Verdade
As vezes engolimos muitas verdades para não descaracterizar a imagem da outra pessoa pois, é a única coisa que lhe restou.
Ouça o seu íntimo.
Ele guarda caminhos, segredos, verdades, ecos e armadilhas que o seu eu, pode evitar.
Até que ponto você confronta as suas verdades, para não assumir que o seu caminho, não é aquele que os outros querem?
Eu não quero ser "grande", eu quero ser inteira, crente nas minhas verdades e aberta as descobertas da vida e aprendizados .Não exijo que me aceitem , porque há muito tempo me aceitei com qualidade e defeitos, tirando o peso da aceitação de quem me segue...
Quero ser gente, ser falha, ser verdadeira e real , tentar ser cada dia melhor e viver alimentando bons sentimentos ...Quero sentar e "conversar" com meus medos para entrarmos em algum acordo ...rs
Quero sim amar a vida e as pessoas não pelo que elas possam me oferecer e sim pelo ser humano que elas são ...Se isso machuca? Ah tanto faz escolhi esse caminho e nele sigo em paz ...
Na comédia, apesar do exagero e deboche, há verdades; no romantismo muitas são as vontades, diversos os desejos, poucas verdades e grandes mentiras.
MINHAS VERDADES
É no travesseiro com os meus pensamentos que tenho a verdadeira versão de mim.
É na solidão celebrando a minha companhia, a verdade sobre a minha aceitação ou rejeição.
É no humor que vivo a verdade sobre os meus atos e feitos, que não carrego culpa e nem remorsos.
É no respeito e no trato aos outros que comunico o que guardo na alma, o doce ou o mel, a amargura e fel.
É na ação e reação que me entrego ou me traio. Ofereço o que sou e o que tenho.
A felicidade não é caroço do outro;
Nem a infelicidade é por causa da malignidade de alguém. É o que sou!
As lágrimas podem ser de alegria ou de tristeza, mas são o tempero quê vem da alma. Da minha alma!
Régis L.
BUSCO VERDADES
Diga-me se chegou o fim do dia?
Fechei os olhos para não ver o dia passar...
Nada importar, nem o nascer do sol,
o pino e tampouco o entardecer.
Diga-me se a noite chegou?
Se já posso abrir os olhos?
Quero ver tudo ao luar;
Vejo-me mais belo...
E mais lindo o mundo.
Não vejo gente apressada,
Nem ouço os burburinhos da rua.
Negociadores vendendo a própria alma,
querendo vantagens.
O dia acabou? Fechei meus olhos...
Fechei-os para imaginar o brilho do sol;
O verde das matas;
O amarelo do ouro;
O azul do céu,
O bronze das faces das pessoas...
E o branco dos dentes nos sorrisos.
A realidade não tem mais graça...
Não se ver mais a verdade;
Pouco se tem de si mesmo...
Tudo é copiado, comprado e emprestado, vendido.
Fecho meus olhos de dia para ser eu mesmo.
Abro-os a noite...
Anseio enxergar pelo menos
em vultos a realidade na gente, no mundo.
Às vezes, o humor é apenas um véu para ocultar nossas verdades, sobretudo quando o medo sussurra e o mistério nos cerca.
Há portas que não se abrem com chaves, mas com coragem. E há verdades que matam antes mesmo de serem reveladas.
O que chamamos de tecnologia é apenas o eco material de verdades espirituais e quânticas já acessadas em níveis elevados de consciência.
Sem meios momentos ou palavras incompletas,
sem meias verdades, ou amor pela metade
O coração intenso se rende, é sincero
E se entrega por completo
AUSÊNCIA
Prismas diferentes dão tonalidades diferentes às verdades da vida. Ás vezes sob o cajueiro centenário, que se espalha no fundo do quintal, fico a observar o firmamento; acho que é uma forma romântica de preencher ausências; é um ângulo que de certa forma me protege de mim mesmo. Cada estrela dessas é uma ausência e sob o cajueiro eu sou um prisma perdido que seus galhos camuflam, e a angústia de ser só é de alguma forma sacudida; e os meteoros que viajam cambiantes eu chamo de estrelas cadentes e faço um desejo. O cajueiro já me conhece, e conhece todos os meus desejos; conheceu a minha primeira namorada e seus gemidos; bem perto de sua raiz enterrei demônios: cajuzinhos em oferenda para o Deus das estrelas; acreditava que assim as namoradas voltavam; mas no meio da noite sempre tinha pesadelos com seus galhos me apertando; acordava de madrugada, corria pra janela e observava o cajueiro sacudido pelo vento litoral; parecia comemorar alguma coisa; talvez a minha ausência, até que de trás de seu tronco iam surgndo as namoradas, que leves como algodão, eram carregadas pelo vento ou arremessadas pelos seus galhos em direção a abóboda celeste. Cada estrela dessas é uma ausência, mas o cajueiro floresce com a neblina primaveril numa promessa fiel e infalível de frutificar e acolher agruras e angústias de qualquer ausência.
Devo inventar palavras pra te dizer o que sinto
ou mentir muito pra te dizer verdades
na minha idade, na minha idade nada é muito certo
e tudo anda perto da insanidade,
nasci com trinta anos; aos vinte eu já tinha sessenta
agora me encontro adolescente na terceira idade
