Verbo
Cuide para que teu verbo tenha coerência com teus atos, de outro modo os atos se tornam vazios e você passa a ser superficial.
Nesse meu acordo ortográfico, quando o sujeito da frase for mulher o verbo deixa de competir para conquistar.
conjugamento do verbo, motivado e aberto aos passaredos que pousam em degredos voluntários sobre os vinhedos, sem medo de embriagar-se de vinho e contar seus segredos.
A dança dos extremos
Na praça do tempo, a extrema direita grita,
Faz da espada seu verbo, da fúria sua escrita.
É um vendaval que ruge entre os campos de dor,
Plantando espinhos onde o trigo já foi amor.
Lá vem o cavaleiro, com bandeiras rasgadas,
Ecoando promessas de glórias passadas.
Mas são sombras de reis que nunca existiram,
Fantasmas de um poder que tantos sucumbiram.
E do outro lado, suave, a esquerda caminha,
Com pés descalços sobre a terra que alinha.
É o sopro da aurora no campo semeado,
O canto das mãos que constroem o legado.
Dos livros nascem pontes, dos sonhos, revoluções,
É o abraço do povo contra as prisões.
Mas a bonança tem curvas, também seus tropeços,
Pois no campo das ideias, há espinhos nos começos.
A história é mestra, nos sussurra ao ouvido:
Já vimos extremos ferirem o perdido.
Mas também vimos florescer, em terreno infértil,
A coragem de lutar, ainda que em solo hostil.
Que não nos guie o ódio, que não nos cegue o temor,
Que a mão que aperta o punho também saiba dar flor.
E que na dança dos extremos, o equilíbrio seja o fim,
Para que a história cante o melhor de seu jardim.
Respire um pouco, deixe de ser verbo por alguns instantes e seja substantivo. Tome posição, se refaça, não aja, observe. O tempo trará consigo o adjetivo que te faltas.
O poema que saiu andando.
Filho,
te inventei sem saber verbo.
Foste broto em meu osso.
Um punhado de manhãs dentro da minha carne.
Tu me viste antes de eu saber que existia.
Sabes dos meus escondidos,
dos meus becos sem luz,
dos passarinhos mortos dentro do meu silêncio.
Teu choro me abriu fendas.
Teu riso me pintou paredes.
Meu corpo virou pássaro sem asas pra te esperar.
Minha alma virou ninho sem entender voo.
Agora andas vestido de chão próprio.
Teu nome não me cabe mais nos dentes.
És árvore que me espiou por dentro,
raiz que virou rio.
Maior que eu. Melhor que eu.
A minha coisa mais bonita.
O poema que saiu andando,
descalço de mim.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
BIM é informação,
Informação é poder,
Poder é verbo,
Verbo é AÇÃO...
Eu posso minimizar riscos.
Eu posso ser mais eficiente.
Eu posso ser mais colaborativo.
Eu posso...
E você?
Pode?
As Escrituras começam no princípio! "No princípio era o verbo. O Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus". Tudo isto no princípio.
Argumentos
Todas as religiões foram criadas pelo homem. Mas o evangelho foi criado pelo Verbo divino. Esta é a verdade, que veio depois da "Lei"! A lei não era a verdade. A Graça e a verdade vieram com Jesus Cristo. Contra isto não há argumentos!
A Torah Ou Verbo
O evangelho não é nem Judaísmo, nem tão pouco Paganismo! Mas é antes Verdade eterna! Ele é O Verbo de Deus; a verdadeira Torah que vinha de Israel, para Israel e para todo o mundo!
Palavra é ação, falar é verbo. Suas palavras têm poder, podem representar a cura ou ser o veneno mais mortal. Valorize e use com cuidado a língua, saiba silenciar, fale com calma e colha os frutos de quem ama a beleza de sua própria expressão.
“O aprender somente será possível quando existir um verbo chamado querer. É preciso que se queira aprender e nem sempre poderemos despertar no outro este verbo fundamental para qualquer tipo de progresso.”
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- Verbo Ser do Carlos Drummond de Andrade
