Versos de Solidão
Como um desenho na areia se perde ao encontro das ondas do mar, sinto - me o desenho, e o mar o teu olhar.
Quando vem a me abraçar, vejo nossas aureas dançando no luar
Quando com intensidade me beija, torço para que aquele momento eterno seja.
Oras como podes eu de novo me apaixonar ?
Como podes à uma pessoa meu coração em pedaços entregar?
Perguntas que me atormentam ao adormecer, contudo, sonho contigo e á desejo ao amanhecer.
Agora, desejo apenas o seu amor se assim posso dizer, ao seu lado feliz vamos nos fazer.
Nosso futuro vamos escrever, e aos maus olhados, vão nos ver juntos vencer.
_Aqueles que estão no poder querem mais que você morra...
chegaram ao poder as custas do pode,
e depois estão no poder nem dão importância da sua existência,
no passado um aperto de mãos um tapinha nas costas e uma criança no colo,
e quando a um cachorro na rua é lindo beija ate na boca,
pelo voto se mata e enterra então nos finalmente quem se importa.
o rio poluído se transforma um rio de dinheiro obras mau acabadas como sempre a saúde é morta a culpa é dos aposentados que a vida toda trabalhou agora é um bode expiatório...
voto de cabresto...
voto alienado
voto do analfabeto politico
voto de cegos e surdos e ainda mudos
o voto é obrigatório
se vota em candidatos escolhidos pela ilite,
quando se têm um candidato ele é ladrão corrupto.
é por isso o mundo é dos espertos e paranoico pois se ganha dinheiro do país,
se tem contas no exterior com nome de laranjas,
depois o povo esquece o gigante adormeceu...
dentro dos contextos mais quatro anos de sofrimento...!
para que tantas mentiras se te amo....
noite passa ainda dormimos
ninguém acorda depois que demos seu veneno
ouvi gemer pois agoniza a lembranças do amor.
Tem dias que acordamos nublados
Abri a janela da alma
Vi tempestade em mim
Vi tudo se imergir em lágrimas
Senti minha essência partir
Tem dias q o sol não nasce e tem apenas tempestade
Tem dias que a chuva cai
Deixando a tristeza e suas peculiaridades
Tem dias que o poema triste começa a fazer sentido
Tem dias que minha cama quente parece o melhor abrigo.
Já te procurei... por todos os lugares, viajei nas mais loucas estradas e caminhos a tua procura, por momentos achei que tu sorriu pra mim, era só ilusao.
Fiz de tudo pra ter você ao meu lado, até suportar a dor, pois achei que estaria aqui logo depois pra me confortar, isso também foi em vão.
Inúmeras vezes me perguntei se não era digno de ter você, o por quê de nunca conseguir e sempre sentir a sua falta mesmo em momentos que eu achei que tu estava presente.
Fiz da minha vida uma eterna procura e indagação.
Onde está você facilidade?
É pra valer! Será que agora percebeu
O quanto eu gosto de você?
Eu não nasci pra dividir você com a solidão
É bem melhor você seguir o coração
Naquele dia, o aroma estava diferente dos demais.
O sol podia ser notado por detrás da janela,
os pássaros, o vento e tudo o que era captado pela visão não era mais visto, era apreciado!
Naquele dia as vozes eram claras e doces, a gravidade era nula e seus pés não tocavam o chão, estava elevada.
Naquele dia tudo era graça, manhã, tarde, noite... os momentos não mais passageiros, agora, imortais.
O bálsamo era pura resiliência e, antes de encontrar qualquer âmago... ela havia encontrado a sua essência, no lugar mais secreto do mundo, dentro de si.
Pensar me cansa, as palavras me tomam.
As vezes fico assim... sei lá, desse jeito.
Tão profundo, me afogo!
Tão longe, me perco!
Tão alto, tonteio!
As vezes fico assim... assim, quando estou só em mim mesmo.
A rua é um lugar de encontros,
cujo tristeza e felicidade se esbarram,
ninguém nunca sabe o que cada um que caminha por ela leva dentro de si.
Os olhos não podem tocar, mas algumas almas sentem!
A rua é um lugar de mistura,
onde todos se encontram e levam de volta um pedaço de si.
A rua é um lugar de encontro.
DE VOLTA
Aqui vai o meu olhar de volta, pro vazio
pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
depois que o seu silêncio me escreveu
a distância e, a poesia ficou com fastio
Se tudo tem seu tempo, em mim doeu
ao deixar o seu gosto sem o seu feitio
ao sentir que já me esqueceu, arrepio
e que no seu amor, não tem mais o meu
Olha pra mim, só restou a minha metade
dum coração solitário, onde, eu sou réu
e neste cancioneiro, está triste fatuidade
Se ainda ouve de mim uma canção, eu
ouço o seu suspirar na minha saudade...
