Vovô e Vovó
Os avós
Tem vovó que é fofinha, mas põe neto na linha
Tem vovó que parece tia, mas não revela os segredinhos
Tem vovó que é é brava, mas nos beijos até baba
Tem vovó que sabe tudo, mas é humilde, no fundo
Tem vovó que adota neto, apesar da oficial ter grande afeto
Ter vovó é estar protegido, das ameaças e perigos
Ser vovó é um presente de Deus, para quem com sabedoria viveu.
Quem convive com vovós, é certo, sabe mais que o resto.
Vovó Leley
Lembranças antigas são como cadáveres. Nunca são as mesmas depois de desenterradas.
(Vovó Hester)
Vovó dos eletrônicos
Máquina de escrever
Coisas que a gente não esquece:
O primeiro lápis;
A primeira caneta;
O primeiro caderno;
Até aquele versinho bobo de criança, sempre vem na lembrança.
Primavera florida!
Flutuou pelo vento a palavra psicografada no verbo "Escrever"
A máquina que datilografou através do amor em busca da flor, deixou poemas maus informados e na gaveta congelou.
Já velha e enferrujada...
A máquina do tempo,
Pelos anos vividos hoje é a vovó...
Vovó dos eletrônicos.
Tento esquece-la...
Mais como...?
Procurei nas ferragens antigas em busca de algumas iguarias,
Lá estavam elas...
Ainda com flores e elas são testemunhas de um passado de gloria.
Cartas comuns e recados de amores se dissiparam na ilusão perdida e nunca mais voltaram.
Oh!Tempo...
Que viveu ,viu e amou,
Quem a usou nunca esquecerá dos calos nas pontas dos dedos e as marcas no olhar.
São os datilografados dos belos dias passados na era estudantil e dos escritores que ao passar do tempo,
Esqueceram da máquina pesada que muitas vezes quem a carregava de um lado a outro, até dores na coluna ela causou.....
Autor : Ricardo Melo
O Poeta que Voa
(26 de Julho, Dia dos Avós)
Vovô e Vovó
Eles tem nomes...
e um espaço enorme em nossos corações!
Eles tem história...
Eles tem memória, carinho, afeto, sabedoria!
A alegria é sentida por todos, netos, pais, avós,
e todos os do nosso redor.
“No meu tempo”…
eles contam de outros tempos
enquanto tornam fabuloso aquele momento.
Os netos prestam dedicada atenção, e os tratam com muito carinho.
Quanto afeto! Meu neto! Minha avó! Meu avô!
E quando se vão, deixam tanto dentro de nós…
Um dia eles, outro nós.
Com amor,
Netinha 💙.
Coisicas de Vovó e Vovô
Dia dos avós é o ícone de pessoa querida, nos transporta para momentos inesquecíveis vivenciados por tão ilustres seres amadurecidos de amor.
Minha vó é da época desse desenho, quituteira, prendada e carinhosa. As avós de antigamente eram lindas enrugadas, com voz aveludada, cheiro de alfazema, batas ou vestidos estampados com fita na cintura, colocavam sua dentadura dentro do copo para descansar durante o sono. Batalhadoras desprovidas de preguiça, rainhas do lar e parideira, minha vó teve 13 lindos filhos. A profissão de uma avó de antigamente era CASAR.
Meu avô se preocupava com o sustento da casa, era o único provedor, trabalhava muito e ajudou a fazer os filhos supracitados. Tinha uma maneira rígida de educar, não impunha respeito e sim medo, os 13 filhos tinham medo do meu atual meigo vovô.
Falar de vó e de vô é sentir saudade, sentir cheiro de infância, sentir vontade de voltar ao tempo, valorizar com juros e correção cada momento vivido, cada emoção.
É lembrar de superstições que você acha engraçada, mas impossível esquecer: ao ver um chinelo emborcado, porque alguém vai morrer; um garfo, colher ou faca que cai no chão, porque tem gente chegando; a vassoura atrás da porta para sintonizar a visita de que é hora de partir.
