gaveta.
Abismo;
Enquanto não tenho coragem de pular
Fico a observar sobre nós a tempestade
Abismo;
Talvez depois de muito chover
Estejas cheio, tão cheio
Que passarei por você a nado
Abismo;
Ou talvez irei esperar, na beira do abismo
Mas
Até quando?
Abismo;
Não posso fitá-lo a fundo
Há um sorriso de amor nas profundezas
Um abraço acolhedor e suicida
Abismo;
Transpô-lo hei
Não ficarei no fundo
Por isso permaneço aqui
Na beira do abismo
Esperando
Abismo, abismo..
ELEGÂNCIA, PRINCESA... COBRA O TEU PATAMAR!
Olha pros lados, vá na beira do abismo, olhe pra baixo, meça as beiradas, calcule o vento e foque no outro lado. Pegue distância, devagar, pense enquanto isso... Pensa que em vez de refletir sobre os motivos que te fazem querer desistir, é melhor deixar a mente voar até os motivos que te fizeram querer, começar e planejar.
Você pode, você pode poder tudo que pensar!
Não tenha pressa, não corra, não sai do trilho. Não se preocupe em manter os pés no chão, eles paralelos ao solo que dão o impulso do salto que vai transpassar esse abismo chamado medo.
