Abandonado
Ser abandonado que não vê
crê ou prevê sua jornada
Já o ser feliz e envolvido
quer soprar o amor
Deixar-se aparecer
reverter o temer
Cansei de nunca se importante para ninguém,cansei de sempre ser abandonado,cansei de palavras inúteis, cansei dessa ilusão toda,As vezes paro pra pensar é pergunto,Para Deus qual é minha missão aqui na terra,Pq as pessoas são assim tão cruéis umas com as outras,Pq mesmo a pessoa dando o máximo de si próprio para a outra no final é desprezado,Por quê as pessoas tratam a outra como se fosse um objeto,Pq ele me trouxe para esse mundo maldito, Quê só tem Tristeza,Ranço, Infelicidades,Pessoas inúteis quê não sabe o valor de Amar, Por que tudo isso tem que ser desse jeito não entendi essa vida,Essa selva de mostrons de ilusões.!💔😪
Sou devidamente abandonado e esquecido na maioria das vezes por conta da generosidade intelectual, dos conhecimentos, saberes e das ideias gratuitamente oferecidas. O mundo ainda hoje só dá o alto valor ao pensamento cativo e atrofiado dizimista permitido.
No Recanto Abandonado
O sol ardido no meio da tarde pulsando sobre a cabeça despreocupada de quem anda pela secura do chão como se fosse um carneiro. Um caminho aleatório tomado em meio à grande planície vasta carente de vegetação, perdida entre serras e serrado, sob o céu azul sem nuvens estalando o capim marrom, que se mistura ao vermelho do chão qual o vento sopra poeira no horizonte camuflado pela distancia.
A boca seca, sedenta por um gole d'água, seca cada vez que o cigarro de palha é tragado insaciavelmente para dentro dos velhos pulmões batidos dependurados entre as costelas salientes da esguia figura andante. Muito ao longe ouve-se o ar calmamente balançando a fantasmagórica dimensão de terras infindáveis que estendem-se preguiçosas por quilômetros trazendo o som de alguns insetos perdidos e pássaros solitários á caçá-los.
Embriaga-se de espaço, de tempo e altas temperaturas. Cambalea-se pisando sobre as pedras soltas, esqueletos de outras terras, outros tempos. Vê turvamente uma sombra dançando à frente, uma pequena árvore avulsa tomando o eterno banho de sol do verão sem fim no mundo esquecido onde ninguém vai. Sentindo-se convidado a sentar-se à sombra, automaticamente tira mais um pouco de fumo e vai enrolando mais um longo palheiro, que é apetitosamente devorado em seguida.
Junto ao estreito tronco, sentado, magro, fumegando um rastro de fumaça aos céus, pensa que é capim, enraizado no solo árido onde nem rastos vingam. Como toda rara vegetação do lugar, deseja água, olha para o céu e não consegue ver nem uma nuvem, fecha os olhos e tenta apalpar as profundezas do chão, estica suas raízes até onde consegue alcançar, mas nada encontra. Torna a olhar para o céu, e fita a vastidão azul tão infinita e inacessível quanto a terra estendida ao longo das distancias incontáveis deste lugar nenhum.
O entardecer vai esfriando e entristecendo o coração de mato do pobre sujeito que adormece em meio a ventania que sopra areia sobre suas pernas como se fosse o coveiro dos sertões misturando-o, transformando-o em rocha, levando o pó de sua existência a se espalhar para além de onde se possa juntar. Adormecido, não vê a noite seca chegando aos poucos, matizando o céu profundo que se escurece atrás das cortinas de poeira.
Sonhando tão profundamente quanto suas raízes de capoeira, entra em contato com o pequeno grupo de plantas ao seu redor, aos poucos sintonizam-se e passam a relembrar das chuvas passadas, do alvorecer umedecido, do frescor da noite, das flores e dos pássaros. Logo protestam contra o clima, pois engolem seco o passar dos dias ouvindo chover nas serras ao horizonte na espera de que o vento traga algumas gotas, e morrem aos poucos pelo castigo da insensibilidade da natureza com aquele vasto recanto abandonado.
Passado algumas horas da madrugada tal manifestação foi surtindo efeito, os ventos cada vez mais fortes vieram varrendo ilusões das esquecidas planícies enquanto as nuvens relampiosas jorravam feches de luz escondendo toda escuridão embaixo dos pedregulhos. Em poucos minutos a água desabava ferozmente contra o chão fazendo levantar a poeira que era lançada pelos ventos em redemoinhos dançantes num espetáculo que aos poucos tornava-se medonho. Apavorado o homem desperta com os olhos esbugalhados, cheios de areia, e num pulo deixa de ser capim e passa a ser folha, flutuando pela tempestade, esperando pousar sobre um lago, se o acaso lhe desse esse prazer. Era a última coisa que desejava, para descansar em paz no fundo da água, tornando-se barro, alga, limo esquecimento.
