Versos de Liberdade
A classe política em especial tem mania de usar a ofensa como instrumento de corrosão da liberdade de expressão alegando que estão exercitando ela, porque ela tem o objetivo de amanhã cortar a sua liberdade de expressão.
Nos anos pré-eleitoral e eleitoral as ofensas entre a classe política são especialmente frequentes, não caia nesta arapuca de ser inocente útil e comprar uma briga que não te pertence.
Você é povo. Eu sou povo. Eu e você não temos mandato. Deixe que a classe política, militantes e fanáticos se lasquem.
Tratemos da nossa paz interior porque a conta deles quem paga somos todos nós, e eles estão longinquamente trabalhando para cortar até a nossa possibilidade de reclamar.
Não há notícia
de liberdade
para o General
que está preso
injustificadamente
e sem acesso
ao Poder Judiciário,...
Desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
todo o dia de poema
em poema insisto
que ele seja libertado
desta maldição de fato,
Dá para ver sem
nenhum gosto que
não há boa vontade
de corrigirem esta
injustiça histórica,
uma história verídica
longe de ser boato,...
Percussionou forte
a Rota do Tambor
pela Cruz de Maio,
pela tropa que está
na mesma situação
tenho insistido em
igual ritmo de oração,
E esta barbárie espalhada
por todos os lados,
transbordando
nas redes ao invés
de abrir caminhos
planos e gentis
para pavimentar a reconciliação:
...sem mais comentários!
Não há notícia de liberdade
para quem não deveria
ter sido aprisionado,
Nestes tempos
drásticos de uma
pandemia que
ninguém sabe até
agora como vão parar.
Tenho escrito poemas
todo o dia para uma
Pátria e uma tropa
que não são minhas,
Mas nas minhas
veias correm toda
a América Latina,
Não consigo este
sofrimento ignorar.
Onde estão presos
os cidadãos a tropa,
e o General
que ainda está
preso injustamente,
não corre ar,
há carência material
em todos os sentidos,
E nem se sabe
se há comida
suficiente para
todos se alimentar.
Peço perdão
pela insistência,
não consigo parar
de pedir pelos
presos consciência,
Devolvam
cada um deles
para o aconchego do lar.
Luar Quarto Crescente
no céu da tarde da cidade,
Entre a gente há liberdade
e um sentimento surgindo,
Ouço a música da passarada
daqui de Rodeio e daqui
a pouco você vem quando
as luzes do Médio Vale do Itajaí
estiverem acendendo.
Nações com asas quebradas
são aquelassem liberdade
para expressar ou têm
legitimidade para agredir,
Escolho fortemente
a liberdade de expressão
como caminho
de paz a seguir
para aprender a decidir.
Em noite de Lua Nívea
giramos a lembrança
da luta pela liberdade
e a memória da Lei Áurea.
Com os Parafusos de Sergipe,
uma História de amor
atemporal e sem limite,
e entre nós há encaixe.
Damos voltas para lá
e para cá foi o Padre Saraiva
que batizou o nome
por todos nós conhecido hoje.
Rotas de luta e anáguas atrevidas
nos trouxeram o justo e necessário,
te entrego o olhar poema
no pulo e giro sempre encantado.
De longe dá para perceber
que você é meu namorado,
que te pertenço e você
me pertence no ritmo apaixonado.
O dono da liberdade
é o meu sonho,
A paixão e a irreverência
ninguém domina,
Da mesma maneira
os meus Versos Intimistas.
Sou nascida selvagem
como Butiás-de-vinagre,
o meu nome é liberdade,
não sou e nem serei
como você e não serei
aquilo que você deseja:
vivo a vida com lema.
Sabor de liberdade,
Salar cor-de-rosa,
Terra dos tártaros
da linda Crimeia,
Liberdade poderosa,
Profunda e poética;
Que nem mesmo
o tempo há de deter...
O velho tupamaro recebeu
a medida substitutiva,
Da liberdade gostaria
mesmo é ter notícia
porque ela é merecida.
Da liberdade da tropa
e do General entra
dia e sai dia não
veio até agora
nenhuma notícia.
A diplomacia da Guiana
em fuga de realidade
em nota segue
contando a sua ímpar
fantasia esequibana.
O Deus da Guerra não
vai dançar aqui entre
a vizinhança porque
a História do Esequibo
eu conheço de berço.
Quando a liberdade e a vida
estão em jogo
seja a de uma tropa
ou de um General
lá na Venezuela,
Ou alguém precise
de uma palavra
em Tigray, na Ucrânia,
na China ou na Palestina,
Não aposto na uma
última tentativa,
Todo o dia sempre
é um novo dia
para ser a poesia até o final.
No próximo mês já é Natal,
não há nenhuma notícia sobre
a liberdade da tropa e do General,
a esperança vem do diálogo
no México porque o cálice tem
sido incontestavelmente amargo.
