Vozes
Coronavírus: fique em casa! Virei as costas para o lamento de mil vozes. Agora, com o corpo em chamas, me afogo no ar seco.
ÀS VEZES
Às vezes vejo vultos,
Ouço vozes e músicas,
Do nada.
Pareço estar assombrada.
Então uma tristeza
Me aperta o coração.
As lágrimas brotam
Como abóboras no verão.
Uma saudade
Não sei do quê,
Talvez do passado,
Ou será de você?
VOZES
Ouça... Ouça as vozes da minha cabeça;
Que atormentam a minha existência;
Elas dizem " não ligue, mate, maltrate depois encare as consequências";
Já não conheço a minha mentalidade como antes;
Ela está perdida em tamanha confusão, que nem mesmo um ancião pode descifrá-la com perfeição;
Me sinto no inferno, do terrível enfermo que é ser a mim mesmo;
N consigo imaginar uma alma sequer que possa me compreender;
Demônios e entidades assolam a minha humanidade;
Será que sou eu? Afinal, quem sou eu? Seria eu um humano comum? Ou será que sou apenas escória?
Apenas perdição;
É, a solidão é a única que me entende;
Pois me acompanha como a lua persegue a noite e o sol persegue as estrelas. Mas no final, tudo se torna vácuo;
O vácuo infinito e inexplicável do espaço.
Vozes
Elas estão lá o tempo todo
Quanto mais eu tento as calar pior elas ficam
Eu queria poder silenciar tudo por apenas um minuto
Eu queria poder ir pra um lugar onde elas não existam
Apenas o que me resta é fazer barulho o suficiente para que eu não consiga as ouvir
E torcer para que um dia elas não me calem para toda a eternidade
Exite duas vozes na minha cabeça, uma que diz "Irá mesmo pedir desculpas?por qual erro cometido? Não cometeu erro algum, então mude de idéia!" A outra diz "Reconheça seu erro e não seja tão orgulhosa, pedir desculpas não irá lhe ferir!" Mas sempre ouço a voz orgulhosa dentro de mim, aquela que nunca deixa minha voz sair, mesmo que eu tente ela nunca irá me libertar, nunca irá deixar minha voz sair, mesmo que a voz que reconhece os erros esteja certa, na minha cabeça há sempre uma briga de gladiadores, uma briga interna de vozes que a todo momento diz algo totalmente diferente, e que sempre quem ganha é a voz orgulhosa.
Não importa o quão ensurdecedoras estejam as vozes na minha cabeça, elas sempre se aquietam quando a música toca.
Ouço vozes que cantam sobre a vida, danço uma coreografia caótica. Tenho infinitos olhos que percebem tudo, a cada tempo ganho nova ótica.
É ao atravessar o vale da sombra da morte que reconhecemos e agradecemos, pois as vozes mais belas vêm do coração, não do medo.
O veículo é o coração ❤️, porque só ele tem força para atravessar os vales mais sombrios e levar à luz.
Vozes opressoras ecoam em todos os cantos, classes e categorias sociais, inclusive entre o 'povo santo'.
Vozes
Voz acolhedora, que abraça e conforta,
Voz restauradora, que o passado reporta.
Voz transformadora, que muda o caminho,
Voz libertadora, trazendo alívio e carinho.
Voz educadora, que ilumina a mente,
Voz conciliadora, que une o diferente.
Voz provocadora, que instiga a pensar,
Voz inspiradora, que nos faz sonhar.
Voz contestadora, firme em sua ação,
Voz esclarecedora, que traz a razão.
Voz animadora, que faz o coração vibrar,
Voz motivadora, que nos ensina a lutar.
Voz desafiadora, que enfrenta o temor,
Voz inovadora, que traz novo sabor.
Voz assertiva, com força e criatividade,
Voz inclusiva, que celebra a diversidade.
Voz intuitiva, que percebe o que vai ser,
Voz proativa, que não espera acontecer.
Voz passiva, que escuta e não age,
Voz reflexiva, que aceita, mas interage.
Voz construtiva, que edifica o ser,
Voz compreensiva, que respeita o viver.
Voz empática, que sente e se importa,
Voz pacífica, que a calma transporta.
Voz carinhosa, que acolhe e conforta,
Voz respeitosa, que entende e se importa.
Voz opressora, que silencia e elimina,
Voz desagregadora, que semeia a desunião,
Voz mentirosa, que engana o coração.
Voz impostora, que finge ser real,
Voz desanimadora, que baixa a autoestima,
Voz dominadora, que só busca controlar.
Voz manipuladora, que distorce a verdade,
Voz destrutiva, que mina a identidade,
Voz desiludida, que traz desânimo e dor,
Voz arrogante, que agride o ouvinte.
Voz cínica, que debocha e implica,
Voz ranzinza, que reclama e limita.
Voz indiferente, que não se importa vivente,
Voz pessimista, que desacredita e deprime.
Voz traiçoeira, que engana e despista,
Voz intolerante, que exclui outros pontos de vista,
Voz maliciosa, que provoca o rancor,
Voz vingativa, que perpetua a dor.
Voz frustrante, que impede a ação,
Voz desesperadora, que gera confusão.
Voz cruel, que fere e elimina,
Voz sombria, que alimenta a ruína.
Qual é a tua voz?
Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...
No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Todos passam...
As pedras não...
Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...
Sandro Paschoal Nogueira
Vozes descartáveis
Numa explosão de sentimentos bons
Aflora nas manhãs de cada aurora
Apraz vontade de calar o barulho
Tóxico, irritante e peçonhento
Nocivo que causa eco de
Arrogância e hipocrisia
Simples como apertar uma
Tecla delete da indiferença
Viver com intensidade a primavera
De luzes policromas, irradiantes
O sepulcro do silêncio vale mais
Que o barulho dos cabotinos
O tempo se incumbe de sepultar
Vozes narcisistas, pavões de época
Apagar horrores alarmantes
Tudo isso acontecendo nos umbrais
Do podre poder que se agiganta
No âmago de algozes atores
Que se multiplicam nas fendas
Homiziadas em suntuosos castelos
De areias e concussões
Entorpecentes de mentes sadias
Abjetos, destruidores de carreiras
Entrementes, o tempo é cura
Milagrosa e asséptica dos
Males que nunca se perpetuam
Eis que a força Divina se
Apresenta como escudo de
Repressão do mal, sempre fugaz
E efêmero de um tempo
De deletar o simplório
Ser feliz com o cancelamento
Sumário, peremptório e inexorável
Do barulho ensurdecedor que
Irradia como ondas que se
Perdem no firmamento
Emergindo o enigmático
Sonho de lirismo poético
Do menestrel do Vale do Mucuri
Você passou a vida ouvindo milhões de vozes, inclusive a sua. Mas nunca a única que realmente importa—silenciosa, mas sempre presente: a voz da sua consciência.
Nós somos as vozes dissonantes, como gritos que ecoam do inferno e fazemos isso para que as coisas mudem, não em horas, dias, meses ou anos, mas se não o fizermos, morreremos, sem a esperança de mudanças.
A solidão não se mede pela quantidade de vozes ao redor, mas pela profundidade dos silêncios compartilhados.
O legado dos grandes líderes é um compêndio de histórias. Marcados pela dor, pela alegria e pelo ecoar das vozes ao lerem cada página.
José Guaracir