A pessoa amada só se torna especial e inesquecível para você no momento em que você é abandonado em meio ao mar de amarguras e solidão.
O ser humano está tão modificado, que um cão abandonado causa mais comoção do que uma criança dormindo ao relento.
Talvez sim, talvez não!
Vou talvez envelhecer triste.
Solitário(a) e abandonado(a).
Envelheço num pais cheio de sol, rodeado pelo mar.
Vou envelhecer precocemente, sem dinheiro.
Para os remédios comprar.
Envelheço como um livro rasgado.
Velho(a) esquecido(a) e guardado.
Vou envelhecer, num país acidentado.
Onde tudo que é velho, deitado fora será.
Vou envelhecer neste inferno, nesta estação.
Seja ela outono, inverno, primavera ou verão.
Vou envelhecer , antes da hora marcada.
Sem destino, sem hora, seja dia ou noite.
Vou envelhecer e só para não morrer à fome.
Vou ter que ser ladrão, vigarista ou aldrabão.
E meus amigos, talvez tenha de mudar de nome.
Embora eu não tenha dinheiro para a luz, água e gás pagar.
Emigrar talvez seja o remédio, para pagar ao banco a casa que estou a morar.
Envelheço num país, muito mal governado por ladrões e abutres esfomeados.
Envelhecemos e vivemos todos neste inferno, neste lindo Portugal.
Envelhecemos com sol, mar e boa comida, com os santos populares
Sejamos velhos ou novos envelhecemos de certeza, neste pais acidentado e doente!
Esta vida é um caminho que às vezes tem volta, porém, o caminho abandonado jamais será como antes nem nós seremos os mesmos de antes.
Mas se puder, volte, porque pode ter deixado cair alguma coisa importante na ida.
Luiza Válio.
Tem dias que me sinto meio que abandonado, esquecido. Sei que não é isso, sei que é mal costume. De toda forma, fazer o quê...
Por muitas vezes, tudo me lembra você. Os carros escolhem tocar certas canções ao passar pelo meu, as rádios parecem querer conversar comigo.
É bom lembrar seu cheiro de fim de dia...
Olha você me faz tão bem e se só de olhar seus olhos eu me sinto bem (não sei quem disse essa frase, só sei que me descreve.
Como diria meu amigo plagiador: "vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo..."
Saudades
Boa prova.
Deus te disse: não chore, não guarde mágoas em seu coração, não se sinta abandonado.
Embora não me vejas..eu cuido de você,
Embora não sintas, eu toco em você,
Embora não creias em mim, eu amo você,
E, mesmo que você duvide, estarei sempre ao teu lado...
..
Não desanime jamais, pois se deixar de lutar, certamente irá se arrepender por ter abandonado a batalha.
Lex: Não me dê as costas.
Julian: Ainda não se acostumou com isso? Você ser abandonado? Afinal de contas, quantas vezes já foi casado?
Acordada.
É fato que Morpheu anda zangado ... Além de ter me abandonado é debochado , pois quando penso em dormir...abro os olhos e o que vejo além do seu retrato? Um coração apaixonado na parede de meu quarto...
Ah Morpheu!.... não me faça lembrar ....
do amor meu....
Porque ao invés de teus braços...
... era os dele onde eu gostaria estar...
Vamos dormir, Morpheu! Vamos...
Mistério Vulnerável -
Trago uma vaga saudade
Um queixume abandonado
Um mistério vulnerável
Uma pequena ondulação,
cheia de vento e de maré,
que me invade o corpo
que me acorrenta a Alma!
Trago o luar na minha mão
Trago o Sol e trago a chuva
Todos os sonhos do mundo
Todas as esperanças perdidas
Uma vida transformada em morte
Uma morte que se faz vida
num silêncio absurdo e impreciso!
Trago tanta coisa em mim
que não sei bem o que sou
nem o que faço neste mundo!
tudo é abandonado...
nada é representado....
para se amar é dado por perdido...
de repente um paradigma...
sendo esse um paradoxo...
aprendi a te desejar....
tão pouco te tive.
tão pouco esperei.
pois dor seria baseada em fatos...
o desejo torna se um sentimento...
O cão de rua ele não foi abandonado simplesmente ele percebeu que na rua teria sua liberdade de viver sem um dono.
Eu estou aqui. Olhando-te de longe e só de longe. Aprendi a abandonar depois de tanto ser abandonado e hoje entendo. Dói muitos menos. É mais fácil, simples e rápido. Não gostaria que fosse assim, é covardia, fraqueza, mas lamento, foi assim que aprendi e até que me ensinem uma forma melhor, isso é tudo que tenho.
