Versos de Paixões
Toda essa dor, saudade, paixões não correspondidas, infelicidades, tristezas e ausência de vida.
Talvez eu mereça...
Ó tempo que tudo mudas...
Amores em desamores,
Luxúrias em paixões,
Alegrias em dores,
Conflitos em perdões
Ou aflitos em salvadores de fraca salvação...
Ternuras em obsessões,
Que viraram feijões
Porque algo cresceu e a coisa não se deu...
Casinhas em mansões,
Caminhadas em uniões,
Porque o amor uniu o que ainda ninguém viu...
E telas em pintores,
Mudos em tenores,
Pedras em corações
Ou gigantes em anões que perceberam...
Que o tempo não muda
O que é verdadeiro...
Disseram que neste mundo só teríamos aflições,
mas olho em volta e vejo sorrisos, abraços, paixões.
Se a vida é dor, por que 99% dos meus dias
são marcados por pequenas alegrias.
Você é uma princesa, maravilhosa.
Musa das Paixões dos amantes,
perdidos no Espaço Sideral.
Você é a mulher que preenche as lacunas do meu coração de Bandidos.
Que roubava paixões perdidas no tempo alheio, no vento.
Aquela que porei no pedestal do meu templo.
E adorarei durante toda uma vida.
Que mesmo de Rotina, irei deleitar.
E morrer.
MEU PROTESTO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Manifesto expressões do meu carinho,
das paixões de que sempre fui capaz,
numa prosa, um poema em desalinho;
no meu sonho irreal do mundo em paz...
Protestar é fazer o que me apraz,
dar aos pés a certeza do caminho,
despertar na minh´alma o que aqui jaz;
ver que a rosa perfuma seu espinho...
Superei a longínqua faixa etária
em que a rua era palco e luminária
dos meus brados; latidos; meu showbiz...
O guerreiro ilusório teve fim;
aprendeu a cavar seu próprio sim;
meu protesto é viver e ser feliz...
TODO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Odiei como pude, as paixões que não quis,
quando novos olhares cruzaram meus rumos;
fui feliz de pirraça, quando não contive
os impulsos de fuga da felicidade...
Qualquer paz que se perde se perdeu em mim,
cada fim que se tem recomeçou do nada,
pra mostrar que não tenho controle dos meios
nem os freios e jatos do mundo e do tempo...
Já travei qualquer guerra que viver declara,
tive calma e tensão que não quero de novo,
fui a clara, fui gema e fui muito batido...
Toda forma de sonho, esperança e verdade
me crivou de saudade, lembrança e cansaço;
todo amor que se tem já passou por meus dutos...
Jamais habita em campo seco das mas escolhas quem ramifica em terra fertil das
paixões!
(Vinnicius Pinto)
Entre idas e voltas
Havia em teus olhos um mundo oculto,
De receios e paixões em tumulto.
Tuas palavras eram como ondas no mar,
Que vinham e iam, sem jamais se fixar.
Quando em meus braços te deixavas cair,
O tempo parava, fazia-nos sorrir.
Na entrega, eras chama, fogo a arder,
Um segredo sussurrado que faz o peito tremer.
Mas logo o silêncio vinha como muralha,
E tu, assustada, fugias sem falha.
"Desta vez é o fim", juravas com dor,
Deixando em mim o eco do teu sabor.
Os dias passavam, o vazio crescia,
E então, numa noite, tua voz se erguia.
"Voltei, pois sem ti, a vida é vazia."
Mas teu medo ainda era tua poesia.
Te desejei no caos, nas dúvidas, nos porquês,
Entre idas e vindas, fui teu mais de uma vez.
E mesmo que um dia tu não retornes mais,
Guardarei em mim teu rastro de paz.
Marcas que o tempo deixou
De sonhos interrompidos
Paixões mal resolvidas
Perdidas no véu do tempo
Seus olhos tiram meu sossego
O tempo não para ...Eu parei
sem tempo ...sem sonhos
me perdi lá em seus braços
Lembranças por ti esquecidas
Essa teima do meu coração
me enlouquece a cada dia
Com sua ausência apenas sou
Aquele barco ancorado no cais
Que a vida fere e balança
mais a saudade mantém no lugar
Não sei se dia é noite....
Será que a noite virou dia
O tempo vai curando...Mas...
Minha cabeça abre novas feridas
E destaca as cicatrizes
Vitima de um sonho bom
Hoje sou pedaços ...
Que eu mesma junto
Ao longo ao logo do meu caminho
A saudade ...Companheira
Da tristeza prisioneira...
