Versos Antigos de Criancas
Conheci crianças maduras,
Conheci adultos imaturos,
A infância em vielas impuras,
A velhice em abrigos escuros.
Crianças
são arco-íris
meninos com asas
são apenas meninos
se sentindo fadas
meninas com armadura
são apenas meninas
aprendendo a
lidar com a vida dura
crianças tão belas
estamos criando
só guerras
para elas?
Minhas crianças
Paro no tempo olhando fotos e escuto. O som da voz de minhas crianças alcança meu inconsciente desfazendo o passar dos anos. Me tornam de novo jovem e aliviam meus medos próprios de quem está próximo da melhor idade. Tenho filhos que me adotaram e que me amam, simplesmente. Não existe viagem inadiável no tempo que transforma crianças em adultos. Mas, existe a viagem ao que já foi…
E, para a mãe que sou destas crianças de ontem ou de hoje, não há acontecimento mais incrível do que o momento em que posso abraçá-las, nas lembranças de ontem, ou na realidade do hoje, já adultos.
Crianças
são arco-íris
meninos com asas
são meninos
se sentindo fadas
querendo sonhar
querendo voar
meninas com armadura
são meninas
com os pezinhos no chão
aprendendo a lidar
com a vida dura
crianças são belas
estamos criando
só guerras
para elas?
Quando o lar é um altar…
O louvor floresce no coração das crianças.
Não é sobre saber a letra.
É sobre já conhecer o Autor.
As vezes diante de coisas como: o holocausto, fome, crianças sendo abusadas, sinto vergonha até de ser humano, pois como sentiria eu orgulho?
Nossa espécie é a mais cruel de todas, o dinheiro cegou quase todos, a religião e a política nos dividiu em partidos, a sociedade nos classificou em grupos que lutam entre si, em busca de um orgulho destrutivo, onde o respeito existe apenas na teoria, mas cada um busca seu próprio interesse!
-Um dia, todas as crianças do mundo, serão tão amadas que se tornarão adultos geradores do amor, um manancial de plenitude!
Haredita Angel
27.07.14
Quando eu morrer
Dá o que restar de mim
Às crianças
E aos idosos que esperam para morrer.
E se precisares chorar,
Chora pelo teu irmão
Que caminha pela rua contigo.
E quando precisares de mim,
Coloca teus braços
Em volta de alguém
E dá a ele o que precisas me dar.
Quero deixar-te algo,
Algo melhor
Do que palavras
Ou sons.
Busca-me
Nas pessoas que conheci
Ou amei,
E se não puderes deixar-me partir
Ao menos deixa-me viver em teus olhos
E não em teus pensamentos.
Podes amar-me mais
Deixando as mãos
Tocarem as mãos,
Deixando os corpos tocarem os corpos,
E libertando
As crianças
Que precisam ser livres.
O amor não morre,
As pessoas sim.
Assim, quando tudo o que restar de mim
For o amor,
Dá-me como um presente a alguém.
Saltitando,
coração aos pulos,
crianças sem preocupação
recolhendo da vida o melhor,
assim deveríamos sempre ser
em alguma parte da alma
e ali brincar livres, leves e soltos,
sem nenhum dever,
observando tudo ao redor,
para depois, novamente,
pouco a pouco...
crescer !
Na vida tudo passa, principalmente o tempo
Ontem éramos crianças, hoje não mais
O rosto lindo envelheceu
Amadurecemos
Vimos pessoas queridas falecerem
Vimos corações duros amolecerem
Vimos pobre ficar rico
Vimos rico ficar pobre
Vimos amores que não deram certo
Vimos romances passageiros
Com erros e acertos o tempo passa
As crianças brincando nas areias,
Na beirinha do mar,
Uma dádiva tão encantadora,
Não há como não admirar...
A vida, as marés e as suas fases,
Tão linda é a alegria,
- e o encanto
Que tu me trazes.
Essa crença enleva a minha fé,
E me dá força para amanhecer,
- resistir
E caminhar e me fortalecer.
Porque mesmo que atentem,
A Natureza mostra a sua força,
Assim aprendi a ser gente,
Com a força da Natureza,
Aprendi a ser valente.
MEU PARCO SER:
(Nicola Vital)
Ontem à tardinha...
Em meio àquelas crianças
Que gracejavam com bolas de espuma
Sem roupas, medos, e sem tino.
Sob a chuva oblíqua e fria.
Meu indolente ser...
Que outrora, assim fora feliz,
Fenece a cada instante na busca vã
Da criança que possui meus sonhos
E devaneios...
Qual meu bardo coração
No afã de concluir
Meu parco ser.
19.08.2015.
INFELIZ ANO NOVO:
Como não se indignar, ao ver crianças morrerem de desnutrição, pessoas dormirem ao relento sem uma única refeição diária, 789 milhões de analfabetose a morte batendo às nossas portas.
E saber que na contra mão, apenas oito "indivíduos" possuem mais dinheiro que o restante do planeta.
É esse o país e o mundo que queremos para as novas gerações?
Novo? Que novo?
Como novo?
Se tudo permanece como antes...
O capitalismo, é sim, modelo inconteste de metástase cancerígena.
Série minicontos
PÁTRIA MÃE GENTIL
À luz das lentes formais, mães e crianças sobre os lixões dos abutres, disputam com urubus sua sobrevivencia. À espreita daquela cena, os olhos da Rolleiflex fatura...
O meu coração está com as crianças que estão sendo vítimas de guerra, com as crianças presas por regimes políticos atrozes, com as crianças vítimas de desastres naturais, com as crianças em condições humanitárias terríveis porque o Ocidente bloqueou os países delas e com as crianças do nosso Estado de Santa Catarina e do nosso Brasil.
Feliz Páscoa para todos nós com votos que a Humanidade se comprometa por uma infância saudável para as crianças do mundo inteiro, pois o nosso futuro depende que elas tenham futuro!
Kyi, Schek, Horyv
e Lybid ainda pedem
que as crianças
sejam devolvidas
pelo maldito.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
ainda está chorando.
As crianças estão
na minha frente:
uma vestida anjo,
uma vestida de soldado
uma vestida de cossaco
e a menina com um vestido
bordado tradicional
e uma coroa de flores.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
está se revirando.
Quando a vergonha
é imensa nada
não adianta lamentar,
Da minha parte
tenho neste poemário
a cabeça erguida.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
ainda agoniza.
Passear pelos pampas
das nossas vidas,
Resgatar a inocência
de quando éramos crianças,
Sentar e encostar
a cabeça no seu ombro
sobre a proteção
de uma Canela-Imbuia,
Pensar somente
em tudo que me faça tua.
O Sanguanel da lenda
só existe nela e no poema,
Cuide das suas crianças
porque o mel quem
nos dá são as abelhas,
O mundo não oferece
para a vida doces esquemas.
