Vinho: textos e poesias que celebram sua essência
EM CADA TAÇA UMA HISTÓRIA
Numa noite de luar, brilha o amor intenso,
O vinho preenche a taça, sussurra em cada verso. Experiência vivida, em aromas e sabores,
Uma história contada a dois, envolta em mil amores.
O vinho é testemunha do namoro ardente, Das juras trocadas, no tempo presente.
Na taça repousa a paixão que se revela,
E a cada gole, a certeza de uma história bela.
Em férias de encanto, num cenário de sonhos,
A garrafa de vinho é presente, traz consigo risonhos.
A cada taça erguida, celebra-se a vida,
Com o vinho que embriaga e traz alegria colorida.
O abridor se faz presente, companheiro leal, Abrindo as portas do prazer, sem nenhum sinal. Juntos, exploram os segredos de cada rótulo, Desvendam tesouros em cada cálice, nesse ritual.
No jantar à luz de velas, um brinde à paixão,
O vinho e a taça, em perfeita comunhão. Saboreiam a harmonia, a dança dos sentidos, Eternizando momentos, como amantes perdidos.
Amor pelo vinho, um laço que se entrelaça, Na noite de luar, a história se enlaça.
Entre risos e suspiros, o tempo se congela, E o vinho derrama-se, numa taça tão bela.
Que cada gole seja a lembrança mais preciosa,
De um amor pelo vinho que se perpetua na prosa.
Em cada taça erguida, uma experiência vivida, Celebremos o amor, em noites de luar, como despedida!
Quero um bom vinho, lá de Lisboa
Ir pra Veneza e navegar na proa
De um barco lindo, igual a você
E ai então cê ia perceber
O quanto a vida é bela
Vivendo com que a gente ama
O quanto a vida prospera
Se a gente levantar da cama
E eu sei que é complicado
Conviver com esse algo
Que te põe pro chão
Mas me promete que agora
Cê vai ser forte como um furacão, oh
Pode se dizer que o amor é como um bom vinho, quanto mais o tempo passa, mais intenso e valioso se torna.
Eu tinha várias páginas de cadernos preenchidas, tinha uma taça de vinho esperando com desespero de ser enchida e, principalmente, tinha uma mente sofrida e criativa. Não me preocupava com as páginas preenchidas, estava mais focado nas vazias, aquelas ficavam por vezes bem acompanhadas, mas por vezes por muitas noites sozinhas. Até ausência criativa era poesia.
Aquela era noite que a taça vazia não preocupava, eram noites de vinho por doses. Caras doses servidas por uma garçonete de hipóteses, ela poderia ser outra bela noite de cama desperdiçada. Ela era escultura bem desenhada, mas outra era encantadora vida desperdiçada. Afinal a tempos essa era a pandemia perpetuada de sociedade praticada.
Por fim aquela noite me rendeu uma moça de mágoas, mas um caderno de páginas ocupadas.
Aonde estás ?
Te procuro
E não te acho
Vou para janela
Dou um.gole em
Uma taça de vinho
E deixo minhas
Lembranças invadirem
Minha mente
Pensativo fico em mais
Alguns goles de vinho
Olho para a rua e a vejo
Passar.
Olho estarrecido e feliz
Com sua presença.
Desço correndo ainda
Sob o efeito do susto ao
Vê-la.
Compro uma rosa daqueles
Vendedores da noite e corro
Tentando acha-la.
quando isso acontece
peço desculpas pela ousadia
E entrego a Rosa
Peço para vê-la de novo.
Ela apenas sorri e diz:
--- Quem sabe!!
Entra Imediatamente no
ônibus e na janela me manda
Um beijo..
Volto para casa realizado
Pois finalmente
Pude conhecê-la
Se vamos ficar juntos?
Não sei!!
Mas pelo menos carrego comigo a felicidade
E Ver que ela existe..
Mais uma vez perdi o sono
Abro uma garrafa de vinho
Em meio a um gole e outro
Minha mente se depara com
Um som...
O suave toque de um violino
Me transporta a um mundo
Imaginário e volto a encontrar
A minha violinista...
Meu sorriso volta e a sensação
de felicidade toma conta de mim..
Que lindo !!!
Rever a minha violinista
Me trouxe alegria de volta
Sua suave melodia me deixa em êxtase...
Pena que você deixou de tocar
Pena que você deixou de sorrir
Pena que você deixou de valorizar um verdadeiro amigo
Nesse momento lágrimas jorram de meus olhos e a sensação de tristeza toma conta de meu coração
E tão difícil te deixar
Ignorar sua existência..
Mas o que tranquiliza?
Não a perderei de minhas lembranças
Escrever sobre a degustação de um vinho
É destruí por pedaços
Fragmentos das sensações e suas maresias.
Vermelha uva
- Vinho -
Cacho sem espinhos
Ramos podados
Cipós sustentados
e o pássaro em volta
Um grão no papo,
outro no chão
O canto silvestre
de agradecimento
Se não fosse o pássaro
seria o vento.
Back, vinho e eu sozinha, quando se desculpou e saiu às pressas após uma ligação da sua ex, eu percebi que nós não daríamos certo, havia uma grande pedra no caminho, ou melhor, havia um passado no caminho, na sua vida ao qual você não se desligava, sempre teve esse defeito, seja relacionado a pessoas ou objetos.
Se metade dessa dedicação ao que já passou fosse direcionada a algum relacionamento, uma hora daria certo, se é que você quer isso.
Sempre teve medo de me perder, mas nunca fez nada para que eu ficasse.
SONETO DE INVERNO II
Frio, uma taça de vinho, face em rubor
No cerrado ivernado, pouco se aquece
Um calor de momento, o licor oferece
E a alma velada, enrolada no cobertor
O arrepio no corpo, a infusão apetece
Para esquentar a noite até o seu alvor
Acalorando o alento do clima estritor
Num cálido agasalho que o afeto tece
Ah, ó estação de monocromática cor
Tão Agarradinhas paixões, em prece
Os mistérios, os desejos, os sentidos
Assim, embolado nas lareiras, o amor
Regado de vontade, no olhar floresce
Junho, ventos gelados e frios sonidos
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 junho, 2023, 19'34" – Araguari, MG
Início do inverno
Já comprei o nosso vinho
Um pinotage seco
D'África do Sul
Coloquei, na tábua de frios
Seu queijo predileto
Eu te quero nu
Mas nem bebes, nem comes
Nem sei mais o que fazer
Me dou inteira p'ra você
Chego até a esquecer de mim
E tu aí... Só pensa em me iludir
- Devota
Sobre conselho amoroso não tenho, mas na dúvida compre um bom Vinho, desligue o celular, viva aquele encontro com conversas produtivas e busque vislumbrar o olhar.
O frio não é freio nem feio,
Às vezes pode até ser ilusão.
No frio, o vinho desafia o destino,
Criando um calafrio que flui, em conexão.
E nesse arrepio, o calor desperta,
Quando o vinho aquece, a alma acerta e o amor liberta.
