Vivemos
A inquietude se dissipa diante tantas demonstrações perceptíveis pelos momentos que vivemos!
Hoje, talvez, seja maior o sentido de que só existimos pelo acaso
e que ao acaso nos desprendemos perante os obstáculos da vida!
A consequência maior retrata o medo constante
e retarda os momentos de superação que tão pouco legitimamos em buscar a concluir.
O amanhã
pode ser visto como fruto de prosperidade porém, se culminarmos na destreza da ilusão talvez não exista o amanhã.
Um hoje fatal,
um respiro suspenso...
o acaso despeja em nós o destino que nos cabe, se não almejarmos a busca do fim da inquietude que revela o que grita em nós!
Sair do nosso plano de vida aqui sem a sensação de que realmente vivemos, deve ser uma dor maior do que a angústia da partida.
Vivemos nossa irmandade na mais perfeita sintonia, mesmo que em algum canto da vida, ela tenha sido oculta por obra do destino, e agora, não consigo processar essa partida repentina...
Vivemos em um mundo
Onde se tem amor mas é proibido amar
Se tem alegria, mas é proibido sorrir
Se sente tristeza, mas não se pode chorar
Se é livre, mas não pode voar
Se tem medo, mas não pode travar
Um mundo colorido em que você não pode se colorir
De uma mesa farta que não pode tocar
Uma música que não se pode ouvir
Porque alguém também não pode tocar
Um mundo farto de tudo, com pessoas pobres de mundo.
Vivemos perdidos entre novas ideias e antigos argumentos. Enquanto isso perpetua-se a opressão e emergem novos opressores. A caça está tornando-se caçador porque não recicla sua fala e sua ação já não condiz com a realidade
Vivemos num mundo, onde a riqueza sem esforço é valorizada; Onde o Amor e a Religião viraram negócios; Onde as pessoas vivem a vida dos outros; Onde ter 2, 3, 4 parceiros (as) é melhor que a sua dignidade e onde é mais fácil contribuir dinheiro para o seu funeral que realizar seus sonhos.
"Às vezes uma palavra de estímulo ajuda a pessoa a tomar uma iniciativa, mas vivemos num mundo onde as pessoas caminham cada um por si e esquecem-se do próximo ou até dos seus familiares".
Vivemos nossas vidas fazendo aquilo a qual a sociedade diz que é certo,aceitando opiniões alheas,e esquecemos que oque achamos certo é o que nos dar a opção der opinião própria .
Vivemos em um tempo astral e dimensional que já não mais é admissível segredos. Todos que buscam as verdades, terão.
As razoes pra vivemos,são nossos propósitos existenciais listados.
Em momentos de luta,nos assustamos com o medo de uma iminente de uma derrota,e agimos como tolos,muitas vezes rendemos ao desespero. Consequência da nossa limitante natureza imediatista,que a partir de uma peça não se descobre o retrato de um quebra- cabeça.
Nossa custosa natureza humana,que só se sente grato no final solucionado,no caso resolvido,no fim confortável.
Quem dera eu me distinguir dos que tiveram seu êxodo.
Então assim vivemos, conversamos, viajamos, comemoramos, estudamos,compramos fazemos tudo sem nem falarmos deixando assim nossa relação cair em um abismo cada vez mais profundo e cada vez mais cheio de magoas mas quanto mais ele c enche mais fundo ele fica comportando cada vez mais as nossas historias cada vez mais ruins caindo cada vez mais no cotidiano frio
SER!
Sou dessa terra, oxente...
aqui vivemos em paz
o florar de cada semente
é a esperança quem traz
o chão é fértil e servente
e a vida boa da gente
a gente mesmo quem faz.
Vivemos uma época em que ser chamado pelo nome de um animal qualquer é ofensa. Acho que quem deveria se ofender são animais. O ser humano é estúpido demais pra ser comparado a um animal.
Almas em conchas:
Vivemos como almas,
dentro de conchas,
presos em bolhas,
cultuando velhos traumas.
Vivemos numa guerra civil entre policiais e bandidos, onde muitas vezes são pessoas oriundas do mesmo extrato social, amigos de infância que, por ironia do destino, estão lutando em lados opostos.
É deprimente esse cenário onde pisam-se, corrompem-se, prostituem-se, drogam-se, matam-se uns aos outros e todos que atravessam no caminho.
Enquanto os maiores culpados dessa realidade caótica desfrutam de um bom vinho bem distantes desse ninho.
Vivemos num mar de lama há mais de 500 anos, e tenho certeza de que essa lameira tende a aumentar se não implantarmos urgentemente nesse país a educação libertadora defendida pelo mestre Paulo Freire.
O jeitinho brasileiro, baseado na "lei de Gerson" e no slogan "farinha pouca, meu pirão primeiro", a ganância dos donos do mundo e da sociedade em geral, não desejam uma mudança efetiva que coloque nosso país definitivamente nos trilhos do progresso.
"Querem que o mar pegue fogo para comerem peixe frito."
