Ventre
Mãe de ventre
Mãe de coração
Mãe além dos vales.
Mãe de muitos
Mãe de poucos
De coração ou de ventre.
Em seu abraço me envolvo
Em um amor indiscutível.
Mãe
Até hoje...
Até hoje eu sinto o calor do seu ventre quando me abraça.
Até hoje sinto o sabor da minha papinha na comida maravilhosa que só você faz.
Até hoje seguro nas mãos que me guiavam nos primeiros passos, sempre me desequilibro.
Até hoje ouço aquele cuidado me alertando de algo que possa me machucar.
Até hoje as suas broncas e
"tapinhas" me despertam um olhar diferente para vida.
Até hoje eu ouço as cantigas que me remetem a infância e solto aquele sorriso largo sem perceber.
Até hoje você sente a minha presença pelo cheiro.
Até hoje posso sentir o beijinho de: Boa Noite, Dorme com Deus!
Até hoje o seu colo é o único que cala o meu choro incessante.
Até hoje eu sou aquela criança, que cresceu com os seus conselhos.
Até hoje o sentimento que você me ensinou não muda de nome. Amor é amor.
O mais interessante é que até hoje eu aprendi que:
Mãe só sabe amar.
...
Sete dois; comecei a ensaiar o livre arbítrio no ventre da minha genitora, e materializei meu elo com o mundo já no primeiro choro. O aprendizado, a dor e o desconhecimento do provérbio "só se afoga quem sabe nadar". Afundei nas minhas primeiras tentativas ao optar pelo gume errado da faca, e lembrei que a piscina amniótica não serviu como treino.
Criei uma carapaça tão forte quanto a armadura de Ogum, "cascorei" e saí cavalgando até tropeçar com a fraqueza dos fortes. A ansiedade antagônica e latente me desviou do tempo do Homem, e hoje ainda me sinto responsável pela erupção de algo adormecido perante a visão daqueles que ignoram.
Enquanto meu âmago ainda espera por um comportamento diferente do mundo, torço calado por uma reação massiva à minha voz.
Nao existe morada mais segura que o ventre de uma MULHER , cada dia que lá passamos é mais um dia de vida . Apos o nascimento , cada dia que nós passamos é menos um dia de vida
Há filhos gerados no ventre e filhos gerados no coração. Há filhos que nascem depois de 9 meses e outros que chegam depois de três anos e muita burocracia. Mas, para as mães, não há distinção. O amor que elas sentem pelos filhos será sempre incondicional e único.
SONETO A MINHA MÃE
(in memória)
Mae do seu ventre nasci
A luz do mundo conheci
Dos seus seios o alimento da vida
Nos braços a segurança perfeita.
Seu colo me acomodou
Suas mãos me acariciaram
Seu sorriso era só alegria
Sua voz uma sinfonia.
Hoje apenas lembranças revividas
Sofro pela sua falta, mas
Gratidão pelo que foste em vida.
Amor, ternura e paz.
Retrato de uma passagem
De um amor sem fim.
Sou Mulher
Sou peito, sou leito
Sou leite materno
Sou ventre fecundo de puro amor
Sou joia rara gerando outra joia!
Sou natureza, perfume de flor.
Certas palavras são como uma espada enfiada em nosso ventre: mesmo que retirada com cuidado, continuamos sangrando.
Eu nunca vi uma mulher nascer da costela de um homem, mas já vi vários homens nascer do ventre de uma mulher.
Viva as mulheres!
Mulher é sinônimo de esperança
É a heroína para todos os homens e crianças.
É o pilar e o ventre da sociedade
Pois sem elas não haveria humundade nem civilização
Para todas as mulheres o nosso muito obrigado do fundo do coração!
Mulher que Deus esculpiu com tanta beleza e amor . De seu ventre gerou vida como presente a humanidade. E de tão agradecida se curva diante de majestoso feito!
O sonho da Pátria Livre
vem do ventre das fêmeas.
Que entre flores e frutos,
ousam somente sonhar
Com uma pátria justa e livre
que os seus filhos abriga
em marcha e luta
para uma sociedade decente.
Entre lutas e dores
Seguem carregando sementes
de melhores dias e formas
de se viver com Justiça
Com homens, mulheres
Jovens e crianças
Uma pátria em mudanças
Que acolha toda gente
E abrigue todos os sonhos
Daqueles que vivem somente
Lutando por uma pátria justa.
(LUA, Pedra da. Sementes da Pátria justa. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 89).
O anúncio a chegada:
Um céu pintado de azul
O meu eu e o tu
O amor e amada
Em um ventre a morada
E logo verá lindo céu
Fará da vida um papel
Pintando seu lindo destino
Será um Homem o menino
É um menino, é Samuel.
Nós nascemos nos ventres das mães mulheres para aparecermos na terra. E nascemos no ventre da terra para aparecermos na ancestralidade!
Nasci daquele ventre que hoje me aprisiona,
Sou teu sangue e não propriedade,
Isso não é amor, é controle,
Sou ser humano,
Não marionete,
Eu te falo sobre os segredos do Universo,
Te falo, sobre tudo que aprendi e desaprendi,
Através de dor, culpa, medo, erros,
Esses que mesmo cega enxergo de alma,
Mas, tu não vê os seus,
Se acomoda ao dizer que assim viveu,
50 anos,
Mas, ainda não aprendeu que a vida é sobre evolução,
Sem calma luto contra meus instintos,
Terapia, pra curar o karma,
O sofrimento faz parte,
A fé que você me impõe,
Entope meu estômago e garganta,
O Jesus que conheço não é mercadoria barata para que tu me empurre.
Grata sou,
Mas, só o exterior não me basta,
Hoje sou filha, em outras vidas, talvez fui sua mãe,
O respeito deve imperar,
O tempo é segredo,
Assim como a vida,
Por isso não mato nem os insetos,
Mas, você não está preparada para essa conversa né...
Mãe.
Um engasgo,
Assim como o pai,
Que não me procura,
Não me vê e não quer atrapalhar,
Visto que a ausência já é atrapalho.
Por isso, hoje esse desabafo,
De pai e mãe, porque segundo eles,
Ninguém mais me ama,
Tornaram o próprio amor genitor,
De acidente...
Mas, não deixam de ser genitores...
Em ódio entre si,
E me reverberam dizendo que ninguém me ama como vocês...
Mas, vocês mesmo não se amam.
IRMÃO
Homem que sai do mesmo ventre
Alma desesperada
Quando assume não me conhecer
Admite que qualquer maldade que lhe fiz
Mesmo sem perceber
Entendeu ser por querer
Pobre alma! A minha ou a sua?
Atormentada pela solidão
Nós dois
Pobres almas
Empobrecidas pelo pecado
Quanto mal consigo fazer ao meu corpo antes de te conhecer?
Acelero
Quero que acabe ou eu quero mais?
Mais, mais, mais
Corpo e Alma discordam nessa questão
Enfim, fraco!
Novamente aquele olhar, aquele maldito olhar
Desprezo ou decepção?
Talvez ambos!
Se não consigo distinguir
Cabe a mim escolher o que menos me machuca
Meu corpo é livre, meu ventre é livre
E de fato eu acho que não sou mulher pra casar
Mas cuidado, se alguém quiser,
o único tanque que eu vou estar
é o de guerra
Só pra ter o prazer, de seu machismo bombardear
CLIC BUMMMMM
Alegra-te, mãe, pois do teu ventre veio um filho justo, apesar de ser pecador. O pecado pertence à terra, mas a justiça vem do céu.
