Vícios
Os vícios são sombras que dançam ao redor,
Enquanto a vida, imensa serpente, se estende sem pressa.
Para domar essa fera, é preciso segurar as rédeas do coração.
São as emoções, correntes invisíveis, que os alimentam
E também o fogo que mantém sua chama acesa.
Viver é navegar nas marés do sentir, mesmo que apenas um sussurro.
Mergulhe fundo, traga à tona, e se entregue ao vício sublime de existir."
K.B.
Todo mundo possui virtudes ocultas. O problema é que os vícios costumam encontrar a ocasião primeiro.
POLÍTICAS PÚBLICAS ANTES DOS VÍCIOS
Existe uma diferença que precisamos aprender a fazer: nem tudo aquilo que é vendido como liberdade deve ser tratado apenas como uma questão de liberdade individual.
O tabagismo é um exemplo histórico.
Quando São Paulo aprovou a Lei Antifumo, em 2009, houve resistência. Proprietários de bares e restaurantes temiam prejuízos, e críticos questionavam se o Estado poderia interferir em uma escolha considerada individual.
Mas a discussão mudou quando se percebeu que fumar em um ambiente coletivo não afetava somente quem fumava. A fumaça atingia também quem estava ao redor.
A questão deixou de ser apenas:
“Eu tenho o direito de fumar?”
E passou a ser:
“Eu tenho o direito de obrigar outra pessoa a respirar a fumaça que escolhi produzir?”
Hoje, estamos diante de uma discussão que guarda algumas semelhanças: as chamadas bets.
A legislação brasileira optou pela regulamentação das apostas de quota fixa, estabelecendo autorização, fiscalização, restrições de publicidade e medidas de proteção ao apostador.
Mas existe uma pergunta legítima que vai além da arrecadação, do entretenimento e do mercado:
Quando uma atividade comercial começa a produzir danos relevantes à saúde, ao patrimônio e às famílias, até onde deve ir a liberdade de explorá-la?
O próprio Ministério da Saúde reconhece os problemas relacionados aos jogos de aposta como uma questão de saúde pública e passou a orientar profissionais do SUS sobre prevenção e cuidado. Em 2026, lançou uma campanha nacional alertando para os riscos do uso problemático das apostas online.
Imagine, então, que o país decidisse seguir um caminho mais radical e proibisse as bets.
Certamente surgiriam os mesmos argumentos que aparecem sempre que o Estado interfere em uma atividade econômica:
“Estão tirando minha liberdade.”
“O governo não pode decidir o que eu faço com meu dinheiro.”
“Milhares de empresas serão prejudicadas.”
“Haverá perda de empregos e arrecadação.”
Todos esses argumentos mereceriam ser considerados.
Mas também precisaríamos fazer outras perguntas:
Quanto custa para a sociedade o endividamento?
Quanto custa para as famílias o jogo problemático?
Quanto custa para o sistema de saúde tratar suas consequências?
Quanto vale a arrecadação quando comparada aos danos que uma atividade pode produzir?
É aqui que a política pública precisa sair da paixão e entrar na análise.
Porque liberdade não pode ser confundida com ausência de regras.
Uma sociedade livre estabelece limites quando o exercício de uma liberdade produz consequências relevantes para outras pessoas.
A questão não deveria ser simplesmente “proibir ou liberar”.
Deveria ser:
Qual modelo protege melhor o cidadão sem ignorar seus direitos, os impactos econômicos e as consequências para a saúde pública?
Foi assim que a sociedade discutiu o cigarro.
E é assim que precisa discutir as apostas.
Talvez a grande lição seja esta:
O Estado não existe apenas para proteger aquilo que podemos fazer. Também existe para proteger as pessoas das consequências quando determinadas práticas passam a produzir danos coletivos.
E, quando interesses econômicos entram nessa discussão, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Quanto dinheiro essa atividade movimenta?”
Mas:
“Quanto custa para a sociedade aquilo que esse dinheiro não mostra?”
Nos vícios, perde-se a razão,
pouco a pouco, sem perceber,
o corpo ainda segue em frente,
mas a alma começa a desaparecer.
Todos meus vícios eu deixei
Só a solidão que continua comigo
A ela eu me entreguei
Deixei de lado os amigos.
