Verbo
Só devemos lamentar três coisas: O verbo não dito; tempo perdido e o olhar esquecido no despertar da vida...
ECOS DO SILÊNCIO
Não é preciso escrever por extenso
Muito mais forte que o verbo condiz
É a serenidade do silêncio
Não é mutismo o que isso lhe diz
Reflete bem antes do sofrimento
Sem grito ou rancor não se pede bis
Abafa algum eco e segue aprendendo!
ALMA ESPIRITUOSA
Em silenciosa Fonte
Um verbo que Alguém conte
Fez Luz no horizonte
Terreno pra ser ponte
Vida pra ser usada
Firmeza na jornada
Em construção da escada
À Divina escalada!
✍️No princípio era o Verbo e o Verbo era tudo. No princípio as pessoas acham que Dinheiro é tudo depois descobrem que é quase tudo mas não é tudo.
✍️Quando eu abrir meu verbo eu serei promíscua e grossa, mas as vezes é necessário porque tem pessoas que só entendem essa linguagem, antes de eu ter um infarto e morrer.😫😞❣️💔
Depois que se aprende a andar, fica mais fácil lidar com o verbo correr. Quem dera eu pudesse aprender a viver, talvez fosse mais fácil lidar com o verbo morrer.
Hoje me vi amargurado, então resolvi soltar as emoções, rasguei o verbo, te amo, me fiz de cruel busquei lembranças de milhares de amores que não se fizeram eternos, amargurado abracei a solidão, me vi nas esquinas das desilusões, e em um copo e muito cigarro busco destilar minhas nostalgia, sufocado pela vida estou, não a mais argumentos que possa fazer dessa vida eu sebtir prazer,
Viver a essência é praticar o verbo existir a cada momento em detrimento da ilusão e da cultura do "eu tenho, eu sou".
crer não é adjetivo, qualidade do sujeito.
crer é verbo, ação.
crer não é pronome, indica alguém.
crer é advérbio de viver.
VERBO SER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sou essencialmente eu;
a pessoa; não o show...
creio que nasci pra ser quem sou.
PARTOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O primeiro parto
é parto
de chegar...
verbo vir.
O segundo parto
é parto
de partir.
POESIA DE VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
No princípio foi o verbo;
por princípio ainda é.
No meio, a ida e a vinda,
na esperança, o já, o ainda
ou na revolta e na fé.
Como nunca vou saber,
pois ninguém estava lá,
quando nem havia nada,
já vivia o verbo haver...
já tinha o verbo calar,
para quando até se tem,
mas é melhor não dizer.
Desde sempre foi o verbo.
Ele sempre foi ação,
não o é senão assim.
Ser humano é ser verbal...
verbo é verso de viver.
É sem fim do início ao fim.
DELÍRIO TERMINAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Estou a ver
meu verbo haver.
Ponho a venda
e fico à venda.
Talvez dormente,
porque a dor mente.
Trago o fumo;
fumo que levo.
Não me peça
que pregue peça.
Então por ora
não é hora.
E a cerca diz
acerca disto.
A corda nunca
acorda em tempo.
Profundo é sempre
lá pro fundo.
Vá em cana;
cana de açúcar.
Corrente prende;
corrente leva.
Faz o bem
e faz bem feito.
Com raiva, mato;
o mato acalma.
Leio um livro,
me livro e voo.
Acento agudo,
macio assento.
Agora cedo
enquanto é cedo.
Deixo a cena,
que a mão acena.
Já não luto;
chega de luto.
Fiquei partido
por ter partido.
Tristeza à vista
e vista a prazo.
Dei adeus
pra ver se há Deus.
VERBO COISAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Uma coisa que dá no que não dá pra ver,
que se sente sentir quando menos se sente,
vem pra mente, passeia pelo coração,
volta e volta fugindo até da própria fuga...
Um sentido que faz pro que não faz sentido;
desnorteia e dá norte pra desnortear;
é pedido negado que o instinto atende,
esse ter e não ter que se toma emprestado...
Ora finge que finge o que de fato é fato,
o boato é concreto no abstrato em si,
no seu pingo no i que maiúsculo é sem...
Quando a gente se coisa é a coisa mais linda;
se ainda não sei do que chamar a chama,
só me chama e me atende, quando eu te chamar...
