Versos de Tempo
Mágoa
Os sonhos perderam-se com frigidez do tempo
O que era para ser apenas um começo
Morreu antes de nascer
Na calmaria veio forte vento
Emoções agitaram-se numa bandeira de trégua
Mas já era tarde
Sobrevive somente um último suspiro
O desgosto ressurge iminente face a face
Os olhos vermelhos não demonstram sentimentos
O passado por instantes dominou o presente
Todas as chances sepultaram-se em um silêncio vazio
Soluços controlados prevalecem à clareza das palavras
Pensamentos propagam-se em vãs formas fúteis
E em uma troca de olhares inúteis decidem
É hora de partir
Não há mais motivos para esperar o que se tornou fatal
O enfraquecido tudo que existia não tem mais valor
Seguem-se caminhos distintos com destino sem volta
Onde como bagagem restou somente a mágoa
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
Tempo fechado
Nuvens carregadas
E do céu dos meus olhos estava para cair muita chuva
Mas eu preferi rimar
Saia dessa zona de conforto.
O tempo passa, o que passou não há como mais voltar. Mas pode recomeçar. Não se perca tanto inventando história, pois o caminho da imensidão é para todos irem e voltar.Não perca tempo, vá com calma, tem que saber aproveitar.
Amor é ilusão
Um abraço,
(Dois) traço
Um quente
Outro frio.
O amor parou no tempo
Se tornou só ilusão
Tu me quebraste inteira
Ao partir meu coração.
A vida é curta e às vezes injusta, pois não perderei meu tempo cultuando e adorando homens tão pequenos e minúsculos que antepõem serem insignificantes!
(Josi JL)
Não podemos deixar de viver enquanto temos tempo de explorar tudo isso que nós é oferecido de graça.
Perdemos muitas coisas quando deixamos a vida perder o sentido.
Não compreendo como meu ser pode se doar tanto para outras pessoas, sacrificar meu tempo, engolir minhas dores, angústias para ajudar outras vidas, mas quando é minha vida sempre desisto.
Sempre desisto de mim, não consigo doar-me para mim mesmo.
Não consigo mover um dedo quando o assunto sou eu.
— Reclamaçoes da alma
Há velocidades distintas e determinantes
dentro de um espaço de tempo
para aquele que faz e aquele que espera
Com você meu tempo era
infinito.
Havia uma magia que me
conduzia para os teus braços.
Te agradeço demais por tudo
que me ensinou e que dividiu
comigo.
Pra sempre vou
te levar em pensamento.
Não importa onde você está
agora.
Sei que pode me ver.
Isso tudo
era só um
Eu te amo.
Ainda sinto
saudade.
O vento soprou
A árvore dançou
O tempo fechou
E o dia nublou.
Manhãs chuvosas
Tornaram-se comuns
Nos últimos dias.
Meus dedos deslizam
Para escrita,
Meu coração
Se encontra longe
Do corpo
Minha mente vagueia
E eu mal
Raciocino direito
Meus blocos de poesia
Estão findando
Minha paciência
Se esgotando
Por que é
Que tem certos dias
Que nos sentimos
Estranhos,
Sombrios,
Num vazio agudo?
Dias bagunçados
Deslocados
Assim como cada
Erro que me
Acometi
A escrever
"Caligraficamente"
Incorreto e borrado.
O vento me balançou
E o meu coração
Voltou...
Não tão inteiro,
Não tão imenso
Com cicatrizes
E incertezas
Destes dias...
O que eu quero
É a leveza
Sem lágrimas
E sem dor.
Vou me curar,
Sim, eu vou.
(Choveu no interior, 2018)
Nos fazemos de fortes o tempo todo, vestimos uma armadura, uma capa,
mas lá no fundo não somos tão fortes como parecemos ser. Cada despedida, cada término, cada amigo, amor ou familiar que se vai, leva um pouco de nós.
Ainda que nós achemos, não estamos acostumados com o adeus, com as partidas, com os finais. Sempre dói dizer até logo ou até nunca mais para aqueles que amamos, por isso, faça o que tiver que ser feito agora, valorize e aproveite o hoje, ame enquanto há tempo, não deixe para depois, pois poderá ser tarde demais.