Nada pode ser alcançado sem sacrifícios. Sacrifício é a morte de vícios antigos por uma incerteza que lhe motiva a continuar
Há tantas coisas que profanam a alma das pessoas, sentimentos ruins, vicios, dentre outras situações que as deixam bem mais distantes de Deus. Há de se pensar se isso realmente vale a pena, devemos valorizar a Deus, as pessoas que nos amam, as que realmente se importam conosco e caminharmos, em busca da felicidade! Valorização, eis a palavra! Não deixe que sua felicidade se acabe por um capricho! Reflita, ainda há tempo de não jogar a vida para o ar, ainda há tempo ...
Hoje a vida me mostrou que temos sim que abrir mão de certas pessoas, momentos, vícios, roupas, lembranças e principalmente abrir mão de sofrer por quem não merece. Quando abri mão, ela não permaneceu vazia, logo a própria vida me trouxe novos amigos, novos momentos, me inspirou a me viciar em quem amo e naquilo que me faz sorrir sem precisar forçar o sorriso. Quando abri mão, mudei meu estilo, para as lembranças passei a usar um filtro e ficar com aquelas que realmente fizeram a diferença e continua a fazer sempre que lembrada. E quando abri mão de derramar lágrimas por quem não sabia secá-las, passei a perceber que tinha muita gente ao meu lado que estava esperando a oportunidade de me fazer soltar o melhor sorriso. Como é bom e importante abrir mão, permitir que o novo entre em nossa vida, e melhor de tudo, é que sempre que nos permitimos a novos momentos, permitimos que a vida siga, já quando seguramos firme o orgulho que nos impede de mudar, paramos de evoluir e muitas vezes, acabamos vivendo apenas o ontem, e deixamos o hoje, passar. Reveja sua vida, e descubra, o que você precisa soltar para que algo novo apareça? As vezes estamos segurando o que não nos faz mais felizes e estando com as mãos cheias deixamos o novo passar.
Liberdade é se livrar de velhos e antigos vícios,se permitir á ser feliz. Não necessariamente se entender,apenas deixar pra lá.Passar pela tempestade e curtir cada gota que caiu.É amar e sofrer, fazer as coisas acontecerem pra valer.
Se permitir chorar,sabendo que amanhã poderá sorrir. É sempre voltar forte ao início..encarar o tempo sem perder o viço.
Para sua vida melhorar, elimine aos poucos os pequenos vícios que te fazem mal. Observe mais e fale menos. Tá aí o segredo!
"Há quem viva nadando em vícios,
Trocando dores por outras mais fortes;
Há quem se sinta vivo por sentir medo,
Sangrando angústias sem limite;
Há quem mergulhe na solidão, por temer o amor;
Por não se achar apto a vivê-lo e, dele, tirar bons frutos.
A estes, o meu abraço mais caloroso.
A estes, o meu desejo de renovação.
A estes, a minha oração...".
É tão fácil planejar revoluções na hora de dormir; prometer derrotar os inimigos, largar os vícios... Mas quando amanhece o dia, tudo muda.
Aceito discordâncias, mas insisto que mesmo o mais cruel de todos os vícios só consegue escravizar quem assim o quer!
Me aceite assim, cheio de vícios, pois, apesar do cigarro e o copo de uísque que me acompanham, incrivelmente, tenho também um coração, calejado, dolorido, machucado, e que mesmo assim não desaprendeu a arte de amar, e clama por ser amado, apenas. Ama-me, apesar dos defeitos desse coração tão maltratado.
Me aceite assim, sem pudores, e desbocado, com esse temperamento explosivo, que só serve pra expressar o medo que tenho de me apegar. Ama-me, pra eu me entregar de uma vez, pois eu preciso, preciso ser amado. Aceite meus excessos, e ama-me como quem ama a vida, me deixe tornar-me a sua.
Me aceite assim, e não me diga adeus, permaneça nos sonhos meus, e ama-me, me aceite, fica comigo até o amanhecer, depois de uma briga, abraça-me, e mais uma vez, me aceite, me ame, apesar dos gritos, e das lágrimas de raiva que certamente irão rolar. Ama-me, antes de anoitecer, antes de tudo padecer.
Me aceite assim, me ame, cale-se nos meus braços, entregue-se, apesar dos vários paradoxos do meu humor, dos meus bronzes e dos meus cristais, me aceite assim, de ferro e de algodão, apesar das variáveis, tenho aqui um coração que somente deseja amar e ser amado.
No começo é difícil abandonar os vícios, mas depois, seu orgulho é tanto a cada vez que consegue, que a satisfação passa a ser maior que o prazer.
