Viajante
►Caro Sabiá
Sabiá, meu caro amigo viajante
Avisei a João que estou a caminho
Diga-o o quanto estou em romance
Peça-o para que me receba com carinho
Sabiá, sabes bem a quem fui a confessar lá nos mangues
Andorinha vizinha, Sabiá, que criaturinha linda em sorriso
Logo que a vi, piei, rebolei-me todo em sedução cativante
Atrapalhei-me, Sabiá, deixando-me levar pelo calor sem juízo
Voou tão distante a criaturinha, caro amigo, tão distante
Piei em dor ao luar, pensando se voltaria a cantar em delírio
Chorei, Sabiá, sem saudades de um amor correspondido para sarar.
-
Passei desta fase vergonhosa, Sabiá, pela dor sem motivo
Saí pelos céus a fora, até que ficassem alaranjados, em busca de um lugar melhor
Machuquei-me em encontro de alguns galhos em frente ao destino
Sabiá, busquei ela, admito, Andorinha que sempre sorria ao redor
Penso somente em suas plumas a voar no horizonte, como se não fossem voltaria
Nunca mais as vi, Sabiá, que saudade de quem não me conhecia, que dó
Sabiá, amigo, tudo o que desejo é que eu volte a vê-la, só um pouquinho
Então voarei a seu encontro, Andorinha linda, que desconhece meu amar.
O viajante precisa bater em todas as portas estranhas para entrar na sua. É preciso vagar por todos os mundos externos para, no final, chegar ao santuário mais interno.
Cuidado com caixeiro viajante que te traz só as notícias, de modo que te conta, assim também, que leva para contar a outra pessoa
"O Espírito verdadeiramente Livre, o autêntico Viajante da Luz na Escuridão, em sua mais imperfeita e luminosa solidão, se pergunta silenciosamente, (porque a verdadeira Filosofia, dizem alguns, é 'Agere non loqui'): por que diabos devo eu me controlar diante da força incontrolável da Vida?"
A Jornada de Dentro
Na vastidão do ser, onde poucos ousam ir,
Tu és o viajante corajoso,
Que, com olhos serenos e coração aberto,
Desvenda caminhos e encontra o que é precioso.
Não buscas consertar, mas compreender,
Não trazes respostas prontas, mas perguntas que libertam,
No espaço entre as palavras, no silêncio que acolhe,
É onde teu ofício verdadeiramente desperta.
Cada alma que encontra abrigo em tua presença,
É um universo que se revela,
E tu, com paciência e respeito,
Ajuda a vida a contar sua novela.
És o sopro suave em meio à tempestade,
A mão firme que guia sem forçar,
És o reflexo da humanidade,
Que aprende, que sente, que sabe esperar.
Neste dia, celebramos teu dom,
De transformar dor em possibilidade,
Pois és psicólogo, aquele que vê,
Além das sombras, a própria verdade.
Que tua jornada seja sempre luminosa,
Como o farol que és para tantos,
E que em cada encontro, possas também encontrar,
A beleza do humano em seus encantos.
Feliz dia do Psicólogo
É a fé que sustenta o viajante na jornada. Em cada passo, um ato de confiança que segue acalentando o coração angustiado!
Verde como o verdejante
ver de viajante ante o céu
Antes verde que azul
Para ver o mar
que ainda existe
acima das copas
Mar verde jante
E boa noite
Que tem gente
que só fala
de desertos
Na marola da
Fruta bem
experimentada
Que pede para voltar
para o bom dia do café.
Saudades da Terra Natal
No lombo cansado do vento errante,
Segue o violeiro, eterno viajante.
Nos dedos a mágoa, na alma o trovão,
O violão chora em triste canção.
As cordas sussurram memórias antigas,
Das tardes douradas e vozes amigas.
Da praça pequena, do rio ao luar,
E do cheiro da terra ao sol descansar.
Estradas compridas em poeira e nada,
Levando distante a saudade calada.
Mas o som do violão insiste em dizer:
“Volta, violeiro, ao teu renascer.”
A lua que brilha no céu do sertão
Não é como aquela da sua canção.
O frio da noite, o calor do sonhar,
Tudo conspira pra o peito apertar.
E assim ele segue, sozinho a tocar,
Com a alma perdida, tentando encontrar
No eco da música, na brisa que vem,
Um pouco da terra que o faz refém.
Ó doce morada, que o tempo guardou,
Espera teu filho, que nunca te olvidou.
Pois na melodia que o vento conduz,
A saudade é a chama que ao lar o reluz.
A VIAJANTE
Se acaso adiante volveres este caminho
E não embateres este olhar jucundo
Que azo deleita vosso coração abundo,
Saiba que de tristeza pereci sozinho.
— E, à sombra deste robusto azinho
Este vosso enternecido vagabundo,
Estará soterrado em solo profundo
Confiando a ti um credo baixinho!
