Viver sem Ti
APENAS ME FAÇAS FELIZ
Não sei o que sou para ti
Nunca me dizes
Teus pensamentos velados
O silêncio das tuas palavras
O mistério no teu olhar
Sempre se desviando
Fugindo dos olhos meus. ..
Mas quando te beijo a pele
Passeando por teu corpo
Buscando tocar teus pontos sensíveis
Ouço tuas confissões
No arfar da tua respiração
Nos gemidos que escapam da tua garganta
No descontrole dos teus gestos
Em procurar a saciedade do desejo
Em sucumbir sob os meus anseios
Em adentrar por minhas brechas. ..
Talvez nunca confesse
Nem precisa confessar
Me realizo pela emoção que expressas
Nas horas em que passamos juntos
Bebendo do teu mel
Fazendo parte do teu mundo
Ainda que por um breve instante
...eu te possuo
Nos teus recônditos mais íntimos
Provando seu rápido descontrole
Roubando tua razão
Descobrindo quem és.
Não precisa dizer nada
Apenas me faça feliz!
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados )
Memórias Inúteis...
Sinto tantas saudades de ti...
Das horas esquecidas, vadias...
Em que eu vitimava o tempo em teus braços
Em ternos abraços, sem tédio, melancolias
ou cansaços!
Eram dias de entregas...
Os nossos risos enfestavam o ar
Na vitrola : Chico, Elis , Gonzaguinha...
Ah saudade mesquinha!__ Quanta lembrança!
Quanta memória, para quê meu Deus, tanta memória?
Quem me dera a letargia ...A escuridão
de não saber o que foi..
...De não pensar,
no que poderia ter sido.
Hoje minhas tardes são tão cheias de marasmos
As brisas mais frias
Flores caem
Primavera sem viço
E em tudo,
a tua presença, intensa
que não sai de mim
não sai de mim...
Não sai.
RUAS DE QUINTANA
Tantas vezes cruzei por ti
na rua de teu andar
que pena!
não te reconheci
agora te encontro sempre
nas ruas que não andastes
naquela rua encantada
que nem em sonho sonhastes
Se um parente tratar um amigo(a) com maior consideração do à ti, então, esse não merece ser chamado de parente, nem irmã, nem sobrinha, nem cunhada, pois é pior do que um estranho qualquer!
Oração das almas
Pai, a ti de coração puro venho
Trago minha alma transparente
Abençoa - me neste instante
Pois, o meu corpo já não tenho!
Suposto merecer o acento etéreo
Venho a teus pés humildemente
Perdoa - me se o dia fostes triste
Porque a vida ainda é um mistério!
Depois deste desterro, Senhor Deus
Mereça eu, ser luz sob sua proteção
Que sejais amparo á todos os meus!
Assenta a fé e a paz nalgum coração
Fazei de mim eterno nos braços teus
Faz - me rasto de luz em sua direção!
Minha nação: A maior de todas!
Ó segregado, apresento a ti minha nação e seus feitos;
Descobrimos o fogo;
E ele nos deu o poder;
Construímos as ferramentas;
E elas nos deram o trabalho;
Amansamos os animais;
E eles nos deram o conforto;
Descobrimos as sementes;
E elas nos deram o alimento;
Separamo-nos em grupos;
E eles nos deram a diversidade;
Desenvolvemos a língua;
E ela nos deu o pensamento;
Inventamos a escrita;
E ela nos deu a história;
Observamos o céu;
E ele nos deu as direções;
Criamos os transportes;
E eles nos deram o mundo;
Nos afeiçoamos aos diferentes;
E eles nos deram a mistura;
Estudamos a natureza;
E ela nos deu a ciência;
Pensamos no desconhecido;
E ele nos deu Deus;
Se não percebes quem somos;
De certo vives no mundo da ilusão;
Mas se és parte do que te apresento;
Deixas de ser só uma simples parte;
E passas a ser o todo!
Bem-vindo à minha nação!
Bem-vindo ao mundo todo!
Teu dia!
Antes de ti
Pode sentir
Que nada havia
Nada existia
Ao que havia, a língua te deu acesso
E à existência, a vida te deu o sucesso
Olha que hoje tudo há
Pois tua pessoa aqui está
Do futuro nada se sabe
Predizer não nos cabe
Mas se tudo a partir de ti está
O fruto de tua vida florescerá!
QUADRAGÉSIMO TERCEIRO HEXÁSTICO
Assenhora-te do espelho
Refletor de todos os caos
Ainda para ti irrevelados
Debulha-te duplo narcísico
Toda estética será falsa
Se nela faltar toda essência
E onde cabe esse vazio em ti?
E onde se encaixa esse vazio em mim?
A gente se completa ou se causa danos?
