Versos de Tempo
Eu queria dizer, perguntar
Mas eu preciso me impor
Pelo menos por um minuto.
Sei que faz tempo
Mas no se faz tanto tempo assim
Ao ponto de deixar tudo de lado
Deixar tudo o que aconteceu
Eu ainda não esqueci
E sei que você também não
Mas pra que você complica?
Tudo poderia ser mais fácil, gostoso e suave.
A esperança que me restava, está morrendo a cada segundo,
sem você é um vazio.
Aos poucos vou me recompor e o pouco de autoestima que me resta,
Irei catando migalhas por migalhas,
Até preencher o vazio que tu deixastes
O buraco que ainda não foi coberto.
Pensei que tinha te esquecido
mas vi que foi só um momento.
Nem sei eu que tempo parei,
mas sei que te reparei e me doeu.
Eu quis estar com você
Eu quis sentir o seu cheiro de novo
Quis sentir o teu carinho o teu abraço
que me fazia sentir segura.
Mas você se foi
Não sei para aonde, para qualquer lugar
Sinto metade de mim indo embora, para um lugar
que não sei mais.
Queria teu beijo e você me olhando e dizendo que estou linda
E eu acordando ao seu lado, apenas mais uma ilusão.
Aquele breve momento de nós dois
Somente nós
Eu odeio te amar, odeio te esperar
Sei que nunca será nós
Apenas eu.
Agosto
Agosto de Deus
Jardineiro da primavera
Vai regando o caminho
Que o tempo não espera
Eu duvido da sorte
Mas nunca da fé
Deus nunca falha
Ele me mantém de pé
Jardineiro da esperança
Agosto de vento
Eu até envergo
Mas sei que aguento
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 11/08/2022 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Ha um tempo da beleza.
Vejamos nossas velhas fotos.
Éramos todos jovens em um período, e em outro velhas faces enrugadas e debeis.
Vivamos o tempo real.
Já tem um tempo que reparo seu olhar, na verdade, a nossa troca de olhares e o mesmo não consigo decifrar.
Não são como olhares de flerte cheios de desejo que duram poucos segundos, passam longe de um olhar entre dois amigos que se entendem apenas com isso e tende a durar milésimos, nem os de pessoas bravas que se encaram da forma mais séria possível.
É mais um olhar perdido, como quem enquanto pensa olha para um canto aleatório, mas por algum motivo em nós, um no outro, achamos o conforto de poder se perder em sentimentos e pensamentos, ou nem mesmo tê-los e isso é independente do tempo!
Fazia um tempo que não escrevia...
Sentei no chão da praça
Pra ver rostos e gente
E, de repente, a inspiração nascia.
É fascinante observar passos, gestos,
Rostos, sorrisos, olhares...
As mil e uma faces da humanidade...
Os tipos, os gostos, os jeitos...
São diversos e lindos...
Ver gente é apaixonante...
De fundo, um rapaz tocava Tim
E aí minha mente flutua...
Vagueia...
Dentre mil devaneios penso
Que dentre os rostos da multidão,
A gente escolhe só um pra amar...
Só um pra se apaixonar...
Só um pra pensar.
Não é incrível?
Dentre milhões de corações,
O nosso escolhe amar só um.
De fato, amar é divino...
É inexplicável...
E por ser incabível,
Finalizo aqui, desse jeito mesmo
Vendo o entardecer..
Deixo meus versos curtos,
Leves, suaves,
Só pra preencher minha mente...
Pensando em você.
No chão do Pelourinho, 11 de Outubro de 2021
Fiquei sem saber
Se esperava por você
Pois tenho um coração apressado
Que luta contra o tempo
No afã de te conhecer
Em um amor não percebido
Mas cheio de libido
Ainda que seja comedido
Vozes
Elas estão lá o tempo todo
Quanto mais eu tento as calar pior elas ficam
Eu queria poder silenciar tudo por apenas um minuto
Eu queria poder ir pra um lugar onde elas não existam
Apenas o que me resta é fazer barulho o suficiente para que eu não consiga as ouvir
E torcer para que um dia elas não me calem para toda a eternidade
Como é possível alguém perder, quase que por ímpeto, ao mesmo tempo a fé, a poesia, a intensidade e a alegria?