— Já não me rondas tempestiva amante
No peito aquele estreito vigor atlante
E na alma alguma sorte já me velas.
— Se por ventura regressares, sepulto
Eu estiver por piedade um breve culto
Me preste com ladainhas singelas
Natalicio Cardoso da Silva
🏖 Dizem por aí que todo viajante está sempre em busca de algo ou tentando deixar algo para trás. Talvez sejamos todos assim — atrás de novos começos ou tentando escapar de velhos fantasmas que ainda assombram a mente.
Mas aí, no final do dia, quando o barulho do mundo dá lugar ao silêncio e as distrações vão embora, percebemos que o que realmente queremos é ter alguém por perto. A gente finge não se importar, ergue muros, cria distâncias, como se isso nos protegesse de algo. Mas, no fundo, sabemos que é só uma fachada. A gente escolhe quem quer ter ao lado, e, depois que escolhe, aprende a ficar. Mesmo com os tropeços, as brigas e as feridas.
Porque, no fim das contas, quem ainda está aqui, apesar de tudo, é quem realmente importa.
E sim, às vezes, alguém perto pode ser perto demais. Mas, de vez em quando, aquela invasão de espaço pessoal é exatamente o que a gente precisa. Um lembrete silencioso de que, no fim das contas, ninguém quer caminhar sozinho.
O Viajante.
Sou um viajante, ausente do presente,alternando entre passado e futuro, com a esperança de um dia voltar pra casa.
The Vincit (Klaus).
Eterna Despedida
Nunca, Jamais, estranho viajante,
Os monstros das aventuras milenares
Iguais a ti, os que partiram, aos milhares,
Voltaram a esta Terra deslumbrante!
Quilha de um imenso barco desejante!
A tua língua é o teu grandioso leme.
O teu cérebro, de tanto guiar-te, geme,
Na tua insaciável mente delirante!
Longe do cais, aos caos de rios e mares,
És mais um arredio nômade dos lugares,
Ancorado nos fragmentos dos teus outros Eus...
A tua vida é uma Nau que te conduz ao Fim...
Ó desorientado moribundo igual a mim...
Um dia, hás de dar ao mundo, teu Eterno Adeus...
Viajante das Estrelas
Pelo véu do cosmos sigo,
errante na imensidão,
trago o brilho dos cometas
no compasso da amplidão.
Carrego sonhos vagantes,
fragmentos de luz e cor,
ecoam risos distantes
no silêncio acolhedor.
Nas asas da Via-Láctea
sou pó, sou infinito,
sou voz que dança no espaço,
sou tempo sem ser restrito.
E enquanto o universo expande
como um hino a ressoar,
sou viajante das estrelas,
sempre a luz a desvendar.
"Você é o viajante, o caminho e o destino. Tenha cuidado para nunca perder o caminho para si mesmo."
Não sou o único viajante que ainda não acertou seu erros,
E também não sou o único procurando um novo caminho para novamente seguir.
Quero voltar à noite que juntos nos dançamos.
Talvez assim poderia dizer à mim mesmo o que fazer,
Assim poderia disser: ' Não tire ela para dançar!'.
Por favor, me leve de volta à noite em que juntos nos dançamos.
Naquele abraço, eu tive tudo, talvez quase tudo, ou mesmo só um pouco de você,
Mas depois, certamente não tive nada seu, ou quase nada,
Por que hoje não sei como viver apenas com sua doce lembrança me acordando todas as noites.
Deus, deixe-me voltar à noite em que juntos nos dançamos,
Voltar para o momento em que a noite ainda era assustadora, mas que eu ainda não a tinha tirado para dançar.
Hoje, continuo preso aquele momento, por que não posso voltar a noite em que juntos nos dançamos, e pedir que a música nunca acabe.
Inspirado na música 'The Night We Met' de Lord Huron.
Sou um simples viajante
Que viaja sem destino
Querendo te encontrar
Sou um simples viajante
Por onde eu passar
Lembranças vou deixar
Sou um simples viajante
Que está a procurar
Emoções que me faz suspirar
Sou um simples viajante
Que ao encontrar
Vou viajar para nunca mais voltar
Eu sou um viajante cósmico,
com conexões mais profundas do que a Terra,
Eu vejo a beleza no meio da escuridão,
E a luz no meio da monstruosidade.
Eu vejo monstros disfarçados de anjos,
mas eu sei que eles escondem sua verdadeira face,
Eu vejo além da máscara,
E encontro a bondade em seu lugar.
Eu vejo a Terra com olhos diferentes,
Eu vejo sua beleza e sua dor,
Eu vejo sua luta e sua glória,
E eu sinto sua dor como minha própria.
Eu sou um viajante cósmico,
mas eu sou ligado à Terra,
Eu vejo a verdade,
E eu luto para fazer a diferença.
Eu vejo as coisas boas,
mesmo quando elas parecem escondidas,
E eu sei que, juntos,
podemos transformar a escuridão em luz.
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