Vulgar Vulgaridade
A experiência do tédio, não do vulgar, por falta de companhia, mas o absoluto, é muito importante. Quando alguém se sente abandonado pelos amigos, não é nada. O tédio em si advém sem motivo, sem causas externas. Com ele vem a sensação de tempo vazio, algo assim como a vacuidade, coisa que conheço desde sempre. Posso recordar muito bem da primeira vez, quando tinha cinco anos. Vivia, então, na Romênia, com toda minha família. Então, tive de repente a consciência clara do que era o aborrecimento, o tédio. Foi por volta das três da tarde, quando fui tomado pela sensação do nada, da absoluta carência de substância. Foi como se, de súbito, tudo tivesse desaparecido, tudo mergulhasse na nulidade e fosse o começo de minha reflexão filosófica. Esse estado intenso de solidão me afetou de maneira tão profunda que me perguntei o que significava realmente. Não poder defender-se, nem poder se livrar dele com a reflexão, assim como o pressentimento de que voltaria outras vezes, me desconcertou tanto que o aceitei como ponto de orientação. No auge do tédio se experimenta o sentido do Nada, e neste sentido não se trata de uma situação deprimente, já que para uma pessoa não crente representa a possibilidade de experimentar o absoluto, algo como o instante derradeiro.
Esta é uma sociedade vulgar, na qual as pessoas cada vez mais se apegam às futilidades, então só resta a escola oferecê-las.
Presentes à luz
Perceba-se quão vulgar é celebrar a vida,
a todo momento e detalhe,
e o quanto renovamos os votos,
e nos repetimos em alegres estimas,
felizes pelas experiências, pelas trocas gentis;
tamanhas as nossas fraternidades,
as emoções seguras de calor arrefecido,
as incontáveis cores de cada primavera.
A obra incompleta importa a todo ente,
fica impressa na história,
constroe-se em memórias a cada vela acesa,
de onde se contempla a força das vidas contente.
O gafanhoto
Eu vi um gafanhoto.
Um inseto vulgar, pensei.
Apenas verde, somente verde.
Me demorei a fitá-lo.
E ele ali quietinho me observando.
Eu vi um gafanhoto.
Verde, verde como as folhas
que já estavam quase que totalmente,
devoradas por ele.
De um relance de olhar, não o teria visto:
Verde: proteção natural,
Verde: compleição formal.
Eu vi um gafanhoto.
E depois outro e outro,
perdi a conta de quantos o veneno matou.
Não faz mal, vieram outros.
Vou começar a contar de novo.
Há uma opinião vulgar de que só pessoas quietas e serenas possam viver muito. E eu digo as MÁS também vivem muito!
Não adianta se vestir de seda e se cobrir de ouro quando a alma é vulgar e o comportamento promíscuo. A sorte de algumas pessoas é que existem almas afins.
MORTE VULGAR
se a morte quiser me achar
que seja numa mesa de bar
muito perto do mar
em noite de luar
comendo caviar
e bebendo até vomitar
pois nesse lugar,
morte vulgar,
eu nunca estarei
Você julga ser vulgar a alegria alheia,mas não julga suas atitudes oriundas de um carácter duvidoso?
Acho tão vulgar as pessoas que vivem dizendo que tudo é lindo e maravilhoso, me lembra a frase que diz que muito riso sempre acaba em choro.
"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.
Por isso...
Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."
Embriaga-me os olhos remotos
Com a sua Intelectualidade vulgar.
Invocai-me de modo obscuro
Voluptuoso desejo a Ti adorar.
Pior do que Mulher vulgar, é mulher "Mano"... Peloooooo amor, tudo bem que Funk é legal e tudo mais, mais tem algumas por ai que encorporam os personagens da musica.. Falta só coçar o saco!
Mulher tem que ter sua delicadeza, sutileza e Feminilidade!
Lucy Khanjar
de maneira alguma vulgar ou banal, tampouco passageiro,,, talvez apenas no momento errado,,,
.
momento em que nossas vidas não estavam livres
"A eloquência vulgar, essa não se orienta minimamente para a verdade. O seu propósito é agitar a multidão, atrair auditores pouco cultivados graças a impetuosas tiradas; não se presta a uma analise cuidada, é feita de arrebatamentos. Como pode então servir para governar os espíritos uma eloquência incapaz de governar-se a si própria?" - Cartas a Lucílio
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