Como pode um amor apagar, o carinho sumir, a força de vontade se esvair e só restar a necessidade de sobrevivência?
Em que momento nós somos capazes de depositar tanto sentimento nos nossos planos, nas atitudes que julgamos corretas, desperdiçando o conhecimento e tempo e o trabalho com aqueles incapazes de observar o outro, cujos egos impedem a intenção de ser humano, ver o humano e fazer valer a justiça?
Onde acaba tudo isso?onde começa o outro lado? Por que continuar? Para que reiniciar?
O que significa o recomeço senão uma nova chance de errar e perder?
Se o dinheiro fosse tão bom quanto dizem, não gastaríamos a maior parte do nosso tempo trabalhando, em vez de regozijar
o que a vida nos dá de graça.
Com Você
Quando estou contigo o tempo passa lento
Fico a espera assim de outro momento
Com você
Você na minha e eu na tua
Quero pôr o pé agora mesmo na rua
Pra te ver
Embarquei sem querer na tua viagem
Não sei porquê
Você ria e eu procurava as palavras
Pra te escrever, mas não encontrava
O que fazer?
O tempo todo a vida nos prega peças
Mas até hoje saímos bem delas
Por assim dizer
Me perdi sem querer na tua viagem
Não sei porquê
Encontrei em você um par
Eu me perdi e não quero mais voltar
Brisa Solta
O tempo passou
E eu vi ela voltar
Dona de si
Calmaria depois da chuva
Poesia da rua
Sorriso na alma
Na vida ela é rima pronta
É brisa solta
Perfume bom no ar
Felicidade que fascina
Corre pro meu lado quando apronta
Me faz querer ficar
Bem mais de boa
Me faz querer ficar
Na cama até a hora de almoçar
Não seja do tipo pessoa que perde o seu tempo reclamando, se beneficie dele trabalhando para resolver o problema.
ENVOLVIDA NA SOLIDÃO
Agora é tarde
você deixou o tempo me curar
do seu amor
te apagar para sempre da minha mente
apagar as marcas da sua mão no meu corpo,
você me deixou gelar da boca ao coração
que antes corria fogo
deixou meu sangue enfraquecer
deixou minha mão estendida e
meus olhos fechados
você me deixou sozinha na noite escura
e me sufocar com seu desespero
você me deixou,
me esqueceu
me enlouqueceu
e hoje te deixo fora de mim.
POUCO TEMPO
Às vezes eu sinto que não somos
nada diante dessa imensidão
que é omundo.
então,
por que agredir?
por que brigar?
por que matar?
por que odiar?
por que ferir?
se temos tão pouco tempo paranos amar,
se temos tão pouco tempopara viver...
O ÚLTIMO
O tempo
nos tornou estranhos,
diante de um espelho estilhaçado,
que sangra pela coincidência
da evidência da nossa carência.
SOFRENTE CANÇÃO
O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!
Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG
Mágoa
Os sonhos perderam-se com frigidez do tempo
O que era para ser apenas um começo
Morreu antes de nascer
Na calmaria veio forte vento
Emoções agitaram-se numa bandeira de trégua
Mas já era tarde
Sobrevive somente um último suspiro
O desgosto ressurge iminente face a face
Os olhos vermelhos não demonstram sentimentos
O passado por instantes dominou o presente
Todas as chances sepultaram-se em um silêncio vazio
Soluços controlados prevalecem à clareza das palavras
Pensamentos propagam-se em vãs formas fúteis
E em uma troca de olhares inúteis decidem
É hora de partir
Não há mais motivos para esperar o que se tornou fatal
O enfraquecido tudo que existia não tem mais valor
Seguem-se caminhos distintos com destino sem volta
Onde como bagagem restou somente a mágoa
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
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