Verso com o Tema te quero
Pela sagrada poesia
Do verso tão lindo e raro
Do sentimento que guia
O amor mais puro e caro
Te desejo a mansidão do olhar
De uma mãe com seu bebê
E que possa realizar
Os sonhos que traz com você
Do mais profundo verbo
Do mais longo verso
A dor que sinto ao te ver parti
É inexplicável
Dói a alma
Dói o coração
Dói dobrado
Por te amar
Por te perder
Oh dor ate quando
Vai me acompanhar
Oh vida ate quando vai tirar
De mim aquilo que me faz cantar
O meu choro amargo
Deve te agradar.
Olhos que veem as estrelas na amplidão e delas ficam cativos, esses sim, leem no universo os versos que ele escreveu sobre a noite e desde sempre .
Um verso simples
Eu queria em um verso simples,
descrever a beleza de uma cena,
não consegui, que pena.
O jovem namorado,
diante de sua amada,
reclamava, ela por sua vez, irritada.
De repente, não sei a motivação,
um beijo inesperado, em plena rua,
às três da tarde quente de verão.
Sou o verso na transcreçao do verbo sou alienado...
Na aberração cromática das palavras sou o vento que sussurra lágrimas...
No contraste sou alienação...
Para os analfabeto político sou desalinhado...
No veto daqueles que tem abstinência...
Seja desatinado por cada instante que berrante é tocado... Para tocar o gado para voto de cabresto... desaforo... Político são a tristeza do povo as lágrimas das crianças que passam fome.... E das mães que choram por não ter nada para dar para seus filhos...
Efeito dominó.
No ensaio de um poema.
Aguçado é o verso verso que me conduz.
Teu corpo,
Edito nele um efeito dominó.
Obedeço minhas inspirações,
Exploro em teus lábios que me imploram.
E já me acalmo nesse recanto que me segura.
Seus olhos e sua boca me pedem.
Com a ajuda do luar.
Decifro-te com os meus comandos.
Cada aspirar seu.
É o êxtase dos suspiros teus que faço-te delirar.....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Da força de vontade, que um dia ultrapassa a Lua
Esses verso é sua bula
Babilônia já caiu, irmão
Tua prata não é porra nenhuma
Prefiro teu coração, Jão
A pena se apequena,
O verso se dispersa,
A melodia e a harmonia
Não sabem traduzir
O riso e a alegria
De um coração que canta
Quando a Presença Santa
Dele se apossou.
Me perco nesse verso
Vejo o mundo em regresso
A decadência do ser humano
Mais deplorável a cada ano
Mentes manipuláveis
De fácil acesso
Difícil entender a situação,
a humanidade perdeu a noção.
FORÇA INSPIRADORA
Quem dera, oh poética, se o verso fosse
Sentimental e mais ingênuo, boa sorte
Que não chorasse todas as dores, forte
Levasse valeria, ritmo, a alegria... doce!
Quanta lágrima fez no versar suporte
Sem norte, a solidão que judia, atroce
Quanta poesia vil, distante e agridoce
A ter suspiros no coração sem aporte!
Estranhas rimas de sentimentos ermos
Num conúbio de amores e de paixões
Eis o que é a sensação no exato temo:
Sujeitos aos males próprios e emoções
Também, os agrados, porém, estafermo
Se dos acasos não causasse inspirações
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 agosto, 2022, 15’47” – Araguari, MG
VIDA DO VERSO
Sempre a sussurrar sentimento incerto
O poema à sensação se faz aventureiro
Ao poeta deixa aquele gostinho aberto
Sempre, em busca dum sonho certeiro
Da paixão ao amor, tem trova em alerta
Mas, nunca deixando de ser por inteiro
Na prosa que tem aquela medida certa
De poética, vem o sentimental primeiro
Na rima, a imaginação como fronteira
Do seguro a ilusão, a pluralidade beira
É inspiração, pois, do destino escorre
Enquanto, na prosa tem aquela batida
Tudo é só encanto, abrandando a vida!
É arte, narração, senão, o verso morre...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 de agosto, 2022, 13’13” – Araguari, MG
*dia de NS D’Abdia da Água Suja, Romaria, MG
SOFRENTE CANÇÃO
O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!
Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG
NÃO GOSTO DE CASAMENTO
Cansei de ser casado, estou agora livre para meu verso voar. Não gosto de casamento por conta da mulher ser tão assim, mandona que se acha; sem vê que existem milhares melhores que valorizam mais e com respeito.
SONETO COADJUVANTE
Vendo-te agora, soneto dum passado
Na desilusão, sem emoção, verso bruto
Com a lembrança de tormento povoado
Abaçanado, deserto e o coração de luto
Meu dantes se percebe tão abandonado
Descorçoado em um banimento absoluto
Contrito e também com cântico magoado
De um versar hospedeiro de um desfruto
Ah! toada relativa dum destino tão triste
Só a poética na minha alma ainda existe
Na ilusão e o sentimento jogado adiante
Onde está quem traz está toda saudade?
Que invade a sensação tal uma divindade
Se do amor, o soneto, é só coadjuvante!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto, 2022, 19’19” – Araguari, MG
Às vezes em verso e prosa,
ou seria em prosa e verso?
mas percebendo de repente
que o mundo não é cor de rosa
Assim em altos e baixos,
segue a vida em poesia
onde o parnaso é o arauto
como as claves em melodias
Eras tu, simbiose?
Não era a alma minha só sem esse enclave?
Cada verso o inverso de vida... E tu?
Existindo, assim, em mim...
Tremam panelas!
Pois esse vento me arrancou a parte que criava
e, na aljava, flecha não restou...
Pós amor? Raiva, ora pois!
Se não mais pertenço é tenso o espaço!
Mas vai e decai aos pequenos pedaços de frases tecidas só para ''mitar", "lacrar" num mero tempo fátuo, findo em átimo modo...
Mas veja!
Ditirambamente eu me rendo bem rente ao enfado...
E o fado? Na "zona" é que toca o Mané...
E nóix? Gosta!
A vida é uma cena
Em cada verso um poema
Em casa linha um rabisco
Em cada vida uma forma de encenação!