Com meu melhor sorriso e um brilho no olhar,
caminho ao lado do tempo
instigando o semear.
Hoje, ensaio os traços no vento
Amanhã, pinto estrelas ao luar.
Valnia Véras
Hoje pode ser a última carta a ultima escrita
Mas espero que eu ainda tenha tempo para fazer mais, muito mais
Será uma despedida, não sei dizer
Sei que a cada dia um obstáculo é vencido
Que a cada amanha olho apara o céu e agradeço por ter visto o lindo dia
Dia mesmo que com nuvens, chuvoso, frio, calor
Mas é um dia abençoado, por que eu consegui mais um dia abrir os olhos
E sentir a sensação de ver pessoas que amo, que convivo, que gosto
Penso também que pode ser meu ultimo dia, minha ultima chance
E porque não aproveitar, porque não sorrir mesmo chorando com a alma
Vou dizer sim que eu amo as pessoas que amo
Vou dizer meus bons dias, boas tardes, com aquele sorriso que sempre esteve aqui
E no final da noite, quando me deitar, pedirei novamente a oportunidade
De viver tudo isso novamente amanhã.
NOVAMENTE (cerrado)
Inverno, secura no cerrado, tempo ateu
Galhos desfolhados, chuviscos cobiçosos
Numa imensidão dos diversos frondosos
O ipê, na aspereza, com beleza floresceu
Melancólica brisa, surgiu, e se escondeu
Aquele horizonte em devaneios saudosos
Aguerridos gramíneos em vigores teimosos
Cá em agosto no planalto, singular apogeu
Tudo empoeirado, rara aquela boa aragem
O vendaval se atirando no infinito do nada
Desnudado os tortos galhos, díspar imagem
Mas, o cerrado convertedor, intensamente
Passa tão audacioso pela árdua temporada
Para em outubro, viçoso, brotar novamente
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 agosto, 2022, 16’16” – Araguari, MG
Em tempo de eleição
Escolha em quem votar
Não anule o seu direito
Diga quem vai governar
Voto nulo, abstenção
É como procuração
Dar a outro o seu lugar
O dono do tempo sabe a hora certa de mudar nossa histórias...
A Deus, entregamos as coisas IMPOSSÍVEIS, quanto às coisas POSSÍVEIS, façamos nós!
Deus faz milagres, e nós o dever de casa.
Que possamos valorizar sempre; o que as pessoas significam em nossas vidas e não a sua UTILIDADE...👊🏾🇧🇷
POÉTICO SONETO
Pode passar o tempo, seguidamente
Pode haver estória sem ter fomento
Mas quando o poeta fica sem alento
A prosa se torna morna inteiramente
Anos a fio, tendi ir em frente, tente!
Ou viver somente carente e sedento
O fado, por certo, deixará fragmento
E o versejar não terá parte da gente
O poema chora, fica contente, é amor
Desta vertente a sensação é um teor
Tem prazer, dor, mas nunca obsoleto
Tudo, o acaso, ao trovador é paralelo
Traçando um sentido delineado e belo
Contado, então, num poético soneto!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 agosto, 2022, 19’36” – Araguari, MG
É triste ver um Homem de caráter, com coração grande e com tanto potencial perdendo seu tempo, perdendo sua dignidade, seus valores e amor próprio por uma "otaria". Uma mulher que não tem nada à oferecer para ele a não ser dor, stress, mentiras e lágrimas. Uma mulher que não sabe o seu valor, que está tão cega pela ganância de encontrar mais bjoterias para a sua coleção, que não a deixa ver o tesouro que já tem diante de seus olhos. Uma mulher que só precisa dele para usa-lo em prol das suas próprias vantagens e por último acabar com sua auto estima. Uma mulher mesquinha e arrogante, que só está em sua vida para faze-lo acreditar que não há ninguém melhor que ela. Nunca, nem por um segundo acredite que não há alguém melhor pra você, porque há. Não aceite uma qualquer por medo de ficar só.
Se ame primeiro!
Talvez isso seja um adeus
Adeus a esse tempo
Adeus a esses momentos
Adeus a todos
Que esse não seja o fim
Do meu novo começo...
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