Tudo se curava com chá, com ervas, com remédio caseiro, com copaíba, andiroba, crajiru, com garrafada, ninguém ia no ortopedista antes de ir no senhor que põe os ossos no lugar, ou na rezadeira.
Os avós de hoje são jovens, bonitos, antenados e internautas, lutam, buscam, materializam seus sonhos e comemoram conquistas. Os avós são mães e pais açucarados, com receitas inéditas de mimos, paparicos e proteções.
Feliz Dia dos Avós
Eu daqui muitos anos: "Olha meus netinhos, a vovó é de uma geração bem complicada. Os gays eram pouco aceitos e todos acreditavam em Deus!"
Para quem defende o regime de 64, fica o convite:
leiam'A Casa da Vovó', de Marcelo Godoy. O livro revela que a repressão não escolhia apenas 'inimigos externos'; militares legalistas e oficiais que discordavam da tortura também foram caçados, presos e sumiram nos porões.
A história de homens como o Capitão Carlos Lamarca mostra que a consciência falou mais alto que a farda diante das atrocidades cometidas. A ditadura não poupou nem os seus próprios soldados."
(Mário Luíz)
Vovó escondeu por muito tempo, suas rugas, seus seios caidos,sua surdez. Escondeu também sua falta de visão, seus esquecimentos, seus cabelos grizalhos, sua artróz e artrite. um dia descobri que vovó possuia exatamente a idade de sua certidão de nascimento. ele também era velho.
Doce matéria
Pudim de passas
vovó já fazia
quando nas férias
para sua casa eu ia.
Pudim de passas
eu ouvi na escola
que um cientista Thomson
resolveu batizar
o nosso querido átomo
que já não era mais
uma bola de bilhar.
Eu com mente de criança
lembrei daqueles contos para dormir:
João e Maria
e a casa de doces...
Imaginei a matéria
como um pudim grande e doce.
Mas não sou criança mais.
Voltei a prestar atenção
no que o professor estava a falar.
A matéria deixou de ser doce,
agora é conteúdo para estudar.
Conteúdo sério,
desses que podem cair no vestibular.
Mas eu ainda fico me perguntando
se naquele tempo
Thomson andou se baseando
no conto de João e Maria
para a doce matéria
poder explicar,
criando assim sua teoria.
Eu as vezes misturo
ciência e fantasia...
Vai ver que é por isso
que me ocupo escrevendo poesia.
NO QUARTO DA VOVÓ
Lembro-me daquela penteadeira
Em frente um banquinho
Forrado de veludo vermelho
Na parede um grande espelho...
A mesinha toda forrada
Com tecido de seda rosa
Um porta-retratos com os dois
Potinhos com pó de arroz,
Batom e esmalte não podiam faltar
Estojo de madrepérola
Onde guardava as joias
Pente e escova para se pentear
Frascos de colônia para se perfumar
Vovó era muito vaidosa.
Ao acordar se maquiava
Ruge para corar as bochechas
Cabelo preso num coque caprichado
O vestido tinha que está bem engomado.
Só depois de se olhar no espelho
Dirigia-se a cozinha
Tomava café, dava as ordens do dia,
Sentava-se na máquina para costurar
Estica o pano, ponto aqui e ponto ali,
Logo o vestido pronto para engomar.
Irá Rodrigues
Vovó ou vovô
Não me chame de travesso
Mas o que mais aprendi com vocêS
Nenhum livro ensina
Valores tão puros
Que chamais esquecerei
E onde eu estiver carregarei vocês
No coração repleto de sorrisos
Pedindo abrigo no lar de vocês
Pois é lá que tudo vira magia
E até mesmo poesia ...
O último hino do vovô
Quando cantaram um hino, foram ao Monte das Oliveiras. - Mateus 26:30
Como nosso Senhor enfrentou a terrível perspectiva de morrer na cruz, Ele concluiu o primeiro culto de comunhão com o canto de um hino. Com isto Ele mostrou que os crentes podem encontrar o “último inimigo” com confiança pacífica quando eles têm fé em Deus e em Sua graça sustentadora.
