Ventre
Mãe,
Maior que gerar dentro do teu ventre este novo ser…
É o amor que Tu demonstras no olhar,
No jeito de amamentar,
Na forma de segurar nos teus braços,
No brigar com o mundo por teus filhos…
Na imensidão de teus abraços…
Esta és tu!
Maior que tudo que se tente imaginar!
É infinito este verbo amar
Que conjugas a cada dia…
Apesar das pirraças,
Das manhas e das tantas manhãs
De dores e preocupações, com as noitadas,
As novas namoradas e noras…
Apesar dos filhos e genros mal humorados…
Ainda assim, conjugas e repetes: Eu te amo!!!!
Por isso e por tudo mais que eu não sou capaz de dizer nestas
palavras bobas
É que os filhos aprendem a conjugar, ainda que de maneira falha
e egoísta…
Mãe, eu te amo!!!
Que possamos amar a ti como somos amados…
E que possamos passar este amor aos nossos rebentos…
Gerastes em dor o que carregastes durante 9 mêses em seu ventre, e para eternidade sei que levaras o mesmo sentimento do verdadeiro e único amor...amor de ser mãe.
LADAINHA
Mãe do Santíssimo, ventre puríssimo,
Rogai por nós.
Mãe do rosário, amor lendário
Rogai por nós.
Mãe dos profetas, mãos tão afetas
Rogai por nós,
Mãe de Jesus, olhos na cruz
Rogai por nós
Ó Mãe do Lourdes,
De amores urdes um manto em nós!
Ó Mãe de Fátima, pedinte enfática,
Rogai por nós.
Vistas do céu, amor de mel,
Rogai por nós,
Mãe dos apóstolos, olhos a postos,
Rogai por nós
Mãe dos meninos, aves sem ninhos
Rogai por nós.
Ó Mãe das Dores, os teus amores,
São sempre nós!
Mãe dos aflitos, a quem assistes
Rogai por nós.
Ó Virgem bela, clara janela,
Rogai por nós
Mãe da esperança, nessas andanças
Chegai a nós.
Ó mãe dos velhos, belos espelhos
Rogai por nós.
Ó Mãe de Deus, nós somos teus
Filhos também,
E disso sabes, pois quantos cabem
No colo teu.
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naeno* com reservas
NOS SONHOS DA POESIA - João Nunes Ventura
Sou do ventre imortal da poesia
Amada pátria e mãe da cantoria
Solo das pedras orgulho do sertão,
Quisera ser poeta no seio das flores
Para cantar as belezas os amores
Dos filhos nascidos em seu chão.
Com a eleiçao de Tramp, cumpre-se a
profecia de B. Brcht: Ainda e fertil o ventre que produziu a Besta.
Entre o ócio e os ossos...
Do ofício esse nosso; a melhor estação do ventre das flores se faz reluzente.
Na lacuna do verão e as águas de março, seus raios tórridos me levam cáusticas as emoções ardentes.
CERNE (soneto)
Do ventre do cerrado ergui meu gemido
Estrugido duma saudade que me eivava
Furtando o fôlego duma dor que escava
O coração já aturado e um tanto dividido
Da solidão a tramontana reviu-se escrava
No cerne da sofrença no peito desfalecido
Que és de tudo escárnio no fado contido
Grito! Que ao contentamento então trava
Que labareda tal me arde no esquecido
Me remanescendo qual tétrica cadava
E me prostrando na réstia do suprimido?
E, se toda sorte aqui me falhe, és clava
A esperança, dum regresso ainda vivido
Factível, sem os que a quimera forjava...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017
Cerrado goiano
Em nome de Deus...
Sou semente de milagre milenar
Brotada criança do ventre de mãe forte
Menino somado de verbo e esperança
Que a sorte desdenha e a dor já não alcança
Sou filho de muitas aldeias
E de todos os mundos
Trago no peito todas crenças
E no sangue frágil, um sonho que teima
Não tomo a fome por inimiga
Nem o sol, por castigo
Das defesas, que me são poucas
A tez é a de mais orgulho e valia
Meu melhor emana de meu olhar
É ele que fere de vida qualquer morte
É ele que leva o perdão que entrego
Aos dias da infância que não visitei
Eu chorei todas as dores e lágrimas que entupiam minhas vísceras.
Eu lhe arranquei de meu ventre, com intenção de abortá-lo, aos prantos, ninguém me ouviu.
Venho de tantos lugares de tantos luares,
vivi no ventre e em meio a tanta gente,
estive feliz como um passarinho em vôo,
batendo livre as asas por sobre os mares,
visitei varias mulheres, milhares de casas,
amei, amei muito, ah! como eu amei.....
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