Amor de inverno...sorrisos trancados..
Encontros...Beijos e abraços...
Paixões...Que brotam.nas tardes...
Desejos e loucuras...Noturnas....
Amor de inverno...Beijos gelados...
Desejo que aquece ...Que envolve...
Que laça...Ata e não desata...
Aquele olhar exala fogo...aquele beijo ...
que força ficar...Quero no seu abraço
Me enroscar...Me aquecer....Me perder
Talvez ...Não queira ficar tão presa...
Quero me soltar ...E me mostrar
voar no Teu céu ...Dançar seduzir..
Deixar você me desejar ainda mais...
Aquele ultimo véu ...esse você tira...
Devagarinho me faça delirar ...
Imaginar... me faça sonhar ...
Me faça para sempre te amar...
Já tive paixões ...mascarada de Amor...
Me ceguei... me queimei...
Junto com a solidão me deitei...
Senti frio ... Chorei...
Já Magoei um coração...
Quando vi aquele olhar,
que o ciúme transforma em raiva...
Pra preservar o meu ....
Por ser de águas mansas ...
Poluíram meus rios....
já guardei a chave do meu coração
no peito de outra pessoa ...
Criei lacunas que nunca preenchi..
Esse erro quero esquecer...
Vi eu mundo virar de ponta cabeça
com uma perda...Chorei ...
agarrada em mim...
Numa tempestade de areia...
Ressurgi algumas vezes....
com o coração fechado para o amor..
De tudo meu coração experimentou...
Porém na alma preservei minha nascente...
mais meu mundo é mesmo estranho...
Tirei um pedacinho de cada história ...
E fiz esta veste...Estou aqui...
Eu...Dona de mim...
AS MÃOS
Elas pegam
E despegam,
Apertam
E desapertam
Emoções.
Matam paixões,
Fazem reviver
Quem está a morrer
De mortes ou sensações.
Benzem
E banzem
Orações,
Bruxarias,
Arrenegam heresias,
Aliviam comichões.
De muito as glorificar,
Acabei por me lembrar
Que há tantos anos
De desenganos,
Não beijo as mãos
De minha mãe.
Pobre de quem a não tem.
Valho-me dum retrato dela
E mato a sede da saudade,
Beijo-lhe as mãos de papel
E até me parece que ela
De verdade,
Me afaga o rosto,
Com tanto gosto,
E aquela doçura do mel.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-10-2023)
Estação Ferroviária
As paixões violentas por coisa nenhuma
Do cansaço de se estar em mãos insanas,
Mãos que jamais terão satisfeitos seus desejos
A sutileza das sensações inúteis
O que há em mim é sobretudo o cansaço
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural
Não tenho medo dos maus
Mas do cansaço dos bons
As paixões violentas por coisa nenhuma
A vida me obriga à desatar tantos laços,
E causando infinitos desembaraços
Provocando em meu corpo e alma
Um profundo e prazeroso cansaço
E na imensidão do meu inconsciente,
No vazio da minha mente agora quieta,
Encurto o passo, me lançando na exaustão
Dos meus braços.
Há sem dúvida quem ame o infinito
Há sem dúvida quem deseja o infinito
Há sem dúvida quem não queira nada
Quando se é Jovem
Ternas
Eternas
Definitivas
Efêmeras
Paixões
Coisas
De morrer
Que só
Nunca
Assumidamente
Declaradas
Segredos
Supostamente
Somente seus
Na incerteza
Ao risco
De tal
Não ser
Sempre
Uma quimera
Tudo
Tão permanente
Quando
Se é jovem
Quantas paixões eu já vivi
Não dá nem pra me lembrar
Cada uma me fez sentir
O quanto é bom a gente amar.
Quem por vezes,
tenta sufocar uma paixão,
termina por ter
uma meia vida.
Certas paixões
são ligamentos
que tão somente conduzem
para um grande amor.
À REVOLUÇÃO:
O que move as revoluções são as paixões
Claro, paixões pela igualdade social
Pelo avesso ao preconceito generalizado
Pelo amor verdadeiro entre os povos
Pela unidade das crendices
Pelo respeito à admissão entre os relacionamentos
Pela evolução dos espíritos de aura clara
Pelo coração seco, do revolucionário,
No afã de abdicar de um garboso amor
Em detrimento de uma nefasta ideologia
Pela ansiedade a emergir um ideal
E pela angustia em submergir a retórica
Que causa submissão aos homens...