Lembro-me de ouvir meus pais contando sobre os momentos finais do vovô Bosch nesta terra. Ele havia ficado aflito com um grave problema cardíaco e, apesar dos melhores esforços do médico para aliviar sua condição, ele piorou constantemente. Depois de três dias e noites, ele percebeu que a morte estava próxima.
Chamando seus filhos para o lado dele, ele amorosamente falou com cada um deles. Então ele disse: “Vamos nos separar de um hino”. Sua voz fraca tremeu enquanto ele cantava essas palavras familiares de Edward Mote:
Minha esperança é construída sobre nada menos
que o sangue e a justiça de Jesus.
Seu juramento, Sua aliança, Seu sangue
Me apóie na inundação esmagadora;
Quando tudo ao redor da minha alma cede,
Ele é toda a minha esperança e permanece.
Em Cristo, a rocha sólida, eu permaneço -
Todo o outro chão está afundando areia.
Depois de uma palavra terna de admoestação espiritual, vovô fechou os olhos e foi para o Senhor.
Se confiarmos em Cristo, nós também teremos esse tipo de paz quando chegarmos ao fim de nossas vidas.
Na vida e na morte, Cristo, a Rocha, é a nossa esperança certa. Henry G. Bosch
26 de julho - Dia da vovó
Quando todas as desculpas por você não ter feito dieta falharem, tente essa: acabei de voltar da casa da vovó! É infalível!
AO VOVÔ
Lembrança forte
Presente e pulsante
Cheiro sertanejo
Camisa de linho branco
Cor igual ao seu cabelo.
Sorriso guardado,
Olhos azuis, pensamento distante...
Sem mais, meu avô,
Chicó do Retiro
Deixou uma marca registrada
A identidade que carrego.
Ser forte, é ser nordestino.
Clécia Santos
A casa da Vovó
A casa da vovó era tão grande, lá eu me sentia Latifundiário em vinte metros quadrados, lá eu subia no muro que parecia o de Berlim , lá eu subia nas Goiabeiras, nas pitangueiras e não tinha medo de subir, de cair, de sussuarana e nem tão pouco de perder a hora do almoço porque eu sabia que meu anjo envelhecido ali estava para me lembrar ,carinhosamente , que meu prato preferido estava na mesa.
A casa da vovó era tão grande , lá , no quintal, tinha uma enorme pedra, que hoje, diante de meus olhos nem tão grande era assim!
Lá às formigas eram gigantes, as flores mais coloridas , o suco mais doce e os biscoitos mais crocantes. Lá tudo ficava gostoso, até a couve que mamãe fazia e pedia pra vovó colocar em meu prato. Lá verdura era carne tenra.
A casa da vovó era meu itinerário preferido e ela a guia turística mais fantástica que eu já conheci .Meu passeio preferido, meu colo preferido, meu abraço mais quente e meu sim constante.
A casa da vovó era tão grande e se tornava maior por tanto carinho, tanta generosidade, tanto amor. Não cabia em suas intenções tanto carinho, expresso em apenas um olhar, um aconchego ou um sabonete e um talco quando ela ,de mãos dadas comigo, íamos receber sua pensão.
Assim a casa da vovó era uma mansão , tamanhos cantos que tinha, tamanha a vontade de agradar, tamanho o tamanho daquele envelhecido coração.
A casa da vovó, a casa da vovó era minha esperança de crescer , crescer e encontrá-la , envolver meus bracos pequeninos em seus bracos envelhecidos, ou o contrário ou ,simplesmente falar baixinho:
-Vó pede pra minha mãe deixar eu ficar aqui hoje? Pede vó , pede!
E ela com aquele sorriso conivente me abraçava e dizia:
-Pode deixar, ficaremos juntas mais um dia.
E eu simplesmente ,hoje envelhecida na saudade, falo:
- A casa da vovó era tão grande! Mas o amor da vovó era bem maior.
O pão que mofou lembrou
O vovô que morreu
E o menino que não comeu.
O cheiro que exalou deixou
Tristezas no menino que não tem
A fórmula mágica desse bem.
Menino curioso investiga
Descobre o segredo do pão
Trocando a tristeza pela emoção.