Que grita, uiva, na poesia deste plebeu.
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Tem horas que sinto um vazio tão grande!
Como se um buraco negro sugasse todo o prazer pela vida. Mas a pior parte é que mesmo estando com esse vazio, eu tenho que sorrir para as pessoas, para evitar que elas não sejam sugadas junto comigo.
Complicado apenas ser o único pra te amar e você apenas me ignora fingindo não me ver.
Complicado ser eu que sofre mais por ver você tentar amar alguém e essa pessoa te fazer sofrer, isto me faz sentir impotente e com raiva, pois vejo você chorar e eu só posso te confortar e as vezes olhar de longe você ficar tão triste e nunca demonstrar para as pessoas, só segue rindo e sorrindo para não verem que voce esta depressiva. Queria poder ser o único pra te amar mais do que amo a mim, quero te levar pra todos os planetas existentes e te fazer a mais feliz do universo. Mas isso nunca vai acontecer, pois posso te cuidar de longe, pois sou só um amigo imaginário para você.
SONETO MALFERIDO
Foste a quimera maior da minha vida
ou talvez a irreal... Evidente e ausente
contigo o amor foi no ter vorazmente
contigo, também, a alma foi repartida
Partiste, e a trova não mais te ouvida:
arde-me a inspiração, lota o presente
no cerrado agoniado fica o sol poete
num amargor da memória malferida
Amor extremo, minha perda e ganho
penitência e regozijo, dor sussurrante
um anacoreta de sentimento estranho
Sinto-me vazio, e na noite te escuto
delirante anseio, sentir sem tamanho
na vastidão do suspiro de um minuto...
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 08 de dezembro, 2019
Fale que tenho que sorrir,
Digo que tenho que chorar,
Apenas pode fingir,
Para não ter que se machucar,
Esconda seus sentimentos,
Pois podem machuca-los.
Seria ruim pra eles?
E quanto aos meus?
Quer tirar meus sentimentos por causa deles,
Quer fingir ser Deus
Viajo e volto sempre que posso, a aquele lugar só nosso, que sonhamos construir...
O lugar mais que perfeito, onde ao menos do mesmo jeito, ninguém mais ia de partir...
O tempo passou ligeiro,
fez de nós passageiros, da saudade prisioneiros, nesse eterno ir e vir...
Quem sabe paro o ano te vejo, depois do dia primeiro, talvez de março a janeiro, ou lá pro outro fevereiro, se assim Deus permitir...
Naquele lugar chamado encontro, tem um coração sempre pronto, quem quiser pode chegar sem ter hora de partir...
ARIDEZ NO CERRARDO
A sequidão ainda a porta
Lá fora, por aí, acinzentado
Espalha o sertão com vida semimorta
Brilhante o sol roborizado
A secura parece que corta
E o silêncio destrói...
À melancolia pouco importa
Em nada corrói
E aos sonhos, não comporta...
Aridez, rodeia a minha casa
Com uma manta marrom de poeira
Em algum lugar você dorme, em brasa
Em algum lugar, assim, como queira!
Não ao meu lado, desasa...
Junho se vai lentamente
Em algum lugar, longe
Como eu, o teu sono ausente
Inconstante, monge...
Você está em algum lugar
No meio da minha saudade
Não vai entender, vai julgar
Dessaber, do amor, deslealdade...
O vento está girando ao lado
O pequizeiro está tranquilo
O meu poema está fustigado
Embriagado a ilusão, restilo
Escassez, de você no cerrado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13/12/2019, cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Onde não há recíprocidade,
Somente espaçamento se faz,
Voraz,
Devora todo entendimento,
Te desfaz,
Em Vazio,
Oco,
Solidão em presença,
Que é a pior ausência que se pode existir.
Não espere
Não cobre
Tem que ser espontâneo
Você deixa os sinais
Deixa rastros
Já chega de pistas,menina!
Deixa
Você sempre disse que a porta estaria aberta e a janela
Teu endereço
É tudo um começo
Uma mensagem para saber se você está bem
Poucas palavras, seriam suficientes
Para sair por ai, jogar conversa fora, rir do nada
Você está cansada
Que ficar sozinha virou uma rotina tão saudável
Você fica em paz, aprecia a própria companhia
A solidão faz cócegas em seus pulmões
Você respira fundo e sorria.
Ainda bem!
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