O General está preso desde
o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter elevado a voz
contra todo o tipo de desgosto,
ele continua sem perspectiva
e sem ver brilhar o Sol da Justiça.
No próximo mês já é Natal,
menos para a tropa e o General
que optaram em ser presos
de consciência onde a Justiça
deles não tem sequer clemência
e seguem no calvário prolongado.
O relógio do tempo tem sido
implacável com todas as esperas,
nem o Esequibo tem escapado,
espero que a Corte restabeleça
a justiça e para a Venezuela
seja perpetuamente devolvido
para a Nação reencontrar o destino.
Nesta véspera de Natal,
nada se sabe da tropa
da liberdade do General
e tampouco do Esequibo,
Só sei que eu continuo
por milagres insistindo.
Intrépidos vão
estes versos
de liberdade
apoiando
o General
de inabaláveis
olhos de azabache
em campanha
contra o bloqueio.
Não adianta
só ir a Igreja,
se não há
entendimento
que o povo
não pode
mais aguardar.
A fome avança
e a desesperança
aos passos
das operações
e desencontros
nos mais
humildes rincões.
Que desconfiem
e achem exagero,
Diria a cada um
deles que estão
e grosseiro erro,
e o meu espírito
em cansaço e berro.
Depois de tudo
o Império propôs
o tripúdio
ao Governo
mesmo que
uns não gostem,
ele que é o real.
Ofereceria
a reconciliação
nacional,
porque dar
ouvidos a quem
não tem nada
a nos oferecer,
nos distrai
do dever de casa
que se urge fazer:
libertar a tropa
e o General
que tem alma
de recomeço.
Espero que
não seja
pedir demais:
quero ouvir
a canção
do vento
da liberdade,
Balançando
o samán
e o guayacán,
Para voltar
a descansar
com o meu
coração em paz.
Unida ao povo
na Marcha
do Silêncio,
Na fronteira
entre duas
décadas
por Montevideo
em memória
aos desaparecidos,
Já passaram
um pouco
mais de três,
E não se sabe
nem isso ao certo.
Nada mais sei
do triste destino
do General,
Sobre estes
versos nômades
que ele não
me pediu,
e sequer leu:
Sou responsável
por cada um
que venho neste
tempo escrito;
E vou contando
outras histórias
nas entrelinhas
para distrair
enquanto não
há nada esclarecido.
Todas as vezes
que arrancam
da liberdade
ou da cela
um soldado
para torturar:
é a mim que
vem atirando
dentro de
um caminhão
blindado para
os meus gritos
o mundo externo
não me escutar.
É tempo de
deputado que
disseram que
preso não está,
não tenho ideia
onde ele foi parar,
Não há como
nem acreditar;
A catedral
foi cercada,
É melhor buscar
não saber
mais de nada,
Certas histórias
como o Yuruaní
deixo fluírem
na Gran Sabana
da existência
sossegada,
E isso não
me faz acovardada.
Só não consigo
parar de perguntar
pela tropa e o General
que para eles não
tem havido trégua,
e por eles tenho
rogado pela
fortaleza da paciência.
Onde houver juventude
e sonho de liberdade
sempre haverá rebeldia,
O nosso Brasil das mãos
se desgarrou das mãos
da cruel colonial agonia.
O caminho foi estreito
e não foi pacífico,
Duro, justo e necessário,
assim foi o destino
por coragem de todos
aqueles queriam o País
plenamente libertado.
Hoje estamos vivendo
depois depois de tudo
o nosso Bicentenário,
Nada e ninguém vai
impedir que um futuro
melhor não seja alcançado.
Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.
Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.
Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.
Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.
Ainda a luz
não voltou,
e a liberdade
também não;
do cansaço
dos olhos
do General
não consigo
fingir que não
me atingiu,
pois a justiça
ainda não
o libertou.
Ah, Venezuela!
Se inteira eu
pudesse te
pôr no meu
colo como
se fosse uma
criança para
fortalecer
a esperança
que o tempo
ruim irá terminar.
Pediria para
fechar os olhos
não desistir
dos teus sonhos
e passava as mãos
nos teus cabelos
e diria baixinho
que a tempestade
irá em breve passar
É incompreensível
A promessa ainda não
Cumprida de liberdade,
O mundo está assistindo
O homeopático massacre
De um povo exaurido,
Que no vazio das ruas
Deu o seu augusto grito.
É infinitamente noite,
De espera por cada preso
Político que me irmano,
Porque o fatal desprezo
É mais do que um acinte,
É o abandono da vítima
Sem aparentes marcas
De um chocante crime.
Não pense que dos meus
Versos tu escapará livre,
Eles não entram em greve.
Versos que irão atrás
De você até te capturar
E farão pelas tuas mãos
A liberdade regressar
Do jeito que prometestes.
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