As vezes tudo que eu queria era sumir, sabe, sumir não pra sempre, sumir pra passa uns anos fora tipo mudar de cidade, mudar de número, muda de estilo, mudar o modo de fala, o modo de pensa, o modo de agir , o modo ate de rir kkk e depois de uns 3,4,5 ou ate 6 anos chega naquela cidadezinha onde tudo começou, onde aquela pequena nasceu, onde aquela pequena viveu,onde aquela pequena tanto sofreu, onde aquela pequena tanto se decepcionou e o povo olha pra quela menina e fala quem é aquela que esta chegando ali? e quando souberem que sou eu falarem mentira a menininha que todo muito falava, que todo mundo criticava, que todo mudo jugava virou um mulherão
Amei!
Amei tanto a ti
Que me perdi.
Quase morri.
Porém, renasci.
E estou pronta
Para amar outra vez.
Porque a vida foi feita para morrermos de amores.
Rego teu querer...roubo...
Colando em ti meus devaneios
Te roubando Sonhos !
Degusto teus desejos...
Bebo cada gole dos teus gemidos.
SONETO À ARAGUARI
Os pés da infância de te é distância
O olhar ainda em ti é de lembrança
Que veem e choram na sua fiança
Dentro do peito com significância
És cidade mãe, de minas a aliança
Em ti sou vinda, a mim és rutilância
De alusão, quimeras e substância
Desenhando e roteirizado herança
Vida que morre, é tal, a vida que vive
Caminhando comigo, assim, mantive
A minha história, que eu nunca perdi
Menor dos meus desejos, de te tive
Boas memórias, em ti sempre estive
És flor na lapela: altaneira Araguari!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2016
Cerrado goiano
128 anos de Araguari (MG)
Ponto de partida
Ao novo ano, no tsuru pedidos escrevi,
em suas asas escrevendo lembrei de ti,
desejei pra ti que gosta da poesia daqui
muita saúde, paz, prosperidade e parti...
Fui pra bem longe e deixei - me voar,
no meu vôo, o vento e a tempestade,
o bem e também sem querer magoar,
alguns resquícios de pura maldade!
Dos olhos caíram algumas lágrimas...
Nos meus lábios também sorrisos vi,
houvera ternura e talvez duros dramas!
De tudo guardarei grato aprendizado;
Não quero ser mais, que meus poemas,
no mais agradeço a todos que tem lido!
COMPANHIA IDÔNEA
Procuro em ti, mesmo não sendo o óbvio,
o sentido para a minha vida;
Recorro as tuas virtudes,
e me nego enxergar os teus defeitos evidentes;
Quando encontro - os finjo não vê-los, os justifico;
Pois, entreto-me em ver a tua beleza em que me encanto.
Nas noites que a tenho ao lado no leito,
recuso-me adormecer e optante nem dormito;
No travesseiro silencioso,
na visão do teu corpo inerte sob os lençóis,
nos teus devaneios dos sonhos,
teu mundo decifrar, busco.
Quando falas, perco-me no mover dos teus lábios
e mergulho no mar de tuas palavras;
Vivo dos relatos de tuas histórias;
Das tuas experiências amargas vividas, sinto as dores,
E as trago em mim como cicatrizes na alma,
por querer entender teu modo de vida.
No teu olhar distante, distraído,
exponho - me no raio de tua visão:
Pois quero capitar teus sonhos
e desvendar teus anseios,
a fim, de surpreende-te nos desejos do teu coração.
O que busco em troca?
O que barganho?
Confesso não saber dizer...
O que certamente sei,
é onde encontro o meu contentamento:
Que é no teu sorriso, na tua alegria;
Na tua espontaneidade no jeito
que me quer por perto
e na tua prazerosa companhia.
Saudades
Saudades
de mim,
de ti,
quando eu
era eu,
e tu
eras tu.
Saudades
da casa,
do mar,
do tempo sem pressas,
sem dores, nem remorsos.
Saudades do pássaro
que cantava ao amanhecer
e nos dava os bons dias.
Saudades...
"Simplesmente me apaixonei por você"
Essas foram palavras criadas por ti
Mas dadas a mim para falar-te
E na verdade eu lhe disse
Da forma que quem ama diz
Então se havia alguma dúvida
Foi arrancada a sua raiz
Pois sim, eu te amo
Soneto do amor
A ti reservei o meu amor,
Do qual fez pouco,
Transformou-o em dor.
Como você foi louco.
Eu que tanto te amei,
Sofri feito louca.
Contigo me enganei,
De tanto gritar me fiz rouca.
Outro ocupa o teu lugar,
Outro que não vai me machucar,
Como você tanto o fez.
A vida é assim amor,
A fila anda e ninguém,
Ninguém quer viver de dor.
SONETO AGONIADO
Agonio de ti, ó silêncio, do cerrado
Diz coisas que a sorte não vai entender
Da tua brisa saudades tu pões a trazer
Nas brumas, com suspiro empoeirado
Do teu torto cenário bruto, fustigado
Ascende lembranças no entardecer
Tão pálidas na tua secura, vão haver
Solidão, que o meu sonho fica calado
E nos teus murmúrios do alvorecer
O meu ao teu então fica encarnado
Largando lágrimas na face a perecer
Talvez um dia eu entenda o teu agrado
Por agora, o que faz é meu entristecer
Porém, todavia, és âmbito do meu fado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
